Sexta-feira, Setembro 26, 2008
.
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Terras Escuras
Estou indo para as terras escuras
Para conversar em rimas
Com minha alma caótica
Certo como a vida nada significa
E todas as coisas acabam em nada
E o Céu, eu acho...
Fica próximo demais do inferno
Quero me mover, quero ir,
Quero ir
Oh, algo não quer me deixar
Ira até o lugar
Onde ficam as terras escuras
E acordo dos sonhos
Para um mundo tenebroso de gritos agudos
E o Céu, eu acho...
Fica próximo demais do inferno
Quero me mover, quero ir,
Quero ir
Me leva para o escuro
Oh Deus, me coloco de joelhos
E sinto que poderia morrer
À margem do rio da doença
E sinto que estou morrendo
E estou morrendo
Estou de joelhos
Estou caído
Quero ir, quero ficar,
Eu quero ficar...
Segunda-feira, Março 31, 2008
qualquer bobagem
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
O medo de um amor incerto
Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível...
Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.
No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!
Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer.
Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinho? Será? Será?...
O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade.
Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou... passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto!
Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro.
Então, que usemos nossa inteligência, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos!
Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer... simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!
E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos.
Portanto, para todas as pessoas que têm me perguntado sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.
E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a alegria como partes do amor! E quando penso que essa entrega é realmente difícil, me lembro de uma frase que gosto muito:
"Se o seu problema tem solução, relaxe... ele tem solução.
E se o seu problema não tem solução, relaxe... ele não tem solução!"
Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Sobre o Amor
- E sua namorada?
- Terminamos.
- Como assim? Vocês combinavam tanto!!!
- Nem tanto, mas mesmo assim é uma pena, as diferenças falaram mais alto.
Amores nunca deveriam terminar, o certo seriam se perpetuarem pela eternidade, atravessarem oceanos, desenganos, tornarem verdadeira uma aparente ilusão.
Deveriam ser preces feitas por crianças à Deus e atendidas imediatamente.
Porque amar não deveria ser dor, deveria ser sempre dia de domingo ensolarado com algodão doce.
Uma colheita celestial de bênçãos dirigidas a dois.
Amar deveria ser direito de todos e não apenas de alguns privilegiados.
Todos deveriam ser correspondidos, aquela velha história da tampa da panela, e realmente, deveria ter a tampa exata que se encaixasse com total perfeição.
Nenhum amor poderia ser recusado, todo amor seria passível de ser amado.
E que tudo no ser amado fosse notado e elevado ao mais gracioso altar, desde a maior virtude até o defeito mais odioso.
Que tudo fosse festa, e o cotidiano adorado, uma vida a dois, em 20, 30, 40, 50 anos, a eternidade e além da vida.
Porque amor é o que o ser tem de maior valor, sua forma mais autentica de se mostrar de se doar. E isto é feito sem pudor, sem medo de errar, de ser aceito.
Não se deveria ansiar a vida toda por ser eleito, deveria ser simples, reconhecer o seu amor por um olhar, um sinal, um sinal apenas que revelasse com que passar os restos dos dias aliás, os restos dos dias mais felizes.
Ao amantes andariam com os mesmos passos, os corpos confundirem-se nos abraços.
Tudo deveria ser música em harpas tocadas por anjos celestiais.
Deveria apenas existir o ato de amar, sem burocracias, sem brigas de qual filme alugar na locadora, ou sem que ele se contrariasse em ir a festa da sua tia chata.
O amor deveria ser um estado de graça constante, uma bobeira contagiante.
Deveria ser um vírus em que todos fossem infectados, invadidos por sua semente.
Mas enquanto o ser humano não chega neste estágio na arte de amar e meu par não me encontra... eu fico aqui prostada em minha porta, brincando de bem-me-quer-mal-me-quer
Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Festa no outro apartamento
A massacrante felicidade dos outros
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.
De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento” .
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos,
íntegros, ricos, sedutores. ”Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.
Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?
Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?
Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Domingo, Outubro 07, 2007
SUICÍDIO
Ademar J. de Oliveira Paes Jr.
O médico, psiquiatra ou não, defronta-se freqüentemente com um dilema: como dialogar com pacientes suicidas? Ao contrário do constante no senso comum, pessoas que tentam se matar comunicam esta intenção e, geralmente, fazem a um médico.
De 60% a 75% dos pacientes que cometeram suicídio procuraram um médico um a seis meses antes de se auto-aniquilarem.
A idéia de que "quem fala não faz" não é verdadeira no que diz respeito às tentativas de suicídio. Outra mitologia acerca do suicídio diz respeito a que não se deva valorizar as tentativas que pareçam ter sido feitas apenas para atrair a atenção do universo sócio-familiar; por serem potencialmente não-fatais não devem ser desprezadas e devem ser interpretadas como um pedido de ajuda que necessita de atenção e entendimento. Tantas vezes se tenta que um dia pode ser bem sucedido.
A prevenção é o melhor tratamento para o suicídio, indubitavelmente. É importante ressaltar que um substancial número de pacientes que tentaram um ato suicida procuraram um médico alguns dias antes.
DEFINIÇÃO DE SUICÍDIO
Para Durkheim o termo suicídio é aplicado a todos os casos de morte resultantes direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo da própria vítima que ela sabe que produzirá tal resultado.
Freud, dentro de uma abordagem psicanalítica, estabelecia que a auto-aversão vista na depressão originava-se da raiva em direção a um objeto de amor; raiva que a pessoa desviava para si mesma. O suicídio seria a expressão máxima desse fenômeno e não acreditava que houvesse suicídio sem o desejo reprimido de matar alguém. Uma abordagem bastante interessante pode ser encontrada em seu trabalho publicado em 1917 chamado Luto e Melancolia.
PACIENTE COM RISCO DE SUICÍDIO
Existe uma ampla gama de situações envolvendo o risco de suicídio na clínica, as quais variam desde ideações leves até o paciente que chega em coma por ingestão de medicamentos. A avaliação do risco de suicídio continua sendo um desafio e, geralmente mais importante do que buscar a causa do suicídio de imediato.
PREVALÊNCIA
A prevalência do suicídio no Brasil situa-se em torno de 4 por 100.000 hab, apesar destes dados poderem ser questionados devido a complexidade de sua determinação. Quanto às tentativas frustradas os números são ainda menos confiáveis, devido principalmente às dificuldades conceituais envolvidas. Nos EUA as tentativas chegam a ser 40 vezes maiores do que os atos suicidas concretizados.
A OMS realizou estudos chegando aos seguintes números:
países do leste europeu, Japão, Áustria, Alemanha, Suíça e países escandinavos: 25/100.000 hab.
EUA: 12/100.000 hab.
Irlanda, Holanda, Itália e Espanha: 10/100.000 hab.
países de industrialização tardia: 14/100.000 hab.
FATORES DE RISCO
Embora a conduta suicida tenha um espectro amplo, parece haver uma diferença no perfil dos pacientes que tentam suicídio e aqueles que realmente concretizam o ato.
pacientes com personalidade impulsiva
história de migração
ausência de convicção religiosa (católicos suicidam-se menos pelo perfil punitivo da sua ideologia, bem como a crença num destino controlado por um Deus onipotente e responsável pelos sucessos e frustrações da sua vida).
sentimento persistente de desesperança e pessimismo
perda de status sócio-econômico: fracasso profissional ou falência financeira.
acidentes que causem incapacidade física (p.ex paraplegia) ou impotência sexual.
acidentes que causem desfigurações, principalmente em mulheres.
ambivalência
fator desencadeante/estressante persistente
transtornos de personalidade (histriônico, borderline etc.)
transtorno bipolar: pode-se pensar no risco aumentado apenas na fase depressiva, mas o perfil impulsivo da fase maníaca traz cuidados particulares.
doenças do SNC como epilepsia, demência, AIDS etc.
MANEJO DO PACIENTE QUE TENTOU SUICÍDIO
A primeira parte do atendimento de um paciente que tentou suicídio deve ser centrado sobre o manejo das complicações médicas decorrentes tais como cortes, fraturas e intoxicações.
No caso de ingesta de medicamentos o nível de consciência é o primeiro aspecto a ser avaliado. A seguir devemos buscar informações acerca do tipo, quantidade, tempo decorrido e velocidade de consumo da medicação, bem como associações com outras drogas, álcool etc. Caso o paciente esteja em coma um diálogo com acompanhantes ou familiares é de fundamental importância. Recursos para diminuir a absorção devem ser tentados como indução de vômitos ou lavagem gástrica. O uso de substâncias antagonistas pode ser útil como é o caso do flumazenil nos casos de intoxicação por benzodiazepínicos
Obviamente, devem ser tomadas as medidas cirúrgicas necessárias nos casos de suicídio associado a trauma (suturas, imobilizações gessadas ou, se necessário, até cirurgia reparadora).
A segunda parte do manejo do paciente suicida é a avaliação do risco de uma nova tentativa. O médico deve levar sempre em consideração os itens discutidos acima no que se refere aos fatores de risco. Porém, muitas vezes, esta tarefa torna-se difícil por diversos fatores como:
a seriedade do que está em questão: a vida ou a morte do paciente.
porque o médico precisa definir não só um diagnóstico, mas também um prognóstico, cujas dificuldades são muito maiores.
o médico, geralmente, vê o paciente na emergência, não o conhece previamente e o risco de suicídio pode ser o motivo da procura do atendimento.
porque a decisão de internação pode significar a sobrevivência do paciente.
Essa avaliação de risco deve ser feita através de uma entrevista psiquiátrica detalhada a ser realizada logo após a equipe de emergência ter sanado as complicações médicas pós-tentativa e o paciente apresentar condições de conversar com o médico. Na entrevista o paciente deve ser questionado direta e francamente se ainda tem vontade de acabar com a própria vida, se tudo está tão ruim a ponto de acabar com tudo, se ele tem planos feitos ou se o paciente conseguiria controlar-se. Muitas vezes o desabafo do paciente é o suficiente para tirá-lo de sua situação de angústia e sofrimento pessoal.
A terceira parte, e mais delicada, é a decisão de internar o paciente ou não. A internação inadequada pode trazer apenas prejuízos para o sistema e para o paciente, do mesmo modo que a não internação pode significar uma nova tentativa. Para evitar erros o médico deve seguir rigorosamente alguns critérios:
paciente está psicótico, com a presença de delírios, idéia de comando ou alucinações.
quando existe algum fator que interfere com o nível de consciência, impossibilitando a avaliação na emergência (p.ex intoxicação).
quando não existe modificação na ideação suicida, após intervenção junto ao paciente e a família.
pouco ou nenhum suporte familiar.
tentativas freqüentes ou em escalada.
quando o médico ainda tiver dúvidas.
Desde que as indicações acima sejam descartadas, pode-se partir para um acordo envolvendo o médico, paciente e familiares, numa espécie de "pacto anti-suicida" , que também deve respeitar alguns princípios:
o paciente sente que os impulsos estão sob controle.
refere poder comunicar quando sentir uma piora do quadro de ideação suicida.
se dispõe a realizar consultas freqüentes.
o médico dispõe-se a atendê-lo em qualquer momento numa linha de contato direto.
reduzir fatores estressantes ou que desencadearam a tentativa.
garantir apoio incondicional dos familiares e amigos.
construir um apoio realista no qual o paciente possa reconhecer um motivo legítimo para o suicídio.
oferecer alternativas para o suicídio.
manter o paciente sob vigia e longe de armas, medicamentos, cordas, mangueiras de chuveiro, janelas ou qualquer outro objeto que possa predispor o paciente a um novo ato.
não deixar o paciente tomar decisões importantes. O paciente está desequilibrado e uma decisão mal tomada pode ser motivo de uma nova tentativa de suicídio.
evitar comentários que transformem o ato em algo como "fraqueza pessoal", "covardia" e outros.
É importante ressaltar que a não internação representa um tratamento menos traumático para o paciente perante os familiares, a sociedade assim como para ele próprio, aumentando consideravelmente sua esperança em recuperar-se.
Outro aspecto de crucial valor é a recuperação do paciente após um estado de depressão. Pacientes apresentam aumento do risco de auto-aniquilação quando aparentam melhora da sua condição clínica; isto é, quando o retardo psicomotor já começou a responder ao tratamento, mas o núcleo de depressão vital (humor e pensamento) ainda domina o psiquismo do paciente. Este fato tem confundido erroneamente a observação de que anti-depressivos podem induzir ao suicídio. Portanto, o início da recuperação de um paciente depressivo que apresenta fatores de risco importantes para uma nova tentativa é um período que requer cuidados dobrados.
SUMARIZANDO
Quando da chegada do paciente com suspeita de tentativa de suicídio, a prioridade é para os cuidados clínicos, que devem incluir testes para detecção de intoxicação por drogas, além dos cuidados cirúrgicos quando há trauma associado.
Tentar obter o máximo possível de informações com acompanhantes, sobre fatos imediatos e mediatos.
avaliação conclusiva somente após a desintoxicação ou estabilização dos transtornos causados pela tentativa.
pesquisa de transtornos psiquiátricos e fatores estressores deve ser extensiva.
avaliar cuidadosamente fatores de risco.
sempre perguntar diretamente :
- quer se matar?
- acha que viver não vale mais a pena?
- ainda tem algum plano para cometer suicídio?
- conseguiria controlar os impulsos?
Internar ou fazer "pacto anti-suicida".
BIBLIOGRAFIA:
NOBRE DE MELLO AL - PSIQUIATRIA. 3 Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1979.
NUNES P, BUENO JR e NARDI AE - Psiquiatria e Saúde Mental. São Paulo: Editora Atheneu, 1996.
TABORDA JGV, PRADO-LIMA P e BUSNELLO - Rotinas em Psiquiatria. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
JASPERS K. Psicopatologia Geral. 2 Ed. Rio de Janeiro: Atheneu. 1979.
KAPLAN HI, SADOCK BJ & GREBB J -Kaplan and Sadock’s synopsis of psychiatry. 7th Ed. Baltimore: Williams & Wilkins, 1995.
Sábado, Setembro 15, 2007
Ana Carolina - Corredores
Ana Carolina
Eu andei
Sorri, chorei, tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
E quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei
Vi com outros olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me levando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos
Secretos planos
E até uns traumas
Sempre fui muito só
Eu andei
Sorri, chorei tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como puder
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele com se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei
Até pintei os olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me escapando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz
Bem na linha da vida
Sempre fui muito só
Segunda-feira, Agosto 13, 2007
Amor sobre patins
Dizia uma amiga que era preciso tentar.
Arriscar, tudo ou nada, senão nunca saberíamos.
Amar é como andar sobre patins, as vezes agente cai, e cair acontece.
Também, quando não se tem mais medo vem a capacidade de grandes acrobacias quase ornamentais.
Disse a ela que não sabia se queria tentar, talvez aposentar os patins fosse uma forma de proteção.
Exato. Mas você prefere proteção ou prefere viver?
Gostaria de dizer que prefiro viver, porém, mesmo que refeita do ultimo tombo dos meus patins, agora tenho medo, de cair, ralar as mãos os rosto, a alma. Deixar este coração mais descuidado do que ele está. Isto seria negligencia comigo mesma.
Isto me fez refletir e neste momento estou olhando pro armário pronta para pegar o velho par de patins e arriscar.
Sair pra rua e me aventurar nas curvas, ladeiras da vida, me permitir mais algumas quedas que virão possivelmente seguidas de grandes acrobacias.
Sim, não nego, ainda tenho medo mas vou tentar de novo, estou sobre patins.
Domingo, Julho 22, 2007
Eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo
Taanto
Cazuza
Sobre meus amores platônicos
Quem nunca teve um namoradinho ou namoradinha de escola, ou colega de serviço, que amasse só com os olhos, que fizesse tudo só para sentir o perfume do xampu dos cabelos, de chegar a fazer a lição de casa pro amado, porém sem nunca entregar o seu segredo?
Quem nunca teve uma história solitária, que permaneu não dita? Tesouro só pra olhar, como bem já disse Bono Vox em All I want is you.
Eu tive vários, durante a vida toda.
Lembro-me do primeiro, Fernando do présinho. Sempre o olhava, menino lindo indo e vindo sem poder tocar, eu não olhava de tanta timidez nada poderia ser percebido nem por ele nem por ninguém, meu segredo às 7 chaves
Até que em uma rica oportunidade na festa junina, tive a sorte de cairmos como pares, porém a Shirley, roubou meu par. Então eu me lembro que foi a primeira vez que lutei por um amor há há. Todas as classe do pré-I ensaiavam a quadrilha juntos em uma quadra muito grande, eu atravessei
a quadra, peguei Fernando pela mão e disse: Shirley se vc não percebeu isto é feito em ordem alfabética, Fernando, Flávia...., logo nada a ver
com Shirley que começa com S, não roube o meu par. Lembrando hoje é muito engraçado,mas lembro-me que fiquei furiosa. No dia da dança eu era a caipirinha mais feliz da festa, mais que a noiva, tenho fotos até hoje. Este se foi e não me lembro de outros nem na primeira, segunda ou
terceira série. Porém aos 9 anos, na catequese havia o coroinha da
Igreja, o Daniel que por coincidência era filho da minha professora do colégio. É de se imaginar fácil que não prestava atenção em quase nada das missas, adorava aquela hora da paz de cristo só pra subir lá eapertar sua mão e de quebra dar um abraço, afinal, eu não poderia
perder a oportunidade. Como ele era filho da professora no colégio as vezes ia dar um oi pra mãe e se demorava lá um pouquinho, sentava comigo na mesma cadeira desenhava e escrevia o seu nome no meu caderno. Começamos a namorar, lembro-me era só mão dada, fato este que não fez meu namorinho durar muito, minha "amiga" Josi um dia de "brincadeirinha" puxou-o e beijou, pronto! Havia perdido meu menino ela tinha armas que eu não tinha, ou tinha e não podia usar, ela dava beijo na boca e eu não,depois disto, mudei os horários de assistir as missas.
Depois na quarta série veio o Gilberto, depois na oitava veio o Alexandre. Este menino era da época em que eu achava bonito os meninos de cabelos longos, eu já tinha meu álbum preto do Metallica, e achava um charme ele jogar os cabelos pra trás. Era lindo: a cara do Bono Vox, por ele eu suspirava no pátio do colégio, e esperava ansiosa a sirene do intervalo tocar, só pra esbarrar com ele nos corredores. Fiquei só de olho, na faculdade é que fomos trocar idéias, mas só isto.
Depois, no colegial teve o Fernando, acho que foi o primeiro cara que gostei de verdade, ficamos meses entre olhares, até que ele descobriu que eu passava as aulas de educação física, pq a bibliotecária ia lanchar e eu aproveitava pra me trancar lá dentro e aprender sozinha a ler Baudelaire original. Até que um dia ele bateu à porta da minha clausura e simplesmente me beijou, começamos a nos encontrar furtivamente em todas as aulas de educação física, agente se pegava de tudo quanto era jeito e eu adorava aquilo escondido eu tentava ler Baudelaire pra ele enquanto ele me beijava o pescoço, até que um dia deixou de rolar, sofri até umas horas...
Depois veio o Nicolas, este eu já tinha coragem de olhar nos olhos, mas ele era o Deus Grego do colégio e quem era eu? Reles mortal... Até que um dia, uma amiga minha começou a trocar idéia com ele, eu não gostei: era invasão de território total, eu não agüentei e um dia cheguei nele: Olha eu gosto de você, mas você não tem nada a ver com isto, é problema meu. Ele ficou me olhando sem entender nada.
Até que no dia da festa junina naquela brincadeira boba da cadeia ele me prendeu e falou: agora vc é minha há há e quem era eu pra contestar.
Fora este houve vários, mas depois conto as histórias parte II, rs.
Acho bonitinho este negócio de amor platônico, mas aos 29 já não tenho tanto tempo pra isto,
Até usamos um jargão: a fila anda e a fila tem que andar mesmo, por questões de sobrevivência, não podemos perder o foco, delirar imaginar como seria a vida ao lado de tal pessoa. Hoje chegamos rápido oferecemos o serviço e somos dispensados ou não, infelizmente não temos tempo para longas paqueras e olhares furtivos que dizem mais que muita coisa.
Se bem que meu ultimo namoro nós ficamos no preciso dizer que te amo, eu não sei em que hora dizer me dá um medo, por 3 meses e foi uma história maravilhosa, ele me disse uma das coisas mais legais que se pode ouvir e eu correspondi, agora game over, estou sozinha, sendo e esperando ser minha melhor companhia e enquanto isto: a FILA ANDA....
Sábado, Julho 14, 2007
NESTA SEXTA FEIRA DIA 20, EU FLÁVIA, VULGARMENTE CONHECIDA COMO SOUL, DISCOTECAREI COM O MAU, VULGARMENTE CONHECIDO (ALÉM DE MAU ELEMENTO, RS 21QWES)
Vai rola alternative rock, 80´s, post punk, eletro rock, e rock em geral meu filho é nóis.
O Mini CLub está lindo, perfeito e a festa Citrus nem se fala. Tudo novo! Com equipamentos de ponta; som stereo, ar condicionado, banheiros novinhos, espaço reservado e pista, o MINI CLUB reabre suas portinhas em uma Re-inaguração pra lá de boa nesta sexta, 18 de maio.
O mais novo Club Underground de São Paulo, promete estremecer a região da Consolação.
A partir das 23h00 a casa abrirá.
Na pista, os Dj´s residentes Gringa e Felippe Toloi rolam o melhor dos anos 80, 90 e 00 e indie-rock-disco-punk-brit-pop-electro.
Sempre com convidados super especiais.
Serviço:
Local: Mini Clube
Rua da Consolação – Nº2627
50m da Av. Paulista – esquina c/ Al. Santos
Mais informações na nossa comunidade:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28044900
Homem - R$10 c/ lista; R$15 s/ lista
Mulher - até 0h VIP; após 0h, R$7 c/ lista; R$10 s/ lista
Consumindo R$ 15,00 [mulheres ] e R$ 20,00 [homens] isenta a
entrada.
Favor enviar e-mail até 16h de sexta-feira
- Proibida a entrada de menores de 18 anos
LISTA/CONTATO: projetocitrus@gmail.com
Quarta-feira, Julho 11, 2007
(porque as vezes eu luto em vão, chega tão rápido que não dá tempo de dizer nem sim, nem não, só desarma do medo do nada)
Ana Carolina - Carvão
Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quinta-feira, Junho 28, 2007
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be
Bizarre Love Triangle - New Order
estou em vias de fato novamente e tento por Deus negar veemente tudo o que já sei que está por vir.
não quero perdoar nem ser perdoada, não quero dar nem receber.
tudo tem um custo um preço que já cansei de pagar. a vida me deve, aliás, neste quesito.
eu juro que não quero chorar de novo,
e prometo que não vou implorar, não quero
simplesmente chega, todo mundo tem o dia de cansar.
não quero tentar ser outra pessoa melhor pra tentar te fazer feliz
não serei seus brinquedos, sua melhor piada
não dançarei sua ciranda e você nunca acompanhou meu samba
não quero promessas de continuar sendo melhores amigos
porque melhores amigos não se prometem simplesmente o são
quero apenas a porta fechada atrás de mim sem nenhum aceno
não quero ouvir que fui importante
isto é passado agora
muito menos que não fui o suficiente
que eu não soube te fazer feliz
só porque não soube atender suas urgencias
só porque não fui quem e o que você queria
PORQUE VOCÊ NÃO SABIA O QUE VOCÊ QUERIA
muito menos quero que me inumere os defeitos
porque meu passado deve estar onde estará o de todos eles: morto e enterrado
não quero ter que ficar e nem obrigar ninguém a partir
não quero ver ninguém cair e muito menos ajudar a levantar
também juro que nunca mais levantarei minhas mãos para que me ajudes a levantar, o farei sozinha, simplesmente sozinha, como estou como sempre fui
eu juro que nunca mais, nem descuidadamente chorarei na frente de ninguém pra não verem a fraqueza de quem ama, porque amar já não me importa mais
não quero ficar sem saber o que fazer com minha vida, sem você ao lado,
serei circunflexa, só eu um círculo fechado
em que eu não saio e ninguém entra
tudo isto porque cansei, cansei desta brincadeira de gostar
de me doar, de brincar de ser você, sem ser eu
sem ficar nada pra mim
Quinta-feira, Junho 21, 2007
Faróis são ótimos elementos para nos fazer parar e pensar na vida. Olhar dentro do carro do outro, ver casais que fazem carinhos, outros que brigam, filhos que brigam entre si e são negligenciados pois parece que não acontece nada.
Então, isolada do mundo sendo o ser mais Feliz com o meu Ipod por não precisar me relacionar com ninguém. Começo a pensar o quão as relações ficaram frias.
Desde o bom dia ao porteiro até dar lugar ao senhor no ônibus.
Pensar que algumas músicas ( boas músicas diga-se de passagem) possam substituir o contato com o próximo.
Em que mundo vivemos?
Meus melhores amigos eu falo todo dia pela internet
Mas quando marcamos um café?
Não sei para onde caminhamos, mas espero resgate de relacionamentos gélidos, espero amores de verdade e não aqueles profanados descuidadamente da boca pra fora.
Sempre falo Em Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças quando Clem diz: Será que somos os mortos que jantam?
Tenho medo de ser o morto que janta. A pessoa que levanta todo dia sem ter um prazer, uma vontade absurda de fazer algo, por mim, por alguém.
Tenho medo que meus amigos virem apenas telas de LCD.
Quero gente de verdade, sorrisos de verdade.
Quero contato, carinho abraços apertados, quero viver em sociedade, com pessoas reais.
Quero jantar viva, muito viva
Sexta-feira, Junho 15, 2007
Se existe uma música que e a minha cara é esta daqui (vai, dentro de 1 milhão RS)
ME LEMBRA MEUS BONS TEMPOS NO MADAME, DANÇANDO NA PENUMBRA DA PISTA, AS CONVERSAS COM MEU AMADO AMIGO DANIEL, E TODA BESTEIRA E LOUCURA INERENTE ÀQUELA ÉPOCA. ERA MEU ESCONDERIJO, ERA ONDE GOSTAVA DE ESTAR, OUVIR E DANÇAR MINHAS MUSICAS, COMO SE NA PISTA ESTIVESSE SOZINHA....ASSIM COMO NA MINHA VIDA..... INEVITÁVEL NAO SENTIR SAUDADES. AMO
E JÁ QUE É A MINHA CARA, LÁ VAI UM POUCO DE MIM PRA VCS .
HERE WERE THE HISTORY ENDS - THE SUNDAYS
People I know, Places I go
Make me feel tongue tied
I can see how people look down
They're on the inside
Here's where the story ends
People I see, weary of me
Showing my good side
I can see how people look down
I'm on the outside
Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends
It's that little souvenir of a terrible year
Which makes my eyes feel sore
Oh I never should have said the books that you read
Were all I loved you for
It's that little souvenir of a terrible year
Which makes me wonder why
And it's the memories of the shed that make me turn red
Surprise, surprise, surprise
Crazy I know, places I go
Make me feel so tired
I can see how people look down
I'm on the outside
Oh, Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends
It's that little souvenir of a terrible year
Which makes my eyes feel sore
And who ever would've thought the books that you brought
Were all I loved you for
Oh the devil in me said go down to the shed
I know where I belong
But the only thing I ever really wanted to say
Was wrong, was wrong, was wrong
It's that little souvenir of a colorful year
Which makes me smile inside
So I cynically, cynically say the world is that way
Surprise, surprise, surprise, surprise, surprise
Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends
Terça-feira, Junho 12, 2007
O ESPELHO - ESTE ESTRANHO
Hoje acordei com aquela cara de idiota com perspectivas de que hoje seria realmente um dia bom, EU faria um dia bom...apenas pensamentos serenos e positivos poderiam me alcançar...isto tudo resultado de um sem números de livros de auto ajuda, emails em pdf que os amigos mandam e mais os 6 remédios que tomo 3 ao dia.
Porém existem detalhes no meio do dia, que minam minha força positiva, por mais que queira mantê-la., estes detalhes chamo-os de Chefes: que me passam medo, insegurança, e por vezes chego a pensar que nao conseguira fazer coisas simples. Porque há um clima de tensão tão grande que mal consigo pensar.
Cumpri minha decisão de 3 semanas atrás de voltar a fazer terapia. Eu assumo tudo o que tenho feito agora, psquiatra, psicoterapeuta....porque não vejo problema nisto, em falar que preciso de médicos e remédios pra resolver questões de fundo emocionais e em grande parte químicas. Aliás aconselho pra todo mundo é auto conhecimento, vc convive com uma pessoa que na verdade nao sabe que é e é você mesmo. Não sabe quais seus limites, do que é capaz, o que gosta de verdade, o que não tolera....mas isto feito através de uma oooooutra abordagem
Fui à Terapeuta, indicada pelo meu melhor amigo, aquele que não me deixa na mão nunca, mesmo longe, que me dá broncas severas quando necessário, mas sabe ser suave e usar as palavras. O legal é que ele estava certo ela é uma profissional e tanto, me deu vários feedbacks e lição de casa, voltei cheia de idéias, todas borbulhando por dentro e querendo falar. Falamos muito do meu serviço, que no momento não anda nada bem, falamos das chantagens sentimentais, de relações onde se há dominador e dominado e como isto não é saudável, falamos sobre se eu perder o emprego, nao vai ser o ultimo e isto , esta idéia tão simples me tranquilizou e conclui sem panico sem ansiedade agente pensa melhor, agora só falta treinar.
Eu acho particularmente que todos deveriam fazer análise, isto não significa que você está doente nem nada, é puro auto conhecimento e então eu me pergunto: tenho o munho inteiro pra conquistar e não posso ficar aqui parado, rs: Como conquistarei todo este universo, se eu não começar com o que parece mais complexo pra mim? Ou seja: eu mesma.
Sábado, Maio 26, 2007
My hands are tied
My body bruised, she's got me with
Nothing to win and
Nothing left to lose
And I give
And I give
And I give myself away
- pequena alteraçao na letra da música
Eu jurei que não aconteceria de novo. Anos de aprendizado deveriam servir pra alguma coisa.
Mas sou expert em me trair, quando vejo já há corrente alternada correndo na veia, ondas elétricas que não páram nunca, o coração se enchendo a inflando depois pequeno meio que morrendo, se quebra e se renova de novo, de novo de novo e de novo..
Suspiros pelos corredores e noites de insônia, vontade de ficar acordada a noite toda só pra deixar o pensamento correr, o sono atrapalharia toda a inspiração.
Quando menos se espera o coração está na mão pronto para ser entregue doado sem ônus, sem nada para receber de volta. Agora a história não é entendida como ganhar ou perder: qualquer vivencia dentro de tal sonho é válida. Só encostar o peito pra sentir as batidas leves do coração pode ser uma lembrança para a vida toda, a sensação de plenitude tão perto do céu.
É simplesmente entrega e mais nada.
Quinta-feira, Abril 26, 2007
Canção de amor de dez andares
Quando seu coração esta negro e dilacerado
E você necessita de uma mão amiga,
Quando você esta assim apaixonada
E não sabe se consegue se manter de pé,
E o silêncio esta matando você,
Pegue minha mão querida, eu sou o seu homem...
Eu tenho amor suficiente para nós dois!
Canção de amor de dez andares
Eu construí esta coisa para você
Quem pode fazer a ti, algo tão grandioso...
Quanto o pico de montanhas gêmeas e azuis
Oh bem, eu construí esta coisa para você...
E o meu amor por você é verdadeiro!
Não existe certeza para determinar a solução,
Não há atalhos entre as árvores,
Não há brechas no muro,
Isto eles colocam...
Para esconder-me de você!
Como quando você está a jazer e acorda na escuridão,
Nesta última noite,
Algum dia próximo,
Não sabe aonde ou quando...
Você vai acordar e ver a claridade!
Canção de amor de dez andares
Eu construí esta coisa para você
Quem pode fazer a ti, algo tão grandioso...
Quanto o pico de montanhas gêmeas e azuis
Oh bem, eu construí esta coisa para você...
E o meu amor por você é verdadeiro!
The Stone Roses - Ten Storey Love Song
Sexta-feira, Abril 13, 2007
Terça-feira, Abril 10, 2007
O nosso jogo não tem regras nem juiz Você não sabe quantos planos eu já fiz Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi O seu exército invadindo o meu país ...
Paralamas do Sucesso
O que fazer?
O que fazer quando tudo já está do avesso, revelando sem nenhum pudor, todos os sentimentos, até aqueles que fariam corar o mais impuro dos homens?
O que fazer quando já é bem mais que tarde, que todos os dados já foram lançados, quando já se apostou o que possuía de maior valor?
Quando já movi todas as peças mas isto sempre me ganha em xeque mate
Já não sei dizer qual é a hora de recuar.
Dei tudo o que poderia dar, desde o primeiro beijo, tão insolente como uma pré ¿ adolescente, até o ultimo suspiro da alma envolto em envelope, assim na sua mão.
Tudo em suas mãos.
A pele, o corpo, meu caminho, o poema que mais gosto recitado.
Tudo entregue sem demora, aliás tudo em mim com urgência de ser amado por você.
E poderia ser tão simples, você poderia ser tão perto, tão meu...
mas seu silencio insiste em dizer nada.
Ainda não sei o que fazer com tudo que tenho de seu latejando por todos os lados
Um dia, ainda descobrirei o que falta em mim pra te apaixonar, enquanto isto
Eu fico aqui, encolhido na chuva, os pés descalços no sereno das manhãs de outono, esperando que apareça em sua sacada e me diga um Oi.
Sexta-feira, Março 16, 2007
Pictures of you
Ela perguntou perplexa diante da caixa de fotos em pedaços e com a taça de champanha em mãos para festejar seu mais novo amor: Mas por que? Onde ela está? Por que recortou tudo? Ele disse: Para esquecê-la! Ela pôs a taça do chão, ajoelhou perto da caixa tentou juntar as fotos, em todas elas a sua antecessora havia sido recortada, um modo simbólico e talvez pouco eficiente de dizer que estava extirpada da vida dele. Juntou todos os retratos, colou, colocou-os lado a lado, deixando o extinto casal exatamente como deveriam permanecer: perfeitos nos momentos em que viveram juntos, estáticos, extasiados pelo amor que coloria as fotos. Ela queria engessar o amor daquele momento. Desejava que fosse assim pois sabia que dentro em breve, em um futuro não muito distante, assim também aconteceria com ela, porém, ela gostaria de continuar sendo lembrança .
A pior coisa é querer fazer parte do presente de alguém, quando já é passado, há muito tempo. Recordar por fotos, cartas, cheiros, lugares, músicas, filmes, paisagens... pior é querer deixar pra trás e não conseguir.
Como estou acostumada sentir através dos meus 10 sentidos, rs tudo tudo tudo me faz lembrar e esta música tem me acompanhado ultimamente muito, quase, dói.
I've been looking so long at these pictures of you
That I almost believe that they're real
I've been living so long with my pictures of you
That I almost believe that the pictures are
All I can feel
Remembering
You standing quiet in the rain
As I ran to your heart to be near
And we kissed as the sky fell in
Holding you close
How I always held close in your fear
Remembering
You running soft through the night
You were bigger and brighter and wider than snow
And screamed at the make-believe
Screamed at the sky
And you finally found all your courage
To let it all go
continued below...
eu venho olhando há tanto tempo essas suas fotos
que quase acredito que elas são reais
eu venho vivendo há tanto tempo com suas fotos
que quase acredito que elas são tudo o que eu posso sentir
lembro de vc
parada e quieta na chuva
enquanto eu corria para ficar perto do seu coração
e nós nos beijamos enquanto o céu desabava
te abraçando forte como sempre abracei
quando vc tinha medo
lembro de vc correndo solta pela noite
vc era maior...mais brilhante e ampla que a neve
gritava como de faz de conta
gritava pro céu
e vc finalmente achou coragem pra deixar tudo isso
lembro de vc caindo nos meus braços
e chorando pela morte do seu coração
vc era uma pedra branca tão delicada
vc sempre estava tão perdida na escuridão
lembro de vc como vc costumava ser
era como os anjos
mais q tudo
vc me abraçou uma última vez então escapou quietamente
abro meus olhos embora não veja mais nada
se tivesse pensando nas palavras corretas
poderia ter segurado seu coração
se eu tivesse pensado nas palavras corretas
não estaria fazendo em pedaços todas minhas fotos suas
eu venho olhando há tanto tempo essas suas fotos
mas nunca agarrei seu coração
venho procurando há tanto tempo
as palavras que fazem tudo real
mas sempre apenas fazendo em pedaços
as minhas fotos suas
não teve nada no mundo que eu quisesse mais
do que te sentir fundo no meu coração
não teve nada nesse mundo que eu quisesse mais
do que nunca ter feito em pedaços
todas as minhas fotos suas
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
estou em vias de fato novamente e tento por Deus negar veemente tudo o que já sei o que está por vir.
não quero perdoar nem ser perdoada, não quero dar nem receber.
tudo tem um custo um preço que já cansei de pagar. a vida me deve, aliás, neste questio.
não quero ver ninguém cair, nao vou ajudar ninguém levantar.
eu juro que não quero chorar de novo,
e prometo que não vou implorar, não quero
simplesmente chega, todo mundo tem o dia de cansar.
não quero ouvir que não fui o suficiente.
não quero continuar sendo melhores amigos
porque melhores amigos simplesmente são
quero apenas a porta fechada atrás de mim,
nada de dizer que fui importante
porque quero meu passado assim como o de todos eles onde dveriam estar: mortos e enterrados
não quero ter que ficar, não quero ter que obrigar ninguém partir
não quero ver ninguém cair, muito menos vou ajudar a levantar
prometo que nunca mais irei chorar descuidadamente para uqe possa ver que eu também cai, que aliás, eu sempre caio no final
juro que nunca mais erguerei minha maõ para que possas me erguer,
porque cansei desta brincadeira, não quero mais brincar de me doar
de ser você
pra te agradar, sem deixar nada de meu
sem deixar nada de mim
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
Feliz ano novo, rs atrasado mas sempre vale!
Fico protelando pra postar alguma coisa de repente a vida passa, as coisas mudam e o que tenho pra postar hoje já não é consoante com o que postaria há uma semana atrás.
Agente pensa que não tem novidades, que vivemos em um cotidiano bobo, mas percebo as mudanças uma vez por semana quando vou a terapia e surpresa: tenho uma enxurrada de coisas legais pra discutir, refletir e por em prática.
Os dias passam rápido, cada vez mais e mais, e esta é uma verdade que estamos cansados de saber, comecei a sentir isto há uns dez anos atrás, quando o meu por do sol começou a ser visto através da janela de um escritório.
A conclusão que posso chegar é que, sim as coisas passam mas o como elas passarão depende de mim.
Pra este ano não fiz muitas resoluções, resolvi apenas viver só isto: do modo como for melhor pra mim.
Para as pessoas que me conhecem ou as que acompanham o blog anonimamente, obrigada pelas visitas sempre muito valiosas.
Minha vida agora? Trabalhando muito, reencontrando meus caminhos, alguns já começados e abandonados, outros totalmente novos. Não importa o fim da estrada, sou do tipo da pessoa que curte caminhar, então...o importante é não parar nunca.
Estou fazendo o que me propus no post anterior: viver minha vida, ficar do meu lado.
Pra quem me conhece, sabe que é um momento ótimo, preciso estar assim, absurdamente apaixonada deixando os sentimentos correrem pelo poros pra ter inspiração nos dias, rs quando isto acontece me reconheço no outro e diria Magic Numbers ¿ a banda de meninas, rs: I see you, you see me
Navengando em águas tranquilas
Muitas vezes somos assaltados por pensamentos do tipo: o que fiz da vida, o que ela fez de mim?
Qual dos dois foi o mais caprichoso?
Quem traiu e quem foi traído?
Sentimos perdendo os sonhos de vista
E agora os castelos construídos são arruinados pelas nossas próprias mãos
Queremos parar o mundo, ou fazê-lo girá-lo em volta de nós mesmos
E com escafandros buscamos fragmentos de alguma coisa perdida na alma
Nos sentimos culpados por tudo e também culpamos os outros
Nos sentimos fracos, por ceder, por voltar atrás,
Constatamos que os sentimentos mais nobres já não habitam mais em nós, esse corpo é só uma velha casa abandonada agora
Não há mais mágica como antes, e a poesia agora é linguagem morta, em desuso pois não ultrapassa os paredões que erguemos em nossa mente com o nome de proteção
Sentimos o desespero de chamar por um amigo e a resposta ser o eco solitário da nossa própria voz, nesse corredor vazio que se tornou a vida.
E de repente, agente sente o norteador da bússola quebrado...
No meio dessa tormenta o corpo lentamente afunda...
Mas como temos o livre arbítrio, resolvemos usá-lo pela ultima vez, e decidir...
Vemos que ainda há tempo para olharmos mais uma vez para dentro e enxergar
que dentro do corpo aparentemente doente, ainda há um universo que não foi desbravado
Com coisas maravilhosas esperando para serem descobertas e compartilhadas
Percebemos os novos amigos esperando por um abraço
Compreendemos que nessa caminhada nunca estivemos sozinhos, sempre existia um único inimigo e aliado: nós mesmos!
Conseguimos ver com outros olhos os erros do passado e transformamos tudo em um Tomo, e aquilo que foi o tombo é o que ensina a levantar
E finalmente consertamos a nossa bússola quando toda a luz converge para um mesmo ponto: o coração
E assim, deixando fluir tudo o que há de melhor nesse novo universo, traçamos um novo rumo na certeza de que nós somos o nosso próprio farol
Cintilando no céu a luz do nosso futuro, indicando para o Sol.
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Lost in my translation
Charlotte aceitou sair de sua cidade natal, abandonar tudo. Largar suas referencias ( na verdade foi escolha e não simplesmente aceitação), para ir morar em Tóquio com seu marido.
Passava os dias sozinha entre um beijo dele apressado de manhã desejando-lhe bom dia e seus roncos à noite.
Ela o aguardava o dia inteiro para conversarem, para ter um pouco de atenção inerente a condição ambos exerciam um na vida do outro. Mas toda hora vaga dele era péssima para qq tipo de assunto. Ele se afastava dela. Ela se afastava de si mesma.
Porém, ele sempre o trabalho na frente, dizia (pelo menos isto) que a amava, virava-se e dormia um sono duro.
Ela olhava Tóquio pela janela, colorida, iluminada, mas não se sentia parte daquilo. Insônia. Quantas vezes não pensou em acordá-lo para dividir as angustias, quantas vezes não enfeitou o apartamento para que ele visse, participasse mais de sua vida cotidiana.
Mas sabia que ele nunca podia ser contrariado, levantava-se e perambulava pelo hotel. Insônia. Sozinha.Sempre sozinha.
Ele era só tédio em seu roupão branco, sentado à beira da cama sem expressão, sem vontade de fazer o que lhe foi confiado, assinado em contrato. Sofrendo o desprezo da mulher e filhos distantes.Casamento apático a crise dos 40. Insônia.
Quando as pessoas tem algo em comum a resolver, a vida se encarrega de promover o encontro. Insônia.
Encontram-se no elevador, sem perceber ela sorri pra ele.
À noite no bar enquanto a banda toca ela procura pelo olhar dele, sendo que isto não foi difícil de encontrar.
Eles se encontram no bar do hotel e se fosse outro filme ou outra bebida poderia dizer que jamais se viu uma mulher tão triste segurando um Martine (mas não posso roubar esta frase de Cameron Diaz em Vanilla Sky).
Ele lhe oferece bebida e ela levanta-se de sua mesa, o papo com a turma de amigos DELE, como sempre não estava agradando, ela preferiu sentar com um estranho.
Ela volta ao quarto olha o marido só dormindo (nesta hora impossível não lembrar de Benito em FALE COM ELA, que tentava convencer o namorado da toureira a falar com ela mesmo em coma, pois ela com certeza melhoraria).
Fale comigo, era só o que Charlotte queria. Como não falava com ela e visivelmente se dirigia e se abria melhor com outras pessoas, Charlotte entrou em coma emocional, diferentemente de Alicia ou a toureira em FALE COM ELA.
Continuava vendo Tókio linda colorida lá fora, mas não tinha forças pra tomar de assalto a cidade e brilhar a noite toda.
Ele já a esgotara pela espera, pela falta de amor, pela falta de diálogo, carinho, sem sexo, olhos nos olhos. Vários assuntos não podiam ser tocados, ele se irritava fácil, se fechava fácil. E a ela cabia o papel de gueixa curvando-se e retirando-se, retirando-se dos aposentos, retirando-se de sua vida.
Como a insônia do ator era tão persistente quanto à dela viraram amigos. Ela descobriu que podia rir ainda.
Andou pelas ruas, visitou templos, fez ikebana, sentiu-se mais perto de suas coisas.
Após alguns dias o marido ausentou-se e como já morava há 2 anos na cidade chamou uns amigos surfistas japoneses e seu amigo ator sonâmbulo para passear: ganharam a noite, ganharam à alma resgataram a vida.
Fingindo ser uma personagem com cabelo rosa neste instante foi ela mesma. Cantava uma música lindamente, tão espontânea em que dizia o quão especial ela era e quais artifícios tinha e que ela usaria todos e q não havia naquele lugar alguém mais especial que ela PORQUE ELA ERA ESPECIAL, INCOMPARAVEL, só ele não notava ( Brass in pocket ¿ Pretenders), ele embargou a voz e cantou timidamente, ofereceu a ela More than this ¿ Roxy Music, neste momento estavam não se descobrindo MAS SE REDESCOBRINDO, fazendo o resgate de almas que fazem os anjos da guarda.
Destruindo máquinas de vídeo game, inebriados de tanto néon de várias cores, entre bares de striper podem sorrir incontidamente, falar besteiras e serem naquele momento apenas eles mesmos, assim entregam-se à exaustão e ao ombro um do outro - My Bloody Valentine.
Ela ganhou a cidade e ganhou o mundo ganhou a si. Ela se reconheceu, VOLTOU A SER E MENINA QUE PARAVA FESTAS QUANDO CHEGAVA, voltou a ter brilho no olhar, sede de vida. Não soube em qual momento ao certo deixou de ser a menina que ele desejou um dia e que ELE mesmo enterrou, mas agora não importava mais. Porque não dizia que não era feliz ao lado dela? Porque então deixou que ela se acabasse de amor? Por quê? Enquanto a vida passava....
A vida passava e ela não encontrava em si nada que fosse dela, até então. Sozinha resolve pegar um trem para Kyoto, ao som de AIR ¿ Alone in Kyoto ¿ irrepreensível perfeita, encontra um Japão diferente do lugar onde mora: descobre templos e casas de chá, descobre o interior e a alma do país e a sua própria. Sabe agora por onde quer ir .
Sabe agora que é, quem era, onde estava e sabia onde encontrá-la.
Bob, o ator, rejuvenesceu, resolveu não voltar para casa e ficar mais uns dias, foram mais que amigos foram ambos anjos da guarda, cuidaram um do outro, respeitaram um ao outro, seus relacionamentos e principalmente a si mesmos.
Foram dias de descobertas ... redescobertas.... possibilidades
Discutindo o filme com um amigo ele disse que não rolou sexo porque era amor de verdade, eu disse que não: que era amizade de um modo que só se descobre na primeira infância. Então eles estavam na primeira infância novamente. Mais que amor ou amizade ou sexo, é essencialmente um filme sobre resgates e redescobertas, possibilidades...
Despediram-se num adeus triste, com um abraço mudo daqueles que dizem muitas coisas apenas com os olhos, neste momento, assim como Charlotte, sou arrebatada por JUST LIKE HONEY, inegavelmente sabido por todos da minha banda favorita. Eu telefonei pra ele e xinguei demais, pois ele jurou que eu iria chorar e ainda bem que não apostamos porque francamente depois de ver tudo aquilo ainda ouvir Jesus and Mary Chain, neste contexto é matador. Já era madrugada mais liguei mesmo assim: filho da puta me conhece estou aos prantos com esta música.
A solidão das grandes Metrópoles retratada em um filme tão delicado, em que o tédio, a insônia e alegria e todos os demais sentimentos ultrapassam a tela e tocam o telespectador e aí Tókio não parece tão distante, muitos de nós estamos sozinhos rodeados por conhecidos, estamos sozinhos mesmo casados. Estamos sozinhos até resolvermos ficar do nosso lado. As escolhas dos caminhos, tudo isto pra mim é inquietante. Ainda mais com a trilha sonora que acompanha os protagonistas.
Se fizeram certo ou não ficando separados, o mais importante estava feito: a redescoberta!
O resto é conseqüência: só saberemos se era amor, amizade, possibilidades, encontros e desencontros se Sofia Copolla permitir, isto no número II, rs. E se eu quiser contar o resto de uma história digamos....um pouco semelhante.
Charlotte - The City Girl
Goodbye merece menção honrosa pelas guitarras docemente discotorcidas, meu deus! Brian Eno - obrigada por existir e influenciar tanta gente, aliás, esta é toda a minha referencia - Jesus & MAry Chain, My Bloody Valentine, Kevin Shields, nunca tinha visto tanta música boa reunida em um só filme depois de A festa nunca termina - 24hrs party people.
As músicas japonesas tb são maravilhosas, amo.
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
.
Vem meu menino vadio, vem sem mentir pra você,
Vem mas vem sem fantasia, que da noite pro dia você não vai crescer
Chico Buarque - Sem fantasia
Sem Máscaras
Ela descia a escada cuidadosamente para que não machucasse o pé novamente, e pela quantidade de álcool ingerida deveria ter tal cautela.
Ele estava sentado em um banco.
Ela o olhou, não sabendo ao certo se olhava ou estava sendo olhada. Geralmente funciona do seguinte modo: homens atuam e mulheres aparecem. Homens olham as mulheres e as mulheres vêem-se sendo olhadas.
Não se sabe ao certo o que determinou o encontro dos olhares, ele diz que ela quem começou e ela disse: pq. ele está me olhando.
Depois ela disse: você me parece um estrangeiro, não combina com nada aqui e ele disse você está com cara de louca. Ela retrucou: não sou louca estou bêbada e tão estrangeira quanto você.
A partir do diálogo dessas pessoas já estava criada a imagem ficcional de ambos. Isso poderia determinar todo o resto da conversa, cada um poderia sair para um lado, ou poderiam tentar descobrir-se. Poderiam obter de si imagens imutáveis e irretratáveis. Poderiam camuflar-se com máscaras, como a maioria das pessoas faz. Como às vezes costumo fazer: montar personagens através de roupas ou modo de se comportar, sendo que não é isso que vai determinar a personalidade de alguém. Adicionamos máscaras a nós mesmos para sermos aceitos enquanto os outros agregam esteriótipos à nós por questões culturais e preconceitos, ou talvez seja até inconsciente pois as pessoas não conseguem dissociarem símbolos de supostos significados.
Temos o costume de fazer de uma pose ou imagem um elemento definidor da personalidade de alguém, então não nos permitirmos conhecer e sermos conhecidos ficamos envoltos em simulacros ao invés de nos mostrarmos fora da casca como uma belíssima borboleta rara.
Máscaras e estereótipos são diferentes de posturas. Assumimos vários papéis durante o dia, até por questão de sobrevivência, mas não deveríamos deixar que isto afetasse nossa essência a ponto de não sabermos o que é real ou não.
Marcaram a noite com outro estereótipo desferido a ele. Enquanto dançavam, ele se aproximou por três vezes e ela recusou.
Exaustos, saindo da pista ele perguntou por que não? E ela disparou: você não tem cara de quem tem uma boa pegada. Eles riram, ele perplexo. Como todos os seus amigos não estavam mais lá só faltava a ela um modo de voltar pra casa.
Ele ofereceu um táxi, ela pensou e aceitou, cansada não poderia fazer nada mais que isso.
Chegando à casa dele, mais uma surpresa, impossível não achar que o cara era um puta mauricinho chato. Mais um esteriótipo: não é a condição sócio econômica da pessoa que define quem ela é. Conversaram, permitiram-se sair do invólucro borboletas e ela descobriu que ele era só espírito.
Acordou ao lado de um menino lindo com um sorriso capaz de fazer talvez até milagres. E fez. A fez feliz durante toda a noite
Com um carinho e intimidade de quem se conhece a muito tempo.
Ela percebeu que engenheiros não são apenas números, planilhas cálculos e construções: são pessoas antes disso com uma gama infinita de qualidades diferentes das posturas que eles assumem em horários comerciais. Ele por sua vez, não fez nenhum comentário pejorativo à profissão dela, q costuma ser muito criticada. Mais estereótipos por água abaixo.
Ela lembrou-se então de um grande amigo que diz: nenhuma máscara permanece para sempre, um dia ela cairá, o império de Roma caiu.
Pensando nisso, nessa hora ela percebeu que estavam sendo apenas eles, mais nada.
No caminho, quando a levava para casa, ficou impressionado com os acidentes geográficos a sua volta: Chegando a casa dela resolveram voltar ao lugar, fazer uma trilha e curtir o domingo. O assunto não se esgotava e descobertas continuavam sendo feitas. Impressionante. Um lugar perfeito tão perto dela e nunca dera atenção, pensou então em seus sonhos talvez embaixo do nariz ansiosos por serem descobertos. depois de muito tempo caminhando, entraram em um lugar fechado que parecia um bosque e saindo de lá havia pedras claras próximo a um acidente geográfico que parecia um abismo. Vista divina. Ela sentiu-se mais próxima de Deus, ele sentiu-se mais próximo de energias boas ou quase um nirvana Ele brincava e dizia que lá é que residiam os duendes. Era alguma coisa como um jardim secreto.
Neste momento, sentados nas pedras claras, percebendo-se sinceros e amigos, sem mais máscaras, estereótipos ou caricaturas, sabiam-se apenas serem eles mesmos. Entre o céu e o abismo e borboletas azuis. Querendo consagrar a criação do criador, sem invólucros, sem cerimônias, mas sem pressa, resolveram fazer jus a partícula que são do universo misturando as suas essências à paisagem, sentindo-se no topo do mundo, voaram tal como as borboletas azuis.
Sábado, Outubro 21, 2006
Sobre amores e perdas - Você me apagaria?
poderia morrer agora - cena do lago
I could die right now, Clem. I'm just... happy. I've never felt that before. I'm just exactly where I want to be.
Poucos assuntos neste universo ficam sem uma especulação que tome um rumo, uma única assertiva, alguma teoria da mais furada à mais convincente.
Em raríssimas ocasiões não haverá um jeitinho, um modo de fazer dar certo, que possa ser usado in loco em diferentes situações para pessoas também diferentes.
Hoje gostaria muito de falar nos meus, até semana passada pelo menos seria, 2 anos de namoro.
Este é um dos poucos assuntos que a humanidade desconhece a receita: uma fórmula do amor.
Sempre, desde pequena, ouço várias coisas: não brincar com fogo, não chegar perto de ponta de faca, não falar com estranhos, não misturar fermentada com destilada, usar preservativo, porém, de tudo isso uma das coisas de maior valia não souberam me falar : não se apaixone! isto dói! eu não sei como fazer não dá pra simplesmente deixar ir alguém que amo e fazer parar de doer.
Muitos vão dizer: tocar a vida, bola pra frente, a fila anda e coisas do tipo.
Mas como?
È um pedaço de mim que tenho que extirpar pra não doer, é um querer morrer todo dia desde a hora de acordar até dormir e eu só quero uma explicação: como se faz pra parar de doer.
Sempre falei aqui que um dia falaria de Um Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças, infelizmente é hoje.
Os mais corajosos dirão que sou covarde, e que as maiores delícias da vida vêm acompanhada das maiores dores e perdas: temos que pagar pra ver e tal, mas aceitaria qualquer coisa que me fizesse acordar sem lembrar, pra sentir sair das veias o amor juntamente com as lembranças. Lembro que após assistir ao filme ele me perguntou: Voce me apagaria? Eu disse que sim. Já sem conseguir mensurar a dor que seria conviver com a dor de não tê-lo. E por ja ter passado por situações semelhantes.
Só quero não sofrer. È pedir demais? Acho que é sim, quando se está vivo é o risco que se corre.
Houve uma época em que aceitaria qualquer risco por um grande amor, hoje não sei. Talvez fizesse como Clementine e me submeteria a uma experiência de jogar fora as lembranças, qualquer coisa que me fizesse parar de chorar, esqueceria todas as músicas, todas as chuvas e sois que vi nestes últimos 2 anos, se fosse necessário.
Jurei que nunca mais passaria por isso, não só por questão de honra, mas por achar que esta era a pessoa certa, que nunca partiria ou que eu nunca fizesse que se fosse, mas errei de novo.
Cheguei a ouvir de uma amiga: pelo menos vc tem um grande amor pra se lembrar, e eu que tudo foi platônico até hoje? Achei até interessante a colocação, mas não é assim. Talvez eu prefira seguir só, talvez a vida seja como O Pequeno Dicionário amoroso - amores preparando melhores amores para os próximos amores, talvez seja O brilho Eterno ¿ apagar lembranças pra poder seguir em frente, quem sabe Closer ¿ a felicidade dorme com vc, mas sempre faremos algo só pra foder tudo.
O que acontece é que nos filmes as coisas sempre terminam bem, as pessoas superam dores Seja Sob o Sol de Toscana, ou seja como Natalie Portman andando lindamente em Nova York no final de Closer - como se nada tivesse acontecido tão levemente qto no começo do filme.
As pessoas nos filmes fazem malas mudam de cidades conhecem novos ares e são felizes para sempre. Quero saber o que ocorre neste meio de " felizes para sempre", ou apenas eu que não sei perder, sou infantil e egoísta e não sei deixar ir? Quero aprender este reconstruir depois do luto, destruir tudo e começar de novo, mas ninguém sabe me explicar e eu não sei lidar com isto.
Eu não sei mais se acredito em feliz para sempre ou se é lei o que o poetinha diz: ¿A arte da vida é o encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". ... Afinal...é impossível ser feliz sozinho! Isto me lembra outro filme em que me encontro ¿ Lost in translation ¿ em que Everybory wants to be found.... enfim.
Só sei que amar dói, não sei se quero de novo, não quero a aflição gostosa de esperar o telefone tocar, ou a sensação confortante de saber que em algum lugar alguém me espera, tenho medo de ouvir promessas de amor com segundas intenções, pq eu sei que eu tinha o cara mais honesto do mundo.... ele era a parte boa do filme: poderia morrer agora, pq me fazia feliz. O que não posso é viver, ou morrer, sem ele como no melhor de todos Romeu e Julieta... Esperava viver ao lado dele por toda a vida. Mas toda vida e feliz pra sempre é muito tempo.
To me sentindo o caronista no meio da estrada com frio, sem rumo grana nem perspectiva, querendo ficar sem ter quem me receba em sua casa. Queria ficar, mas a vida sempre obrigando a partir, agente sempre tomando decisões, eu só não quero cair de novo.
Como diria Clementine: Sou apenas uma garota fodida querendo um pouco de paz pra minha vida. Ocorre que ninguém avisou a ela nem a mim que paz talvez seja antônimo de amor.
Agora ainda sangra e não sei se farei curativos, se espero que ELE os faça ou deixarei a ferida a aberta ou se o tempo ou um novo amor vai cuidar disso.
Por enquanto ainda me encontro sem chão, dolorida por meu amor desencontrado, esperando que ele me encontre um dia ...talvez em Montauk.
em Montauk - tentando fugir da perda das lembranças.
_ por favor, deixe-me ficar só com esta lembrança.
Domingo, Outubro 15, 2006
Porque há tempo de ficar...
...e há tempo de partir
Encerrando ciclos
Este texto chegou ao meu conhecimento em um momento muito oportuno, através de um amigo querido. Tão querido que foi a pessoa que mais odiei neste final de semana e mesmo assim, divergencias filosóficas a parte, posto este presente aqui pois parece que foi feito neste exato momento pra mim:
SEMPRE é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças, significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante!
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
Elembra-te:
¿Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.¿
Fernando Pessoa
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
...É mágoa
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
To my Partner
Têm lugares que fazem parte da minha vida.
Não há como negá-los, pois traçam o mapa da minha história, da história de cada um.
Quando a Me me convidou para passar o final de semana na casa dela, não pensava em reencontrar tantas coisas, mesmo as coisas que não estavam mais lá, permaneciam vivas dentro da gente.
Onde era a casa dela, juntamente com umas outras casas e comércio fizeram um hipermercado.
Entrando na mega loja, ficava imaginando em qual departamento havia ficado nossa infância. Tentava me orientar pela apresentação física do local.
(o barrancão, os coquinhos, o jardim, o girassol, buquê de jasmim, os cachorros, ano novo, o natal, aniversário, coleção moranguinho, o gira-gira, a balança, o doce-de-leite no pão, o jardim de inverno, a flauta doce, o leite morno na hora de dormir).
Olhava para o outro lado da rua, nem a rua da minha avô existia mais.
(o jardim secreto, os almoços de domingo, a família reunida, o poço, a jabuticabeira, a guerra de mamonas, o filtro de barro, a caneca de alumínio, o cheiro inigualável do feijão, o primeiro tombo sério, meu vestido de flor preferido, o charme que ele fazia qdo caia nos ombros, o primeiro tamanco, a rubéola, o permanganato, o ciúmes da vó, o pastel de feira, dormir todo mundo junto contando histórias).
Quando a vi nos abraçamos, fazia mais de anos que não nos víamos, não tínhamos planos pra noite e por a conversa em dia já seria tarefa difícil.
Ninguém mudou nada, se mudamos, qdo estamos juntas a química é a mesma: humor ácido, sarcasmo, ironia e muita tiração de sarro e posso garantir que a combinação é perfeita.
A amiga dela que dividia o apê era vizinha de muito tempo atrás, a Gláucia.
Não me lembrava dela, lembrava-me da Adriana, sua irmã, que sempre pulava o muro pra brincar conosco e que aliás casou-se. por estes dias.
A princípio fiquei meio quieta, depois fui me soltando, estava me sentindo meio visita.
Pedimos pizza, tomamos vinho, rimos muito.
Falamos de tudo, do tempo que não muda nada, do tempo que muda quase tudo, dos amores que foram, das coisas que provavelmente virão, das mágoas, das coisas boas, de tempo que perdemos sem nos ver.
Sabe? Tínhamos lugares mágicos jardins secretos, tínhamos tudo: àrvores de jambo, jabuticabeiras e direito a visita de duentes (é sério, rs), tínhamos sapos e morcegos e muita, muita, muita felicidade. Posso dizer fui criança: mais que isso as quatro fomos crianças juntas!
Como bem diz o Rappa: Família é quem você escolhe pra viver, Família é quem você escolhe pra você. Não precisa ter conta sanguínea. É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia...... Família, um sonho ter uma família... Família, um sonho de todo dia...
Felizmente temos além do sangue que corre nas veias, sentimento, afinadade, empatia, amor. Quiça não temos o poder de escolher com quem conviveremos como família, mas se tivessemos teríamos feito deste jeitinho.
Hoje ela mudou para próximo à minha irma, nossa familia aumentou, ela tem namorido, minha irma casou tem dois filhos. A irma dela casou 1 filha também, e continuamos vivendo felizes com algumas perdas, mas assim como meus sobrinhos, e a sobrinha dela, pra mim ela ainda é minha criança, ainda deita no meu colo pra ter carinho e vice-versa. E eu? Continuo não perdendo as crianças de vista.
Terça-feira, Setembro 19, 2006
Nada demais crianças, apenas relembrando minhas doces cantigas da infância, he he
A morte vem vestida de cetim por uma estrada cinzenta onde não sabemos o que nos espera
O sentido da vida é a certeza da morte. Quem nos move na verdade é a morte não a vida.
Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
gd Raul
Domingo, Setembro 10, 2006
Desatando meus nós
Amo esta música é mais ou menos, além de muitas muitas muitas outras coisas como se enxerga a vida em seu começo... e depois ela passa não te realiza e deixa restos e o que ela te deixa ainda sim vc tem que achar é muito.... e ainda tem sorte por isso, essa música era a tradução dos meus sonhos e de tudo que eu achava certo, pelas ideologias que eu poderia morrer por elas e hoje é somente passado sem sentido. A música é ainda mais bela vista pela visão de um advogado, abracei minha carreira por idealismo, por paixão.... hoje não sei de mais nada..
Agora, vendo a vida por um prisma diferente, sem muitas ilusões ou faz de conta. Agora preciso me encontrar e desatar meus nós, sim... todos estes que eu criei e esta música vem de encontro com minha proposta de vida, se bem que talvez eu faça parte do tipo de pessoa que passa a vida em peregrinação, buscando o que jé vem pronto, porque já está aqui dentro..
Andrea Doria by URBANA LEGIAO
Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir
Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.
Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.
Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que segui
E com a minha própria lei.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também.
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Senti que era amor
Senti que era amor quando ainda não tinha certeza que estava aqui.
Quando meus sentimentos adormecidos
Habitavam em algum lugar, um aluguel no meu espaço mais barato e escondido
sem cobertura e um abraço daqueles que só se dá àquele que se espera a vida toda.
Senti que era amor, quando me ofereceu a cidade que amo aos meus pés
e toda aquela bela vista iluminada sumiu desamparada diante de nossa descoberta.
E vi descendo em seu abraço, me amparando do medo da altura deixou que pousasse meus pés descalços em seu sapato
Calou minha boca num beijo, quase um soluço que disse
Te esperei
Senti que era amor quando veio e não sabia mais se era assalto ou doação,
Se confidencias como amigos ainda seriam convenientes
Sendo que a maior delas nenhum dos dois ousava fazer
Simplesmente porque o amor cala e faz desnecessárias as palavras
Senti que era amor quando ainda poderia fugir, mas sem que me pedisse inventei mil motivos pra ficar,
permanecer, olhar bem de perto.
E o perto era bem mais perto que poderia pensar,
porque já era dentro, do lado esquerdo do peito, era perto no corpo inteiro.
fez minhas alegrias mudarem de endereço
permutei para ele o meu canto mais seleto
E meu habitat de barraco transformou-se em palácio por orquídeas coberto
Senti que era amor quando os raios das minhas tempestades não me atingiam mais
Quando enfim, voava mais alto pois ele me dera a mão para dar o grande salto
senti que era isso e tudo mais quando me salvou de mim
Esta é minha amada cidade que fica pequena perto do universo que ELE faz dentro de mim
obs, rs: só deixei espaço no texto pra ficar mais fácil de ler

Quinta-feira, Julho 13, 2006
O necessário
Ontem de manhã em uma conversa com minha mãe na cozinha, depois de assuntos domésticos corriqueiros do tipo quem lava a roupa, quem estende e a fins, ela começou a falar de uma amiga de trabalho.
Disse que a moça de 42 anos que aparentava 28 e trabalhava como uma máquina, não estava muito bem.
Trata-se de uma mulher super responsável, louca pelo que faz, que quando incumbida de uma tarefa cumpre até o fim, literalmente até o fim.
Semana passada, um homem entrou na copa do Hospital em que elas trabalham tanto para ganhar o pão, como pra se sentirem realizadas pessoal e profissionalmente e de quebra pra fazer um dos homens mais ricos desta famigerada nação ficar cada dia mais rico e garantir o caviar sagrado dele de cada dia.
Acontece, que além de entrar em uma area restrita aos funcionários, o homem levou consigo uma caixa de pesegos.
A funcionária dedicada não pensou um minuto sequer, correu atrás do meliante, como se a caixa de pessegos fosse a coisa mais valiosa que pertencia.
Não conseguiu alcança-lo pois ele se esvaiu em meio o corre corre do hospital.
Vencida, sentiu um temor tomando conta dos sentidos, numa sensação terrível de dever não cumprido, num medo de ser penalizada com demissão por conta da loucura de outra pessoa.
Neste momento foi acometida por uma forte dor de cabeça.... que piorou e terminou em uma parada cerebral.
Está na CTI, sem chances de volta.
Ao término do relato minha mae chorou, todo o hospital está em luto, chorei também.
A vida prega peças e de repente eu pensei que o que mata agente aos poucos é essa preocupação por coisas não tão importantes.
O que dói é o apego a coisas que amanhã não farão a menor diferença, o medo da perda de pessoas que na verdade nunca tivemos.
A teimosia de não entender que nada e ninguém é eterno.
A vida prega peças e por vezes não sabemos a hora de descer do trem, e mudar o rumo.
Tive medo de que minha vida valesse uma caixa de pessegos.
Pensei no real valor das coisas.
Pensei se algo realmente valesse alguma coisa.
Medo de que o que me leva todo dia mais um pouco desse mundo sejam as preocupações superficiais, das quais apesar de serem temporarias, infelizmente, faço crescer com raízes fortes.
Pensei então a partir de tal relato, me preocupar apenas o necessário.
Agora só preciso saber o que é realmente necessário.
Sábado, Abril 22, 2006
A Balada do Cárcere de Reading
Foi Escrito quando Oscar Wilde estava preso. Preso por motivo torpe, mas mesmo assim, esteve ao lado de condenados ao corredor da morte.
Assim sendo, ficava imaginando quais crimes teriam cometido, quais sensações sentiriam estes homens assassínos ao caminhar pelo corredor sem volta.
E o que mais gosto é a conclusão que ele chega: todo homem em algum momento da vida, de um modo ou de outro vai foder com o que ama. rs isso é divino, é a mais pura característica do ser humano. è como se a humanidade fosse dotada de um tipo de " toque de Midas" - é só por a mão pra ferrar o que estava certo.
A Balada do Cárcere de Reading
"... O casaco escarlate não usou, pois tinha
De sangue e vinho o jeito;
E sangue e vinho em suas mãos havia quando
Prisioneiro foi feito,
Deitado junto à mulher morta que ele amava
E matara em seu leito.
Ao caminhar em meio aos julgadores, roupa
Cinza e gasta vestia;
Tinha um boné de críquete, e seu passo lépido
E alegre parecia;
Mas nunca em minha vida alguém olhar
Tão angustiado o dia.
Eu nunca vi na vida que tivesse
Tanta angústia no olhar,
Ao contemplar a tenda azul que os prisioneiros
De céu usam chamar,
E as nuvens à deriva, que iam com as velas
Cor de prata pelo ar.
Num pavilhão ao lado, andei com outras almas
Também a padecer,
Imaginando se seu erro fora grave
Ou um erro qualquer,
Quando alguém sussurou baixinho atrás de mim:
"O homem tem que pender".
Cristo! As próprias paredes da prisão eu vi
Girando ao meu redor,
E o céu sobre a cabeça transformou-se em elmo
De um aço abrasador;
E, embora eu fosse alma a sofrer, já nem sequer
Sentia a minha dor.
Sabia qual o pensamento perseguido
Que lhe estugava o andar,
E porque demonstrava, ao ver radiante o dia,
Tanta angústia no olhar;
O homem matara a coisa amada, e ora devia
Com a morte pagar.
APESAR DISSO ESCUTEM BEM: TODOS OS HOMENS
MATAM A COISA AMADA;
COM O GALANTEIO ALGUNS O FAZEM, ENQUANTO OUTROS
COM A FACE AMARGURADA;
OS COVARDES O FAZEM COM UM BEIJO,
OS BRAVOS, COM A ESPADA!
Um assassina o seu amor na juventude,
Outro, quando ancião;
Com as mãos da Luxúria este estrangula, aquele
Empresta do Ouro a mão;
Os mais gentis usam a faca, porque frios
Os mortos logo estão.
Este ama pouco tempo, aquele ama demais;
Há comprar, e há vender;
Uns fazem o ato em pranto, enquanto que um suspiro
Outros não dão sequer.
Todo homem mata a coisa amada!- Nem por isso
Todo homem vai morrer..."
Sexta-feira, Março 31, 2006

Quinta-feira, Março 23, 2006
O presente perfeito
Era o mínimo o que poderia dar, mas naquela altura qualquer coisa vinda dele seria o presente mais perfeito, assim como chinelos em dia de sol, sinais de transito no meio da feira livre.
Era só presença e mais nada: sem palavras, sem espaços pra sentimentos femininos confusos cheios de cólica, cheios de cólera, cheios de amor.
O olhar parado no nada, mesmo sem desvendar paisagens, trazia o ar esplendido de quem foi abençoado com uma visão sagrada.
Se felicidade fizesse sondagem pra chegar, seria nos passos dele.
Possuía uma beleza muda que não se comunicava com o mundo dela.
E era tudo tão divino que ela por sua vez não precisava se comunicar e emudeceu também, roubou um pouco dele pra si.
Antes fora alertada que o coração que ele possuía era cigano, e poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo e ao mesmo tempo estar em lugar algum.
Ela não se importou em pisar em solo estrangeiro já estava lá e muito pronta o queria mais que tudo, mesmo que depois, virassem apenas lembrança.
Sem prestar atenção a advertência e como se não pudesse lutar contra as brincadeiras da vida, ela recebeu o presente prefeito.
Perdeu-se nos traços do seu rosto, adentrou o corpo para fazerem parte do mesmo destino contrariando os sinais mostrados pelas linhas de suas mãos.

Segunda-feira, Março 06, 2006

Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
NEM SEMPRE QUEM MATA A COBRA TEM QUE MOSTRAR O PAU
A afirmação feita por um homem, muito amigo meu, em que consistia dizer que: as mulheres são bem menos comidas do que gostariam e que os homens comem muito menos do que falam que fazem, segundo relatos de amigas e amigos deste meu amigo, rs me fez refletir o quanto somos enrustidos e deixamos desejos escondidos por baixo da pele ¿ e não falo em sexo somente, falo em desejos no sentido mais amplo da palavra.
Falo de coisas simples que gostaríamos de realizar e deixamos pra lá, porque perdemos tempo articulando situações que não existem, querendo parecer quem não somos ao invés de realizar, tornar concreto.
Por que será que é difícil pra uma mulher dizer pro homem que divide a cama, a comida o próprio corpo, a casa e a alma que talvez gostaria desde um pouco mais de carinho até um pouco mais de sexo, e que não precisasse ter receio de dizer que gostaria mais especificamente falando: que gostaria de ser tratada pelo menos uma vez, como aquela puta que ele pega de vez em quando (ah, porque ela sabe que ele pega e se não pega, gostaria) e que lhe agarra-se os cabelos e deixasse ela sentir o prazer que é alguém pondo as mãos, com vontade, aliás, com muita vontade por toda a extensão do corpo, alguém que se demorasse com as narinas em sua pele e inspirasse aquele perfume singular que só a ela (e nessa hora por toda a mistura quem sabe a ele também) pertence.
Por que será que é difícil pra um homem levar e deixar levar e porque será que ele prefere falar no bar pros amigos tudo o que deveria TER SIDO FEITO entre quatro paredes (é porque segundo o meu amigo a maioria fala que faz-não faz). E aí, parece que o que deveria ser íntimo vira público e que a mulher que deveria ser comida na cama o é na mesa do bar, entre amigos, com riqueza de detalhes e o pior de tudo....detalhes que jamais aconteceram.
As vezes penso é que é falta de comunicação, com o outro, com agente mesmo. Medo talvez até de ter desejos, se sentir culpado por algo que habita bem no intimo ou se sentir frustrado por não alcançar algo que se almeja. Então, ninguém fala: nem pro outro sem pra si. E os desejos ficam lá dentro silenciados, ao inves de serem vividos, são vividos fantasias, coisas que não fazem parte do nosso plano real.
Fico encucada com essas coisas e esse comportamento enrustido vivendo na necessidade quase vício de ostentar uma coisa que não é, que não rolou, que não aconteceu. Penso na falta de coragem pra fazer o que se tem vontade, mesmo que seja uma bobagem.
È incrível a falta de vontade ou habilidade de ser quem quer ser ao invés de ser quem se deve ser. A falta de atitude para viver o momento que está aqui e agora. A ausência de audácia pra contar e empregar apenas os artifícios que se tem em mãos sem se utilizar de fantasias para viver. Pra que viver fantasiando dizendo que comeu a gostosa se vai morrer com a mão?
Falando no sentido amplo do desejo, como havia dito anteriormente, parece que as pessoas hoje em dia não curtem a viagem, mas adoram exibir as fotos, não sentem o calor do sol na pele, mas a marca do biquíni é a coisa mais importante daquele verão lindo numa praia paradisíaca do litoral norte de São Paulo. Bacana, não é ter aquela mulher companheira, legal é tê-la como vitrine pra nego babar em cima. O importante não é o corte do cabelo, a caída do tecido, o sabor da comida, e sim o valor que se paga por isso... e quanto mais caro melhor (mesmo que o artigo não corresponda ao valor pago). Falar sem sentir parece que fica melhor, quanto mais fantasiar sem viver o que se pretendia é melhor, uma falta de comprometimento consigo mesmo. Parece que o legal não é ter aquela metade de meia dúzia de amigos seletos pra sentar, conversar e ter um papo honesto e sim ficar uma fila por uma hora e pagar 70,00 conto só pra entrar numa balada que sai na coluna da Revista e ficar no meio de um monte de gente nada a ver, que nem dança, nem curte.... só quer saber se há alguém olhando pra pose que se faz.... blasé demais pra mim.
Não que não seja babana as vezes querer estar em outro lugar, ou querer ser alguma pessoa: a personagem do filme (quantas vezes não quis ser Jim Carrey - em Brilho Eterno ... se bem que pareço muito mais Clementine: impulsiva e faladeira, alias, ela merece um topico inteiro, rs ) ou a menina da música Stella - Interpol), saber contar histórias como Forrest... enfim, desde que seja lúdico, temporário e sirva de inspirações pra coisa que me deixem pra cima sem me deixar esquecer do que sou e não regra, não um escapismo.
E também não que contar situações amorosas, sexuais e afins com amigos (nós mulheres fazemos muito e é o máximo) seja ruim, não é isso: tudo de forma saudável e razoável, trocando experiências. Até porque é ótimo poder falar de tudo, jogo aberto, limpo, mas sem fazer fabulas homéricas ou tendo que depreciar alguém pra se sentir bem.
Como já disse anteriormente em outro post: chique é ser sem fazer força. Quem é é e acabou. Quem tem coragem, competência, faz, não fala. Simplesmente sente e não ostenta. Mata a cobra e necessariamente não precisa mostrar o pau.
Acho que agente precisa se bancar: bancar o que é, bancar o que não é, bancar o que pretende ser, sem fazer pose: porque o retrato amarela e a vida passa. O tempo que se perde contando vantagens sem realiza-las é o tempo se pode-se usar pra aprimorar o que está ai pra ser mudado.
Tudo é Glamour demais, confete e purpurina pra ornamento para obra de arte falsificada.
No final da conversa com meu amigo, esse que falo tudo messsssssssmo, relatei uma situação que aconteceu há um tempo atrás, sobre um idiota que trabalhava comigo e caiu na besteira de falar que tinha me comido ¿ frise-se ¿sem ter ocorrido absolutamente nada¿ . Como todo bom boato que se preze, o lance se espalhou rapidamente por todo recinto e eu com aquela cara de idiota como o marido traído: o último a saber.
Se tivesse algo realmente, mesmo assim, não seria necessário relatar, creio eu. Acho que não precisa se auto afirmar. Você o que é, faz o que faz e pronto.
Uma amiga, que sabe o quanto respeito o meu trabalho e sou (ou tento, rs) ser discreta em meus assuntos me avisou do ocorrido. Puta da vida e sem pensar duas vezes (na verdade acho que nem uma sequer) levantei-me e fui até a mesa do fulano. Todo mundo parou. Pedi a ele que tirasse o pau pra fora. O cara ficou roxo, falou que eu estava ficando louca e tal. Disse a ele que se ele queria, não o deixaria passar vontade e que seria ali mesmo, já que ele contou pra todo mundo que era, fazia e acontecia, eu achei que não se importaria em primeiro: tornar realidade o que não acontecera e segundo: tornar público o ato já que o ego dele ansiava por auto-afirmação. Resumo da opera: me pediu desculpas e não agüentou o constrangimento por ser zoado na frente dos colegas do trabalho, depois de semanas jamais ouviu-se falar do fulano naquelas bandas.
Conclusão: Quer ter atitude? Então tenha, mas se banque sentindo que o que fez foi por você mesmo, não por ninguém, pois nem sempre quem mata a cobra precisa mostrar o pau.
Domingo, Janeiro 08, 2006
O FIM DO MUNDO COMEÇA AGORA
Desde o seu início, o projeto FimdoMundo tinha dois objetivos: ser um espaço para falar sobre cultura pop e apoiar a produção cultural independente, seja ela musical, visual ou literária. Por muito tempo, isto se restringiu a web, enquanto seus idealizadores participavam de vários projetos no "mundo real", como a Festa Fanzine e o selo Volume One. Agora, depois de 03 anos de existência, o FimdoMundo monta seu QG na Rua Cardeal Arcoverde, 1781 com a intenção de não ser apenas mais uma casa noturna, mas sim um espaço que promova e difunda os artistas desco