.::" "Feliz é o destino do inocente vestal. Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecido: Brilho Eterno de uma mente sem lembranças. Toda prece é ouvida, toda graça se alcança." Alexander Pope *Eternal Sunshine -


Sexta-feira, Setembro 26, 2008

O tempo e as jabuticabas

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse

amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

O essencial faz a vida valer a pena.


Rubem Alves

By Soul + 10:37 AM + Falaí:



Segunda-feira, Junho 30, 2008

Terras Escuras

Estou indo para as terras escuras
Para conversar em rimas
Com minha alma caótica
Certo como a vida nada significa
E todas as coisas acabam em nada
E o Céu, eu acho...
Fica próximo demais do inferno
Quero me mover, quero ir,
Quero ir
Oh, algo não quer me deixar
Ira até o lugar
Onde ficam as terras escuras
E acordo dos sonhos
Para um mundo tenebroso de gritos agudos
E o Céu, eu acho...
Fica próximo demais do inferno
Quero me mover, quero ir,
Quero ir
Me leva para o escuro
Oh Deus, me coloco de joelhos
E sinto que poderia morrer
À margem do rio da doença
E sinto que estou morrendo
E estou morrendo
Estou de joelhos
Estou caído
Quero ir, quero ficar,
Eu quero ficar...

By Soul + 8:38 PM + Falaí:



Segunda-feira, Março 31, 2008

qualquer bobagem

By Soul + 11:29 AM + Falaí:



Segunda-feira, Novembro 12, 2007

O medo de um amor incerto



Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível...

Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.

No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!

Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer.

Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinho? Será? Será?...

O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade.

Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou... passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto!

Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro.

Então, que usemos nossa inteligência, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos!

Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer... simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!

E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos.

Portanto, para todas as pessoas que têm me perguntado sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.

E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a alegria como partes do amor! E quando penso que essa entrega é realmente difícil, me lembro de uma frase que gosto muito:
"Se o seu problema tem solução, relaxe... ele tem solução.
E se o seu problema não tem solução, relaxe... ele não tem solução!"

By Soul + 8:00 PM + Falaí:



Quarta-feira, Novembro 07, 2007

Sobre o Amor


- E sua namorada?
- Terminamos.
- Como assim? Vocês combinavam tanto!!!
- Nem tanto, mas mesmo assim é uma pena, as diferenças falaram mais alto.
Amores nunca deveriam terminar, o certo seriam se perpetuarem pela eternidade, atravessarem oceanos, desenganos, tornarem verdadeira uma aparente ilusão.
Deveriam ser preces feitas por crianças à Deus e atendidas imediatamente.
Porque amar não deveria ser dor, deveria ser sempre dia de domingo ensolarado com algodão doce.
Uma colheita celestial de bênçãos dirigidas a dois.
Amar deveria ser direito de todos e não apenas de alguns privilegiados.
Todos deveriam ser correspondidos, aquela velha história da tampa da panela, e realmente, deveria ter a tampa exata que se encaixasse com total perfeição.
Nenhum amor poderia ser recusado, todo amor seria passível de ser amado.
E que tudo no ser amado fosse notado e elevado ao mais gracioso altar, desde a maior virtude até o defeito mais odioso.
Que tudo fosse festa, e o cotidiano adorado, uma vida a dois, em 20, 30, 40, 50 anos, a eternidade e além da vida.
Porque amor é o que o ser tem de maior valor, sua forma mais autentica de se mostrar de se doar. E isto é feito sem pudor, sem medo de errar, de ser aceito.
Não se deveria ansiar a vida toda por ser eleito, deveria ser simples, reconhecer o seu amor por um olhar, um sinal, um sinal apenas que revelasse com que passar os restos dos dias aliás, os restos dos dias mais felizes.
Ao amantes andariam com os mesmos passos, os corpos confundirem-se nos abraços.
Tudo deveria ser música em harpas tocadas por anjos celestiais.
Deveria apenas existir o ato de amar, sem burocracias, sem brigas de qual filme alugar na locadora, ou sem que ele se contrariasse em ir a festa da sua tia chata.
O amor deveria ser um estado de graça constante, uma bobeira contagiante.
Deveria ser um vírus em que todos fossem infectados, invadidos por sua semente.
Mas enquanto o ser humano não chega neste estágio na arte de amar e meu par não me encontra... eu fico aqui prostada em minha porta, brincando de bem-me-quer-mal-me-quer

By Soul + 10:49 PM + Falaí:



Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Festa no outro apartamento
A massacrante felicidade dos outros


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.


De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento” .

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos,
íntegros, ricos, sedutores. ”Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.


Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.


Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.
Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?


Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?
Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?
Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

By Soul + 10:11 AM + Falaí:



Domingo, Outubro 07, 2007

SUICÍDIO

Ademar J. de Oliveira Paes Jr.



O médico, psiquiatra ou não, defronta-se freqüentemente com um dilema: como dialogar com pacientes suicidas? Ao contrário do constante no senso comum, pessoas que tentam se matar comunicam esta intenção e, geralmente, fazem a um médico.

De 60% a 75% dos pacientes que cometeram suicídio procuraram um médico um a seis meses antes de se auto-aniquilarem.

A idéia de que "quem fala não faz" não é verdadeira no que diz respeito às tentativas de suicídio. Outra mitologia acerca do suicídio diz respeito a que não se deva valorizar as tentativas que pareçam ter sido feitas apenas para atrair a atenção do universo sócio-familiar; por serem potencialmente não-fatais não devem ser desprezadas e devem ser interpretadas como um pedido de ajuda que necessita de atenção e entendimento. Tantas vezes se tenta que um dia pode ser bem sucedido.

A prevenção é o melhor tratamento para o suicídio, indubitavelmente. É importante ressaltar que um substancial número de pacientes que tentaram um ato suicida procuraram um médico alguns dias antes.



DEFINIÇÃO DE SUICÍDIO

Para Durkheim o termo suicídio é aplicado a todos os casos de morte resultantes direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo da própria vítima que ela sabe que produzirá tal resultado.

Freud, dentro de uma abordagem psicanalítica, estabelecia que a auto-aversão vista na depressão originava-se da raiva em direção a um objeto de amor; raiva que a pessoa desviava para si mesma. O suicídio seria a expressão máxima desse fenômeno e não acreditava que houvesse suicídio sem o desejo reprimido de matar alguém. Uma abordagem bastante interessante pode ser encontrada em seu trabalho publicado em 1917 chamado Luto e Melancolia.



PACIENTE COM RISCO DE SUICÍDIO

Existe uma ampla gama de situações envolvendo o risco de suicídio na clínica, as quais variam desde ideações leves até o paciente que chega em coma por ingestão de medicamentos. A avaliação do risco de suicídio continua sendo um desafio e, geralmente mais importante do que buscar a causa do suicídio de imediato.



PREVALÊNCIA

A prevalência do suicídio no Brasil situa-se em torno de 4 por 100.000 hab, apesar destes dados poderem ser questionados devido a complexidade de sua determinação. Quanto às tentativas frustradas os números são ainda menos confiáveis, devido principalmente às dificuldades conceituais envolvidas. Nos EUA as tentativas chegam a ser 40 vezes maiores do que os atos suicidas concretizados.

A OMS realizou estudos chegando aos seguintes números:

países do leste europeu, Japão, Áustria, Alemanha, Suíça e países escandinavos: 25/100.000 hab.
EUA: 12/100.000 hab.
Irlanda, Holanda, Itália e Espanha: 10/100.000 hab.
países de industrialização tardia: 14/100.000 hab.


FATORES DE RISCO

Embora a conduta suicida tenha um espectro amplo, parece haver uma diferença no perfil dos pacientes que tentam suicídio e aqueles que realmente concretizam o ato.




pacientes com personalidade impulsiva
história de migração
ausência de convicção religiosa (católicos suicidam-se menos pelo perfil punitivo da sua ideologia, bem como a crença num destino controlado por um Deus onipotente e responsável pelos sucessos e frustrações da sua vida).
sentimento persistente de desesperança e pessimismo
perda de status sócio-econômico: fracasso profissional ou falência financeira.
acidentes que causem incapacidade física (p.ex paraplegia) ou impotência sexual.
acidentes que causem desfigurações, principalmente em mulheres.
ambivalência
fator desencadeante/estressante persistente
transtornos de personalidade (histriônico, borderline etc.)
transtorno bipolar: pode-se pensar no risco aumentado apenas na fase depressiva, mas o perfil impulsivo da fase maníaca traz cuidados particulares.
doenças do SNC como epilepsia, demência, AIDS etc.


MANEJO DO PACIENTE QUE TENTOU SUICÍDIO

A primeira parte do atendimento de um paciente que tentou suicídio deve ser centrado sobre o manejo das complicações médicas decorrentes tais como cortes, fraturas e intoxicações.

No caso de ingesta de medicamentos o nível de consciência é o primeiro aspecto a ser avaliado. A seguir devemos buscar informações acerca do tipo, quantidade, tempo decorrido e velocidade de consumo da medicação, bem como associações com outras drogas, álcool etc. Caso o paciente esteja em coma um diálogo com acompanhantes ou familiares é de fundamental importância. Recursos para diminuir a absorção devem ser tentados como indução de vômitos ou lavagem gástrica. O uso de substâncias antagonistas pode ser útil como é o caso do flumazenil nos casos de intoxicação por benzodiazepínicos

Obviamente, devem ser tomadas as medidas cirúrgicas necessárias nos casos de suicídio associado a trauma (suturas, imobilizações gessadas ou, se necessário, até cirurgia reparadora).

A segunda parte do manejo do paciente suicida é a avaliação do risco de uma nova tentativa. O médico deve levar sempre em consideração os itens discutidos acima no que se refere aos fatores de risco. Porém, muitas vezes, esta tarefa torna-se difícil por diversos fatores como:

a seriedade do que está em questão: a vida ou a morte do paciente.
porque o médico precisa definir não só um diagnóstico, mas também um prognóstico, cujas dificuldades são muito maiores.
o médico, geralmente, vê o paciente na emergência, não o conhece previamente e o risco de suicídio pode ser o motivo da procura do atendimento.
porque a decisão de internação pode significar a sobrevivência do paciente.
Essa avaliação de risco deve ser feita através de uma entrevista psiquiátrica detalhada a ser realizada logo após a equipe de emergência ter sanado as complicações médicas pós-tentativa e o paciente apresentar condições de conversar com o médico. Na entrevista o paciente deve ser questionado direta e francamente se ainda tem vontade de acabar com a própria vida, se tudo está tão ruim a ponto de acabar com tudo, se ele tem planos feitos ou se o paciente conseguiria controlar-se. Muitas vezes o desabafo do paciente é o suficiente para tirá-lo de sua situação de angústia e sofrimento pessoal.

A terceira parte, e mais delicada, é a decisão de internar o paciente ou não. A internação inadequada pode trazer apenas prejuízos para o sistema e para o paciente, do mesmo modo que a não internação pode significar uma nova tentativa. Para evitar erros o médico deve seguir rigorosamente alguns critérios:

paciente está psicótico, com a presença de delírios, idéia de comando ou alucinações.
quando existe algum fator que interfere com o nível de consciência, impossibilitando a avaliação na emergência (p.ex intoxicação).
quando não existe modificação na ideação suicida, após intervenção junto ao paciente e a família.
pouco ou nenhum suporte familiar.
tentativas freqüentes ou em escalada.
quando o médico ainda tiver dúvidas.
Desde que as indicações acima sejam descartadas, pode-se partir para um acordo envolvendo o médico, paciente e familiares, numa espécie de "pacto anti-suicida" , que também deve respeitar alguns princípios:

o paciente sente que os impulsos estão sob controle.
refere poder comunicar quando sentir uma piora do quadro de ideação suicida.
se dispõe a realizar consultas freqüentes.
o médico dispõe-se a atendê-lo em qualquer momento numa linha de contato direto.
reduzir fatores estressantes ou que desencadearam a tentativa.
garantir apoio incondicional dos familiares e amigos.
construir um apoio realista no qual o paciente possa reconhecer um motivo legítimo para o suicídio.
oferecer alternativas para o suicídio.
manter o paciente sob vigia e longe de armas, medicamentos, cordas, mangueiras de chuveiro, janelas ou qualquer outro objeto que possa predispor o paciente a um novo ato.
não deixar o paciente tomar decisões importantes. O paciente está desequilibrado e uma decisão mal tomada pode ser motivo de uma nova tentativa de suicídio.
evitar comentários que transformem o ato em algo como "fraqueza pessoal", "covardia" e outros.
É importante ressaltar que a não internação representa um tratamento menos traumático para o paciente perante os familiares, a sociedade assim como para ele próprio, aumentando consideravelmente sua esperança em recuperar-se.

Outro aspecto de crucial valor é a recuperação do paciente após um estado de depressão. Pacientes apresentam aumento do risco de auto-aniquilação quando aparentam melhora da sua condição clínica; isto é, quando o retardo psicomotor já começou a responder ao tratamento, mas o núcleo de depressão vital (humor e pensamento) ainda domina o psiquismo do paciente. Este fato tem confundido erroneamente a observação de que anti-depressivos podem induzir ao suicídio. Portanto, o início da recuperação de um paciente depressivo que apresenta fatores de risco importantes para uma nova tentativa é um período que requer cuidados dobrados.



SUMARIZANDO

Quando da chegada do paciente com suspeita de tentativa de suicídio, a prioridade é para os cuidados clínicos, que devem incluir testes para detecção de intoxicação por drogas, além dos cuidados cirúrgicos quando há trauma associado.
Tentar obter o máximo possível de informações com acompanhantes, sobre fatos imediatos e mediatos.
avaliação conclusiva somente após a desintoxicação ou estabilização dos transtornos causados pela tentativa.
pesquisa de transtornos psiquiátricos e fatores estressores deve ser extensiva.
avaliar cuidadosamente fatores de risco.
sempre perguntar diretamente :
- quer se matar?
- acha que viver não vale mais a pena?
- ainda tem algum plano para cometer suicídio?
- conseguiria controlar os impulsos?
Internar ou fazer "pacto anti-suicida".


BIBLIOGRAFIA:

NOBRE DE MELLO AL - PSIQUIATRIA. 3 Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1979.
NUNES P, BUENO JR e NARDI AE - Psiquiatria e Saúde Mental. São Paulo: Editora Atheneu, 1996.
TABORDA JGV, PRADO-LIMA P e BUSNELLO - Rotinas em Psiquiatria. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
JASPERS K. Psicopatologia Geral. 2 Ed. Rio de Janeiro: Atheneu. 1979.
KAPLAN HI, SADOCK BJ & GREBB J -Kaplan and Sadock’s synopsis of psychiatry. 7th Ed. Baltimore: Williams & Wilkins, 1995.

By Soul + 8:34 AM + Falaí:



Sábado, Setembro 15, 2007

Ana Carolina - Corredores
Ana Carolina



Eu andei
Sorri, chorei, tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
E quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei
Vi com outros olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me levando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos
Secretos planos
E até uns traumas
Sempre fui muito só
Eu andei
Sorri, chorei tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como puder
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele com se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei
Até pintei os olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais me escapando pra alguém
Quem?
Visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz
Bem na linha da vida
Sempre fui muito só

By Soul + 11:54 AM + Falaí:



Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Amor sobre patins


Dizia uma amiga que era preciso tentar.
Arriscar, tudo ou nada, senão nunca saberíamos.
Amar é como andar sobre patins, as vezes agente cai, e cair acontece.
Também, quando não se tem mais medo vem a capacidade de grandes acrobacias quase ornamentais.
Disse a ela que não sabia se queria tentar, talvez aposentar os patins fosse uma forma de proteção.
Exato. Mas você prefere proteção ou prefere viver?
Gostaria de dizer que prefiro viver, porém, mesmo que refeita do ultimo tombo dos meus patins, agora tenho medo, de cair, ralar as mãos os rosto, a alma. Deixar este coração mais descuidado do que ele está. Isto seria negligencia comigo mesma.
Isto me fez refletir e neste momento estou olhando pro armário pronta para pegar o velho par de patins e arriscar.
Sair pra rua e me aventurar nas curvas, ladeiras da vida, me permitir mais algumas quedas que virão possivelmente seguidas de grandes acrobacias.
Sim, não nego, ainda tenho medo mas vou tentar de novo, estou sobre patins.


By Soul + 5:16 PM + Falaí:



Domingo, Julho 22, 2007

Eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo
Taanto
Cazuza


Sobre meus amores platônicos


Quem nunca teve um namoradinho ou namoradinha de escola, ou colega de serviço, que amasse só com os olhos, que fizesse tudo só para sentir o perfume do xampu dos cabelos, de chegar a fazer a lição de casa pro amado, porém sem nunca entregar o seu segredo?
Quem nunca teve uma história solitária, que permaneu não dita? Tesouro só pra olhar, como bem já disse Bono Vox em All I want is you.
Eu tive vários, durante a vida toda.
Lembro-me do primeiro, Fernando do présinho. Sempre o olhava, menino lindo indo e vindo sem poder tocar, eu não olhava de tanta timidez nada poderia ser percebido nem por ele nem por ninguém, meu segredo às 7 chaves
Até que em uma rica oportunidade na festa junina, tive a sorte de cairmos como pares, porém a Shirley, roubou meu par. Então eu me lembro que foi a primeira vez que lutei por um amor há há. Todas as classe do pré-I ensaiavam a quadrilha juntos em uma quadra muito grande, eu atravessei
a quadra, peguei Fernando pela mão e disse: Shirley se vc não percebeu isto é feito em ordem alfabética, Fernando, Flávia...., logo nada a ver
com Shirley que começa com S, não roube o meu par. Lembrando hoje é muito engraçado,mas lembro-me que fiquei furiosa. No dia da dança eu era a caipirinha mais feliz da festa, mais que a noiva, tenho fotos até hoje. Este se foi e não me lembro de outros nem na primeira, segunda ou
terceira série. Porém aos 9 anos, na catequese havia o coroinha da
Igreja, o Daniel que por coincidência era filho da minha professora do colégio. É de se imaginar fácil que não prestava atenção em quase nada das missas, adorava aquela hora da paz de cristo só pra subir lá eapertar sua mão e de quebra dar um abraço, afinal, eu não poderia
perder a oportunidade. Como ele era filho da professora no colégio as vezes ia dar um oi pra mãe e se demorava lá um pouquinho, sentava comigo na mesma cadeira desenhava e escrevia o seu nome no meu caderno. Começamos a namorar, lembro-me era só mão dada, fato este que não fez meu namorinho durar muito, minha "amiga" Josi um dia de "brincadeirinha" puxou-o e beijou, pronto! Havia perdido meu menino ela tinha armas que eu não tinha, ou tinha e não podia usar, ela dava beijo na boca e eu não,depois disto, mudei os horários de assistir as missas.
Depois na quarta série veio o Gilberto, depois na oitava veio o Alexandre. Este menino era da época em que eu achava bonito os meninos de cabelos longos, eu já tinha meu álbum preto do Metallica, e achava um charme ele jogar os cabelos pra trás. Era lindo: a cara do Bono Vox, por ele eu suspirava no pátio do colégio, e esperava ansiosa a sirene do intervalo tocar, só pra esbarrar com ele nos corredores. Fiquei só de olho, na faculdade é que fomos trocar idéias, mas só isto.
Depois, no colegial teve o Fernando, acho que foi o primeiro cara que gostei de verdade, ficamos meses entre olhares, até que ele descobriu que eu passava as aulas de educação física, pq a bibliotecária ia lanchar e eu aproveitava pra me trancar lá dentro e aprender sozinha a ler Baudelaire original. Até que um dia ele bateu à porta da minha clausura e simplesmente me beijou, começamos a nos encontrar furtivamente em todas as aulas de educação física, agente se pegava de tudo quanto era jeito e eu adorava aquilo escondido eu tentava ler Baudelaire pra ele enquanto ele me beijava o pescoço, até que um dia deixou de rolar, sofri até umas horas...
Depois veio o Nicolas, este eu já tinha coragem de olhar nos olhos, mas ele era o Deus Grego do colégio e quem era eu? Reles mortal... Até que um dia, uma amiga minha começou a trocar idéia com ele, eu não gostei: era invasão de território total, eu não agüentei e um dia cheguei nele: Olha eu gosto de você, mas você não tem nada a ver com isto, é problema meu. Ele ficou me olhando sem entender nada.
Até que no dia da festa junina naquela brincadeira boba da cadeia ele me prendeu e falou: agora vc é minha há há e quem era eu pra contestar.
Fora este houve vários, mas depois conto as histórias parte II, rs.
Acho bonitinho este negócio de amor platônico, mas aos 29 já não tenho tanto tempo pra isto,
Até usamos um jargão: a fila anda e a fila tem que andar mesmo, por questões de sobrevivência, não podemos perder o foco, delirar imaginar como seria a vida ao lado de tal pessoa. Hoje chegamos rápido oferecemos o serviço e somos dispensados ou não, infelizmente não temos tempo para longas paqueras e olhares furtivos que dizem mais que muita coisa.
Se bem que meu ultimo namoro nós ficamos no preciso dizer que te amo, eu não sei em que hora dizer me dá um medo, por 3 meses e foi uma história maravilhosa, ele me disse uma das coisas mais legais que se pode ouvir e eu correspondi, agora game over, estou sozinha, sendo e esperando ser minha melhor companhia e enquanto isto: a FILA ANDA....



By Soul + 1:12 PM + Falaí:



Sábado, Julho 14, 2007




NESTA SEXTA FEIRA DIA 20, EU FLÁVIA, VULGARMENTE CONHECIDA COMO SOUL, DISCOTECAREI COM O MAU, VULGARMENTE CONHECIDO (ALÉM DE MAU ELEMENTO, RS 21QWES)

Vai rola alternative rock, 80´s, post punk, eletro rock, e rock em geral meu filho é nóis.

O Mini CLub está lindo, perfeito e a festa Citrus nem se fala. Tudo novo! Com equipamentos de ponta; som stereo, ar condicionado, banheiros novinhos, espaço reservado e pista, o MINI CLUB reabre suas portinhas em uma Re-inaguração pra lá de boa nesta sexta, 18 de maio.
O mais novo Club Underground de São Paulo, promete estremecer a região da Consolação.

A partir das 23h00 a casa abrirá.
Na pista, os Dj´s residentes Gringa e Felippe Toloi rolam o melhor dos anos 80, 90 e 00 e indie-rock-disco-punk-brit-pop-electro.


Sempre com convidados super especiais.

Serviço:
Local: Mini Clube
Rua da Consolação – Nº2627
50m da Av. Paulista – esquina c/ Al. Santos
Mais informações na nossa comunidade:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28044900
Homem - R$10 c/ lista; R$15 s/ lista


Mulher - até 0h VIP; após 0h, R$7 c/ lista; R$10 s/ lista


Consumindo R$ 15,00 [mulheres ] e R$ 20,00 [homens] isenta a

entrada.
Favor enviar e-mail até 16h de sexta-feira


- Proibida a entrada de menores de 18 anos

LISTA/CONTATO: projetocitrus@gmail.com




By Soul + 1:14 PM + Falaí:



Quarta-feira, Julho 11, 2007


(porque as vezes eu luto em vão, chega tão rápido que não dá tempo de dizer nem sim, nem não, só desarma do medo do nada)



Ana Carolina - Carvão

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?




By Soul + 11:34 PM + Falaí:



Quinta-feira, Junho 28, 2007

Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be


Bizarre Love Triangle - New Order



estou em vias de fato novamente e tento por Deus negar veemente tudo o que já sei que está por vir.
não quero perdoar nem ser perdoada, não quero dar nem receber.
tudo tem um custo um preço que já cansei de pagar. a vida me deve, aliás, neste quesito.
eu juro que não quero chorar de novo,
e prometo que não vou implorar, não quero
simplesmente chega, todo mundo tem o dia de cansar.
não quero tentar ser outra pessoa melhor pra tentar te fazer feliz
não serei seus brinquedos, sua melhor piada
não dançarei sua ciranda e você nunca acompanhou meu samba
não quero promessas de continuar sendo melhores amigos
porque melhores amigos não se prometem simplesmente o são
quero apenas a porta fechada atrás de mim sem nenhum aceno
não quero ouvir que fui importante
isto é passado agora
muito menos que não fui o suficiente
que eu não soube te fazer feliz
só porque não soube atender suas urgencias
só porque não fui quem e o que você queria
PORQUE VOCÊ NÃO SABIA O QUE VOCÊ QUERIA
muito menos quero que me inumere os defeitos
porque meu passado deve estar onde estará o de todos eles: morto e enterrado
não quero ter que ficar e nem obrigar ninguém a partir
não quero ver ninguém cair e muito menos ajudar a levantar
também juro que nunca mais levantarei minhas mãos para que me ajudes a levantar, o farei sozinha, simplesmente sozinha, como estou como sempre fui
eu juro que nunca mais, nem descuidadamente chorarei na frente de ninguém pra não verem a fraqueza de quem ama, porque amar já não me importa mais
não quero ficar sem saber o que fazer com minha vida, sem você ao lado,
serei circunflexa, só eu um círculo fechado
em que eu não saio e ninguém entra
tudo isto porque cansei, cansei desta brincadeira de gostar
de me doar, de brincar de ser você, sem ser eu
sem ficar nada pra mim

By Soul + 10:24 PM + Falaí:



Quinta-feira, Junho 21, 2007

Faróis são ótimos elementos para nos fazer parar e pensar na vida. Olhar dentro do carro do outro, ver casais que fazem carinhos, outros que brigam, filhos que brigam entre si e são negligenciados pois parece que não acontece nada.
Então, isolada do mundo sendo o ser mais Feliz com o meu Ipod por não precisar me relacionar com ninguém. Começo a pensar o quão as relações ficaram frias.
Desde o bom dia ao porteiro até dar lugar ao senhor no ônibus.
Pensar que algumas músicas ( boas músicas diga-se de passagem) possam substituir o contato com o próximo.
Em que mundo vivemos?
Meus melhores amigos eu falo todo dia pela internet
Mas quando marcamos um café?
Não sei para onde caminhamos, mas espero resgate de relacionamentos gélidos, espero amores de verdade e não aqueles profanados descuidadamente da boca pra fora.
Sempre falo Em Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças quando Clem diz: Será que somos os mortos que jantam?
Tenho medo de ser o morto que janta. A pessoa que levanta todo dia sem ter um prazer, uma vontade absurda de fazer algo, por mim, por alguém.
Tenho medo que meus amigos virem apenas telas de LCD.
Quero gente de verdade, sorrisos de verdade.
Quero contato, carinho abraços apertados, quero viver em sociedade, com pessoas reais.
Quero jantar viva, muito viva

By Soul + 11:57 AM + Falaí:



Sexta-feira, Junho 15, 2007

Se existe uma música que e a minha cara é esta daqui (vai, dentro de 1 milhão RS)

ME LEMBRA MEUS BONS TEMPOS NO MADAME, DANÇANDO NA PENUMBRA DA PISTA, AS CONVERSAS COM MEU AMADO AMIGO DANIEL, E TODA BESTEIRA E LOUCURA INERENTE ÀQUELA ÉPOCA. ERA MEU ESCONDERIJO, ERA ONDE GOSTAVA DE ESTAR, OUVIR E DANÇAR MINHAS MUSICAS, COMO SE NA PISTA ESTIVESSE SOZINHA....ASSIM COMO NA MINHA VIDA..... INEVITÁVEL NAO SENTIR SAUDADES. AMO



E JÁ QUE É A MINHA CARA, LÁ VAI UM POUCO DE MIM PRA VCS .


HERE WERE THE HISTORY ENDS - THE SUNDAYS


People I know, Places I go
Make me feel tongue tied
I can see how people look down
They're on the inside

Here's where the story ends

People I see, weary of me
Showing my good side
I can see how people look down
I'm on the outside

Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends

It's that little souvenir of a terrible year
Which makes my eyes feel sore
Oh I never should have said the books that you read
Were all I loved you for
It's that little souvenir of a terrible year
Which makes me wonder why
And it's the memories of the shed that make me turn red
Surprise, surprise, surprise

Crazy I know, places I go
Make me feel so tired
I can see how people look down
I'm on the outside

Oh, Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends

It's that little souvenir of a terrible year
Which makes my eyes feel sore
And who ever would've thought the books that you brought
Were all I loved you for
Oh the devil in me said go down to the shed
I know where I belong
But the only thing I ever really wanted to say
Was wrong, was wrong, was wrong

It's that little souvenir of a colorful year
Which makes me smile inside
So I cynically, cynically say the world is that way
Surprise, surprise, surprise, surprise, surprise

Here's where the story ends
Ooh, Here's where the story ends


By Soul + 12:18 AM + Falaí:



Terça-feira, Junho 12, 2007

O ESPELHO - ESTE ESTRANHO

Hoje acordei com aquela cara de idiota com perspectivas de que hoje seria realmente um dia bom, EU faria um dia bom...apenas pensamentos serenos e positivos poderiam me alcançar...isto tudo resultado de um sem números de livros de auto ajuda, emails em pdf que os amigos mandam e mais os 6 remédios que tomo 3 ao dia.
Porém existem detalhes no meio do dia, que minam minha força positiva, por mais que queira mantê-la., estes detalhes chamo-os de Chefes: que me passam medo, insegurança, e por vezes chego a pensar que nao conseguira fazer coisas simples. Porque há um clima de tensão tão grande que mal consigo pensar.
Cumpri minha decisão de 3 semanas atrás de voltar a fazer terapia. Eu assumo tudo o que tenho feito agora, psquiatra, psicoterapeuta....porque não vejo problema nisto, em falar que preciso de médicos e remédios pra resolver questões de fundo emocionais e em grande parte químicas. Aliás aconselho pra todo mundo é auto conhecimento, vc convive com uma pessoa que na verdade nao sabe que é e é você mesmo. Não sabe quais seus limites, do que é capaz, o que gosta de verdade, o que não tolera....mas isto feito através de uma oooooutra abordagem
Fui à Terapeuta, indicada pelo meu melhor amigo, aquele que não me deixa na mão nunca, mesmo longe, que me dá broncas severas quando necessário, mas sabe ser suave e usar as palavras. O legal é que ele estava certo ela é uma profissional e tanto, me deu vários feedbacks e lição de casa, voltei cheia de idéias, todas borbulhando por dentro e querendo falar. Falamos muito do meu serviço, que no momento não anda nada bem, falamos das chantagens sentimentais, de relações onde se há dominador e dominado e como isto não é saudável, falamos sobre se eu perder o emprego, nao vai ser o ultimo e isto , esta idéia tão simples me tranquilizou e conclui sem panico sem ansiedade agente pensa melhor, agora só falta treinar.
Eu acho particularmente que todos deveriam fazer análise, isto não significa que você está doente nem nada, é puro auto conhecimento e então eu me pergunto: tenho o munho inteiro pra conquistar e não posso ficar aqui parado, rs: Como conquistarei todo este universo, se eu não começar com o que parece mais complexo pra mim? Ou seja: eu mesma.

By Soul + 11:17 PM + Falaí:



Sábado, Maio 26, 2007

My hands are tied
My body bruised, she's got me with
Nothing to win and
Nothing left to lose



And I give
And I give
And I give myself away


- pequena alteraçao na letra da música

Eu jurei que não aconteceria de novo. Anos de aprendizado deveriam servir pra alguma coisa.
Mas sou expert em me trair, quando vejo já há corrente alternada correndo na veia, ondas elétricas que não páram nunca, o coração se enchendo a inflando depois pequeno meio que morrendo, se quebra e se renova de novo, de novo de novo e de novo..
Suspiros pelos corredores e noites de insônia, vontade de ficar acordada a noite toda só pra deixar o pensamento correr, o sono atrapalharia toda a inspiração.
Quando menos se espera o coração está na mão pronto para ser entregue doado sem ônus, sem nada para receber de volta. Agora a história não é entendida como ganhar ou perder: qualquer vivencia dentro de tal sonho é válida. Só encostar o peito pra sentir as batidas leves do coração pode ser uma lembrança para a vida toda, a sensação de plenitude tão perto do céu.
É simplesmente entrega e mais nada.

By Soul + 10:19 PM + Falaí:



Quinta-feira, Abril 26, 2007

Canção de amor de dez andares


Quando seu coração esta negro e dilacerado
E você necessita de uma mão amiga,
Quando você esta assim apaixonada
E não sabe se consegue se manter de pé,
E o silêncio esta matando você,
Pegue minha mão querida, eu sou o seu homem...
Eu tenho amor suficiente para nós dois!

Canção de amor de dez andares
Eu construí esta coisa para você
Quem pode fazer a ti, algo tão grandioso...
Quanto o pico de montanhas gêmeas e azuis
Oh bem, eu construí esta coisa para você...
E o meu amor por você é verdadeiro!

Não existe certeza para determinar a solução,
Não há atalhos entre as árvores,
Não há brechas no muro,
Isto eles colocam...
Para esconder-me de você!

Como quando você está a jazer e acorda na escuridão,
Nesta última noite,
Algum dia próximo,
Não sabe aonde ou quando...
Você vai acordar e ver a claridade!

Canção de amor de dez andares
Eu construí esta coisa para você
Quem pode fazer a ti, algo tão grandioso...
Quanto o pico de montanhas gêmeas e azuis
Oh bem, eu construí esta coisa para você...
E o meu amor por você é verdadeiro!


The Stone Roses - Ten Storey Love Song

By Soul + 5:39 PM + Falaí:



Sexta-feira, Abril 13, 2007

By Soul + 3:14 PM + Falaí:



Terça-feira, Abril 10, 2007




O nosso jogo não tem regras nem juiz Você não sabe quantos planos eu já fiz Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi O seu exército invadindo o meu país ...


Paralamas do Sucesso








O que fazer?



O que fazer quando tudo já está do avesso, revelando sem nenhum pudor, todos os sentimentos, até aqueles que fariam corar o mais impuro dos homens?
O que fazer quando já é bem mais que tarde, que todos os dados já foram lançados, quando já se apostou o que possuía de maior valor?
Quando já movi todas as peças mas isto sempre me ganha em xeque mate
Já não sei dizer qual é a hora de recuar.
Dei tudo o que poderia dar, desde o primeiro beijo, tão insolente como uma pré ¿ adolescente, até o ultimo suspiro da alma envolto em envelope, assim na sua mão.
Tudo em suas mãos.
A pele, o corpo, meu caminho, o poema que mais gosto recitado.
Tudo entregue sem demora, aliás tudo em mim com urgência de ser amado por você.
E poderia ser tão simples, você poderia ser tão perto, tão meu...
mas seu silencio insiste em dizer nada.
Ainda não sei o que fazer com tudo que tenho de seu latejando por todos os lados
Um dia, ainda descobrirei o que falta em mim pra te apaixonar, enquanto isto
Eu fico aqui, encolhido na chuva, os pés descalços no sereno das manhãs de outono, esperando que apareça em sua sacada e me diga um Oi.


By Soul + 9:09 PM + Falaí:



Sexta-feira, Março 16, 2007

Pictures of you





Ela perguntou perplexa diante da caixa de fotos em pedaços e com a taça de champanha em mãos para festejar seu mais novo amor: Mas por que? Onde ela está? Por que recortou tudo? Ele disse: Para esquecê-la! Ela pôs a taça do chão, ajoelhou perto da caixa tentou juntar as fotos, em todas elas a sua antecessora havia sido recortada, um modo simbólico e talvez pouco eficiente de dizer que estava extirpada da vida dele. Juntou todos os retratos, colou, colocou-os lado a lado, deixando o extinto casal exatamente como deveriam permanecer: perfeitos nos momentos em que viveram juntos, estáticos, extasiados pelo amor que coloria as fotos. Ela queria engessar o amor daquele momento. Desejava que fosse assim pois sabia que dentro em breve, em um futuro não muito distante, assim também aconteceria com ela, porém, ela gostaria de continuar sendo lembrança .

A pior coisa é querer fazer parte do presente de alguém, quando já é passado, há muito tempo. Recordar por fotos, cartas, cheiros, lugares, músicas, filmes, paisagens... pior é querer deixar pra trás e não conseguir.
Como estou acostumada sentir através dos meus 10 sentidos, rs tudo tudo tudo me faz lembrar e esta música tem me acompanhado ultimamente muito, quase, dói.


I've been looking so long at these pictures of you
That I almost believe that they're real
I've been living so long with my pictures of you
That I almost believe that the pictures are
All I can feel

Remembering
You standing quiet in the rain
As I ran to your heart to be near
And we kissed as the sky fell in
Holding you close
How I always held close in your fear
Remembering
You running soft through the night
You were bigger and brighter and wider than snow
And screamed at the make-believe
Screamed at the sky
And you finally found all your courage
To let it all go

continued below...


eu venho olhando há tanto tempo essas suas fotos
que quase acredito que elas são reais
eu venho vivendo há tanto tempo com suas fotos
que quase acredito que elas são tudo o que eu posso sentir

lembro de vc
parada e quieta na chuva
enquanto eu corria para ficar perto do seu coração
e nós nos beijamos enquanto o céu desabava
te abraçando forte como sempre abracei
quando vc tinha medo
lembro de vc correndo solta pela noite
vc era maior...mais brilhante e ampla que a neve
gritava como de faz de conta
gritava pro céu
e vc finalmente achou coragem pra deixar tudo isso

lembro de vc caindo nos meus braços
e chorando pela morte do seu coração
vc era uma pedra branca tão delicada
vc sempre estava tão perdida na escuridão
lembro de vc como vc costumava ser
era como os anjos
mais q tudo
vc me abraçou uma última vez então escapou quietamente
abro meus olhos embora não veja mais nada

se tivesse pensando nas palavras corretas
poderia ter segurado seu coração
se eu tivesse pensado nas palavras corretas
não estaria fazendo em pedaços todas minhas fotos suas

eu venho olhando há tanto tempo essas suas fotos
mas nunca agarrei seu coração
venho procurando há tanto tempo
as palavras que fazem tudo real
mas sempre apenas fazendo em pedaços
as minhas fotos suas

não teve nada no mundo que eu quisesse mais
do que te sentir fundo no meu coração
não teve nada nesse mundo que eu quisesse mais
do que nunca ter feito em pedaços
todas as minhas fotos suas


By Soul + 9:12 AM + Falaí:



Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

estou em vias de fato novamente e tento por Deus negar veemente tudo o que já sei o que está por vir.
não quero perdoar nem ser perdoada, não quero dar nem receber.
tudo tem um custo um preço que já cansei de pagar. a vida me deve, aliás, neste questio.
não quero ver ninguém cair, nao vou ajudar ninguém levantar.
eu juro que não quero chorar de novo,
e prometo que não vou implorar, não quero
simplesmente chega, todo mundo tem o dia de cansar.
não quero ouvir que não fui o suficiente.
não quero continuar sendo melhores amigos
porque melhores amigos simplesmente são
quero apenas a porta fechada atrás de mim,
nada de dizer que fui importante
porque quero meu passado assim como o de todos eles onde dveriam estar: mortos e enterrados
não quero ter que ficar, não quero ter que obrigar ninguém partir
não quero ver ninguém cair, muito menos vou ajudar a levantar
prometo que nunca mais irei chorar descuidadamente para uqe possa ver que eu também cai, que aliás, eu sempre caio no final
juro que nunca mais erguerei minha maõ para que possas me erguer,
porque cansei desta brincadeira, não quero mais brincar de me doar
de ser você
pra te agradar, sem deixar nada de meu
sem deixar nada de mim

By Soul + 11:19 AM + Falaí:



Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

Feliz ano novo, rs atrasado mas sempre vale!



Fico protelando pra postar alguma coisa de repente a vida passa, as coisas mudam e o que tenho pra postar hoje já não é consoante com o que postaria há uma semana atrás.
Agente pensa que não tem novidades, que vivemos em um cotidiano bobo, mas percebo as mudanças uma vez por semana quando vou a terapia e surpresa: tenho uma enxurrada de coisas legais pra discutir, refletir e por em prática.
Os dias passam rápido, cada vez mais e mais, e esta é uma verdade que estamos cansados de saber, comecei a sentir isto há uns dez anos atrás, quando o meu por do sol começou a ser visto através da janela de um escritório.
A conclusão que posso chegar é que, sim as coisas passam mas o como elas passarão depende de mim.
Pra este ano não fiz muitas resoluções, resolvi apenas viver só isto: do modo como for melhor pra mim.
Para as pessoas que me conhecem ou as que acompanham o blog anonimamente, obrigada pelas visitas sempre muito valiosas.
Minha vida agora? Trabalhando muito, reencontrando meus caminhos, alguns já começados e abandonados, outros totalmente novos. Não importa o fim da estrada, sou do tipo da pessoa que curte caminhar, então...o importante é não parar nunca.
Estou fazendo o que me propus no post anterior: viver minha vida, ficar do meu lado.
Pra quem me conhece, sabe que é um momento ótimo, preciso estar assim, absurdamente apaixonada deixando os sentimentos correrem pelo poros pra ter inspiração nos dias, rs quando isto acontece me reconheço no outro e diria Magic Numbers ¿ a banda de meninas, rs: I see you, you see me


Navengando em águas tranquilas




Muitas vezes somos assaltados por pensamentos do tipo: o que fiz da vida, o que ela fez de mim?
Qual dos dois foi o mais caprichoso?
Quem traiu e quem foi traído?
Sentimos perdendo os sonhos de vista
E agora os castelos construídos são arruinados pelas nossas próprias mãos
Queremos parar o mundo, ou fazê-lo girá-lo em volta de nós mesmos
E com escafandros buscamos fragmentos de alguma coisa perdida na alma
Nos sentimos culpados por tudo e também culpamos os outros
Nos sentimos fracos, por ceder, por voltar atrás,
Constatamos que os sentimentos mais nobres já não habitam mais em nós, esse corpo é só uma velha casa abandonada agora
Não há mais mágica como antes, e a poesia agora é linguagem morta, em desuso pois não ultrapassa os paredões que erguemos em nossa mente com o nome de proteção
Sentimos o desespero de chamar por um amigo e a resposta ser o eco solitário da nossa própria voz, nesse corredor vazio que se tornou a vida.
E de repente, agente sente o norteador da bússola quebrado...
No meio dessa tormenta o corpo lentamente afunda...
Mas como temos o livre arbítrio, resolvemos usá-lo pela ultima vez, e decidir...
Vemos que ainda há tempo para olharmos mais uma vez para dentro e enxergar
que dentro do corpo aparentemente doente, ainda há um universo que não foi desbravado
Com coisas maravilhosas esperando para serem descobertas e compartilhadas
Percebemos os novos amigos esperando por um abraço
Compreendemos que nessa caminhada nunca estivemos sozinhos, sempre existia um único inimigo e aliado: nós mesmos!
Conseguimos ver com outros olhos os erros do passado e transformamos tudo em um Tomo, e aquilo que foi o tombo é o que ensina a levantar
E finalmente consertamos a nossa bússola quando toda a luz converge para um mesmo ponto: o coração
E assim, deixando fluir tudo o que há de melhor nesse novo universo, traçamos um novo rumo na certeza de que nós somos o nosso próprio farol
Cintilando no céu a luz do nosso futuro, indicando para o Sol.

By Soul + 9:31 AM + Falaí:



Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Lost in my translation




Charlotte aceitou sair de sua cidade natal, abandonar tudo. Largar suas referencias ( na verdade foi escolha e não simplesmente aceitação), para ir morar em Tóquio com seu marido.
Passava os dias sozinha entre um beijo dele apressado de manhã desejando-lhe bom dia e seus roncos à noite.
Ela o aguardava o dia inteiro para conversarem, para ter um pouco de atenção inerente a condição ambos exerciam um na vida do outro. Mas toda hora vaga dele era péssima para qq tipo de assunto. Ele se afastava dela. Ela se afastava de si mesma.
Porém, ele sempre o trabalho na frente, dizia (pelo menos isto) que a amava, virava-se e dormia um sono duro.
Ela olhava Tóquio pela janela, colorida, iluminada, mas não se sentia parte daquilo. Insônia. Quantas vezes não pensou em acordá-lo para dividir as angustias, quantas vezes não enfeitou o apartamento para que ele visse, participasse mais de sua vida cotidiana.
Mas sabia que ele nunca podia ser contrariado, levantava-se e perambulava pelo hotel. Insônia. Sozinha.Sempre sozinha.
Ele era só tédio em seu roupão branco, sentado à beira da cama sem expressão, sem vontade de fazer o que lhe foi confiado, assinado em contrato. Sofrendo o desprezo da mulher e filhos distantes.Casamento apático a crise dos 40. Insônia.
Quando as pessoas tem algo em comum a resolver, a vida se encarrega de promover o encontro. Insônia.
Encontram-se no elevador, sem perceber ela sorri pra ele.
À noite no bar enquanto a banda toca ela procura pelo olhar dele, sendo que isto não foi difícil de encontrar.
Eles se encontram no bar do hotel e se fosse outro filme ou outra bebida poderia dizer que jamais se viu uma mulher tão triste segurando um Martine (mas não posso roubar esta frase de Cameron Diaz em Vanilla Sky).
Ele lhe oferece bebida e ela levanta-se de sua mesa, o papo com a turma de amigos DELE, como sempre não estava agradando, ela preferiu sentar com um estranho.
Ela volta ao quarto olha o marido só dormindo (nesta hora impossível não lembrar de Benito em FALE COM ELA, que tentava convencer o namorado da toureira a falar com ela mesmo em coma, pois ela com certeza melhoraria).
Fale comigo, era só o que Charlotte queria. Como não falava com ela e visivelmente se dirigia e se abria melhor com outras pessoas, Charlotte entrou em coma emocional, diferentemente de Alicia ou a toureira em FALE COM ELA.
Continuava vendo Tókio linda colorida lá fora, mas não tinha forças pra tomar de assalto a cidade e brilhar a noite toda.
Ele já a esgotara pela espera, pela falta de amor, pela falta de diálogo, carinho, sem sexo, olhos nos olhos. Vários assuntos não podiam ser tocados, ele se irritava fácil, se fechava fácil. E a ela cabia o papel de gueixa curvando-se e retirando-se, retirando-se dos aposentos, retirando-se de sua vida.
Como a insônia do ator era tão persistente quanto à dela viraram amigos. Ela descobriu que podia rir ainda.
Andou pelas ruas, visitou templos, fez ikebana, sentiu-se mais perto de suas coisas.
Após alguns dias o marido ausentou-se e como já morava há 2 anos na cidade chamou uns amigos surfistas japoneses e seu amigo ator sonâmbulo para passear: ganharam a noite, ganharam à alma resgataram a vida.
Fingindo ser uma personagem com cabelo rosa neste instante foi ela mesma. Cantava uma música lindamente, tão espontânea em que dizia o quão especial ela era e quais artifícios tinha e que ela usaria todos e q não havia naquele lugar alguém mais especial que ela PORQUE ELA ERA ESPECIAL, INCOMPARAVEL, só ele não notava ( Brass in pocket ¿ Pretenders), ele embargou a voz e cantou timidamente, ofereceu a ela More than this ¿ Roxy Music, neste momento estavam não se descobrindo MAS SE REDESCOBRINDO, fazendo o resgate de almas que fazem os anjos da guarda.
Destruindo máquinas de vídeo game, inebriados de tanto néon de várias cores, entre bares de striper podem sorrir incontidamente, falar besteiras e serem naquele momento apenas eles mesmos, assim entregam-se à exaustão e ao ombro um do outro - My Bloody Valentine.
Ela ganhou a cidade e ganhou o mundo ganhou a si. Ela se reconheceu, VOLTOU A SER E MENINA QUE PARAVA FESTAS QUANDO CHEGAVA, voltou a ter brilho no olhar, sede de vida. Não soube em qual momento ao certo deixou de ser a menina que ele desejou um dia e que ELE mesmo enterrou, mas agora não importava mais. Porque não dizia que não era feliz ao lado dela? Porque então deixou que ela se acabasse de amor? Por quê? Enquanto a vida passava....
A vida passava e ela não encontrava em si nada que fosse dela, até então. Sozinha resolve pegar um trem para Kyoto, ao som de AIR ¿ Alone in Kyoto ¿ irrepreensível perfeita, encontra um Japão diferente do lugar onde mora: descobre templos e casas de chá, descobre o interior e a alma do país e a sua própria. Sabe agora por onde quer ir .
Sabe agora que é, quem era, onde estava e sabia onde encontrá-la.
Bob, o ator, rejuvenesceu, resolveu não voltar para casa e ficar mais uns dias, foram mais que amigos foram ambos anjos da guarda, cuidaram um do outro, respeitaram um ao outro, seus relacionamentos e principalmente a si mesmos.
Foram dias de descobertas ... redescobertas.... possibilidades
Discutindo o filme com um amigo ele disse que não rolou sexo porque era amor de verdade, eu disse que não: que era amizade de um modo que só se descobre na primeira infância. Então eles estavam na primeira infância novamente. Mais que amor ou amizade ou sexo, é essencialmente um filme sobre resgates e redescobertas, possibilidades...
Despediram-se num adeus triste, com um abraço mudo daqueles que dizem muitas coisas apenas com os olhos, neste momento, assim como Charlotte, sou arrebatada por JUST LIKE HONEY, inegavelmente sabido por todos da minha banda favorita. Eu telefonei pra ele e xinguei demais, pois ele jurou que eu iria chorar e ainda bem que não apostamos porque francamente depois de ver tudo aquilo ainda ouvir Jesus and Mary Chain, neste contexto é matador. Já era madrugada mais liguei mesmo assim: filho da puta me conhece estou aos prantos com esta música.
A solidão das grandes Metrópoles retratada em um filme tão delicado, em que o tédio, a insônia e alegria e todos os demais sentimentos ultrapassam a tela e tocam o telespectador e aí Tókio não parece tão distante, muitos de nós estamos sozinhos rodeados por conhecidos, estamos sozinhos mesmo casados. Estamos sozinhos até resolvermos ficar do nosso lado. As escolhas dos caminhos, tudo isto pra mim é inquietante. Ainda mais com a trilha sonora que acompanha os protagonistas.
Se fizeram certo ou não ficando separados, o mais importante estava feito: a redescoberta!
O resto é conseqüência: só saberemos se era amor, amizade, possibilidades, encontros e desencontros se Sofia Copolla permitir, isto no número II, rs. E se eu quiser contar o resto de uma história digamos....um pouco semelhante.



Charlotte - The City Girl

Goodbye merece menção honrosa pelas guitarras docemente discotorcidas, meu deus! Brian Eno - obrigada por existir e influenciar tanta gente, aliás, esta é toda a minha referencia - Jesus & MAry Chain, My Bloody Valentine, Kevin Shields, nunca tinha visto tanta música boa reunida em um só filme depois de A festa nunca termina - 24hrs party people.
As músicas japonesas tb são maravilhosas, amo.

By Soul + 9:37 PM + Falaí:



Sexta-feira, Novembro 17, 2006

.

Vem meu menino vadio, vem sem mentir pra você,
Vem mas vem sem fantasia, que da noite pro dia você não vai crescer
Chico Buarque - Sem fantasia


Sem Máscaras

Ela descia a escada cuidadosamente para que não machucasse o pé novamente, e pela quantidade de álcool ingerida deveria ter tal cautela.
Ele estava sentado em um banco.
Ela o olhou, não sabendo ao certo se olhava ou estava sendo olhada. Geralmente funciona do seguinte modo: homens atuam e mulheres aparecem. Homens olham as mulheres e as mulheres vêem-se sendo olhadas.
Não se sabe ao certo o que determinou o encontro dos olhares, ele diz que ela quem começou e ela disse: pq. ele está me olhando.
Depois ela disse: você me parece um estrangeiro, não combina com nada aqui e ele disse você está com cara de louca. Ela retrucou: não sou louca estou bêbada e tão estrangeira quanto você.
A partir do diálogo dessas pessoas já estava criada a imagem ficcional de ambos. Isso poderia determinar todo o resto da conversa, cada um poderia sair para um lado, ou poderiam tentar descobrir-se. Poderiam obter de si imagens imutáveis e irretratáveis. Poderiam camuflar-se com máscaras, como a maioria das pessoas faz. Como às vezes costumo fazer: montar personagens através de roupas ou modo de se comportar, sendo que não é isso que vai determinar a personalidade de alguém. Adicionamos máscaras a nós mesmos para sermos aceitos enquanto os outros agregam esteriótipos à nós por questões culturais e preconceitos, ou talvez seja até inconsciente pois as pessoas não conseguem dissociarem símbolos de supostos significados.
Temos o costume de fazer de uma pose ou imagem um elemento definidor da personalidade de alguém, então não nos permitirmos conhecer e sermos conhecidos ficamos envoltos em simulacros ao invés de nos mostrarmos fora da casca como uma belíssima borboleta rara.
Máscaras e estereótipos são diferentes de posturas. Assumimos vários papéis durante o dia, até por questão de sobrevivência, mas não deveríamos deixar que isto afetasse nossa essência a ponto de não sabermos o que é real ou não.
Marcaram a noite com outro estereótipo desferido a ele. Enquanto dançavam, ele se aproximou por três vezes e ela recusou.
Exaustos, saindo da pista ele perguntou por que não? E ela disparou: você não tem cara de quem tem uma boa pegada. Eles riram, ele perplexo. Como todos os seus amigos não estavam mais lá só faltava a ela um modo de voltar pra casa.
Ele ofereceu um táxi, ela pensou e aceitou, cansada não poderia fazer nada mais que isso.
Chegando à casa dele, mais uma surpresa, impossível não achar que o cara era um puta mauricinho chato. Mais um esteriótipo: não é a condição sócio econômica da pessoa que define quem ela é. Conversaram, permitiram-se sair do invólucro borboletas e ela descobriu que ele era só espírito.
Acordou ao lado de um menino lindo com um sorriso capaz de fazer talvez até milagres. E fez. A fez feliz durante toda a noite
Com um carinho e intimidade de quem se conhece a muito tempo.
Ela percebeu que engenheiros não são apenas números, planilhas cálculos e construções: são pessoas antes disso com uma gama infinita de qualidades diferentes das posturas que eles assumem em horários comerciais. Ele por sua vez, não fez nenhum comentário pejorativo à profissão dela, q costuma ser muito criticada. Mais estereótipos por água abaixo.
Ela lembrou-se então de um grande amigo que diz: nenhuma máscara permanece para sempre, um dia ela cairá, o império de Roma caiu.
Pensando nisso, nessa hora ela percebeu que estavam sendo apenas eles, mais nada.
No caminho, quando a levava para casa, ficou impressionado com os acidentes geográficos a sua volta: Chegando a casa dela resolveram voltar ao lugar, fazer uma trilha e curtir o domingo. O assunto não se esgotava e descobertas continuavam sendo feitas. Impressionante. Um lugar perfeito tão perto dela e nunca dera atenção, pensou então em seus sonhos talvez embaixo do nariz ansiosos por serem descobertos. depois de muito tempo caminhando, entraram em um lugar fechado que parecia um bosque e saindo de lá havia pedras claras próximo a um acidente geográfico que parecia um abismo. Vista divina. Ela sentiu-se mais próxima de Deus, ele sentiu-se mais próximo de energias boas ou quase um nirvana Ele brincava e dizia que lá é que residiam os duendes. Era alguma coisa como um jardim secreto.
Neste momento, sentados nas pedras claras, percebendo-se sinceros e amigos, sem mais máscaras, estereótipos ou caricaturas, sabiam-se apenas serem eles mesmos. Entre o céu e o abismo e borboletas azuis. Querendo consagrar a criação do criador, sem invólucros, sem cerimônias, mas sem pressa, resolveram fazer jus a partícula que são do universo misturando as suas essências à paisagem, sentindo-se no topo do mundo, voaram tal como as borboletas azuis.

By Soul + 9:23 PM + Falaí:



Sábado, Outubro 21, 2006

Sobre amores e perdas - Você me apagaria?


poderia morrer agora - cena do lago
I could die right now, Clem. I'm just... happy. I've never felt that before. I'm just exactly where I want to be.

Poucos assuntos neste universo ficam sem uma especulação que tome um rumo, uma única assertiva, alguma teoria da mais furada à mais convincente.
Em raríssimas ocasiões não haverá um jeitinho, um modo de fazer dar certo, que possa ser usado in loco em diferentes situações para pessoas também diferentes.
Hoje gostaria muito de falar nos meus, até semana passada pelo menos seria, 2 anos de namoro.
Este é um dos poucos assuntos que a humanidade desconhece a receita: uma fórmula do amor.
Sempre, desde pequena, ouço várias coisas: não brincar com fogo, não chegar perto de ponta de faca, não falar com estranhos, não misturar fermentada com destilada, usar preservativo, porém, de tudo isso uma das coisas de maior valia não souberam me falar : não se apaixone! isto dói! eu não sei como fazer não dá pra simplesmente deixar ir alguém que amo e fazer parar de doer.
Muitos vão dizer: tocar a vida, bola pra frente, a fila anda e coisas do tipo.
Mas como?
È um pedaço de mim que tenho que extirpar pra não doer, é um querer morrer todo dia desde a hora de acordar até dormir e eu só quero uma explicação: como se faz pra parar de doer.
Sempre falei aqui que um dia falaria de Um Brilho Eterno de uma Mente Sem lembranças, infelizmente é hoje.
Os mais corajosos dirão que sou covarde, e que as maiores delícias da vida vêm acompanhada das maiores dores e perdas: temos que pagar pra ver e tal, mas aceitaria qualquer coisa que me fizesse acordar sem lembrar, pra sentir sair das veias o amor juntamente com as lembranças. Lembro que após assistir ao filme ele me perguntou: Voce me apagaria? Eu disse que sim. Já sem conseguir mensurar a dor que seria conviver com a dor de não tê-lo. E por ja ter passado por situações semelhantes.
Só quero não sofrer. È pedir demais? Acho que é sim, quando se está vivo é o risco que se corre.
Houve uma época em que aceitaria qualquer risco por um grande amor, hoje não sei. Talvez fizesse como Clementine e me submeteria a uma experiência de jogar fora as lembranças, qualquer coisa que me fizesse parar de chorar, esqueceria todas as músicas, todas as chuvas e sois que vi nestes últimos 2 anos, se fosse necessário.
Jurei que nunca mais passaria por isso, não só por questão de honra, mas por achar que esta era a pessoa certa, que nunca partiria ou que eu nunca fizesse que se fosse, mas errei de novo.
Cheguei a ouvir de uma amiga: pelo menos vc tem um grande amor pra se lembrar, e eu que tudo foi platônico até hoje? Achei até interessante a colocação, mas não é assim. Talvez eu prefira seguir só, talvez a vida seja como O Pequeno Dicionário amoroso - amores preparando melhores amores para os próximos amores, talvez seja O brilho Eterno ¿ apagar lembranças pra poder seguir em frente, quem sabe Closer ¿ a felicidade dorme com vc, mas sempre faremos algo só pra foder tudo.
O que acontece é que nos filmes as coisas sempre terminam bem, as pessoas superam dores Seja Sob o Sol de Toscana, ou seja como Natalie Portman andando lindamente em Nova York no final de Closer - como se nada tivesse acontecido tão levemente qto no começo do filme.
As pessoas nos filmes fazem malas mudam de cidades conhecem novos ares e são felizes para sempre. Quero saber o que ocorre neste meio de " felizes para sempre", ou apenas eu que não sei perder, sou infantil e egoísta e não sei deixar ir? Quero aprender este reconstruir depois do luto, destruir tudo e começar de novo, mas ninguém sabe me explicar e eu não sei lidar com isto.
Eu não sei mais se acredito em feliz para sempre ou se é lei o que o poetinha diz: ¿A arte da vida é o encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". ... Afinal...é impossível ser feliz sozinho! Isto me lembra outro filme em que me encontro ¿ Lost in translation ¿ em que Everybory wants to be found.... enfim.
Só sei que amar dói, não sei se quero de novo, não quero a aflição gostosa de esperar o telefone tocar, ou a sensação confortante de saber que em algum lugar alguém me espera, tenho medo de ouvir promessas de amor com segundas intenções, pq eu sei que eu tinha o cara mais honesto do mundo.... ele era a parte boa do filme: poderia morrer agora, pq me fazia feliz. O que não posso é viver, ou morrer, sem ele como no melhor de todos Romeu e Julieta... Esperava viver ao lado dele por toda a vida. Mas toda vida e feliz pra sempre é muito tempo.
To me sentindo o caronista no meio da estrada com frio, sem rumo grana nem perspectiva, querendo ficar sem ter quem me receba em sua casa. Queria ficar, mas a vida sempre obrigando a partir, agente sempre tomando decisões, eu só não quero cair de novo.
Como diria Clementine: Sou apenas uma garota fodida querendo um pouco de paz pra minha vida. Ocorre que ninguém avisou a ela nem a mim que paz talvez seja antônimo de amor.
Agora ainda sangra e não sei se farei curativos, se espero que ELE os faça ou deixarei a ferida a aberta ou se o tempo ou um novo amor vai cuidar disso.
Por enquanto ainda me encontro sem chão, dolorida por meu amor desencontrado, esperando que ele me encontre um dia ...talvez em Montauk.

em Montauk - tentando fugir da perda das lembranças.
_ por favor, deixe-me ficar só com esta lembrança.

By Soul + 9:34 PM + Falaí:



Domingo, Outubro 15, 2006

Porque há tempo de ficar...
...e há tempo de partir



Encerrando ciclos

Este texto chegou ao meu conhecimento em um momento muito oportuno, através de um amigo querido. Tão querido que foi a pessoa que mais odiei neste final de semana e mesmo assim, divergencias filosóficas a parte, posto este presente aqui pois parece que foi feito neste exato momento pra mim:


SEMPRE é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.


Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças, significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante!
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...

Elembra-te:
¿Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.¿


Fernando Pessoa

By Soul + 9:21 PM + Falaí:



Quarta-feira, Outubro 04, 2006



...É mágoa
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela
Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido
Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus

By Soul + 11:46 PM + Falaí:



Segunda-feira, Outubro 02, 2006

To my Partner

Têm lugares que fazem parte da minha vida.
Não há como negá-los, pois traçam o mapa da minha história, da história de cada um.
Quando a Me me convidou para passar o final de semana na casa dela, não pensava em reencontrar tantas coisas, mesmo as coisas que não estavam mais lá, permaneciam vivas dentro da gente.
Onde era a casa dela, juntamente com umas outras casas e comércio fizeram um hipermercado.
Entrando na mega loja, ficava imaginando em qual departamento havia ficado nossa infância. Tentava me orientar pela apresentação física do local.
(o barrancão, os coquinhos, o jardim, o girassol, buquê de jasmim, os cachorros, ano novo, o natal, aniversário, coleção moranguinho, o gira-gira, a balança, o doce-de-leite no pão, o jardim de inverno, a flauta doce, o leite morno na hora de dormir).

Olhava para o outro lado da rua, nem a rua da minha avô existia mais.
(o jardim secreto, os almoços de domingo, a família reunida, o poço, a jabuticabeira, a guerra de mamonas, o filtro de barro, a caneca de alumínio, o cheiro inigualável do feijão, o primeiro tombo sério, meu vestido de flor preferido, o charme que ele fazia qdo caia nos ombros, o primeiro tamanco, a rubéola, o permanganato, o ciúmes da vó, o pastel de feira, dormir todo mundo junto contando histórias).

Quando a vi nos abraçamos, fazia mais de anos que não nos víamos, não tínhamos planos pra noite e por a conversa em dia já seria tarefa difícil.
Ninguém mudou nada, se mudamos, qdo estamos juntas a química é a mesma: humor ácido, sarcasmo, ironia e muita tiração de sarro e posso garantir que a combinação é perfeita.
A amiga dela que dividia o apê era vizinha de muito tempo atrás, a Gláucia.
Não me lembrava dela, lembrava-me da Adriana, sua irmã, que sempre pulava o muro pra brincar conosco e que aliás casou-se. por estes dias.
A princípio fiquei meio quieta, depois fui me soltando, estava me sentindo meio visita.
Pedimos pizza, tomamos vinho, rimos muito.
Falamos de tudo, do tempo que não muda nada, do tempo que muda quase tudo, dos amores que foram, das coisas que provavelmente virão, das mágoas, das coisas boas, de tempo que perdemos sem nos ver.
Sabe? Tínhamos lugares mágicos jardins secretos, tínhamos tudo: àrvores de jambo, jabuticabeiras e direito a visita de duentes (é sério, rs), tínhamos sapos e morcegos e muita, muita, muita felicidade. Posso dizer fui criança: mais que isso as quatro fomos crianças juntas!
Como bem diz o Rappa: Família é quem você escolhe pra viver, Família é quem você escolhe pra você. Não precisa ter conta sanguínea. É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia...... Família, um sonho ter uma família... Família, um sonho de todo dia...
Felizmente temos além do sangue que corre nas veias, sentimento, afinadade, empatia, amor. Quiça não temos o poder de escolher com quem conviveremos como família, mas se tivessemos teríamos feito deste jeitinho.
Hoje ela mudou para próximo à minha irma, nossa familia aumentou, ela tem namorido, minha irma casou tem dois filhos. A irma dela casou 1 filha também, e continuamos vivendo felizes com algumas perdas, mas assim como meus sobrinhos, e a sobrinha dela, pra mim ela ainda é minha criança, ainda deita no meu colo pra ter carinho e vice-versa. E eu? Continuo não perdendo as crianças de vista.

By Soul + 2:18 PM + Falaí:



Terça-feira, Setembro 19, 2006

Nada demais crianças, apenas relembrando minhas doces cantigas da infância, he he



A morte vem vestida de cetim por uma estrada cinzenta onde não sabemos o que nos espera

O sentido da vida é a certeza da morte. Quem nos move na verdade é a morte não a vida.

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
gd Raul

By Soul + 1:33 PM + Falaí:



Domingo, Setembro 10, 2006

Desatando meus nós




Amo esta música é mais ou menos, além de muitas muitas muitas outras coisas como se enxerga a vida em seu começo... e depois ela passa não te realiza e deixa restos e o que ela te deixa ainda sim vc tem que achar é muito.... e ainda tem sorte por isso, essa música era a tradução dos meus sonhos e de tudo que eu achava certo, pelas ideologias que eu poderia morrer por elas e hoje é somente passado sem sentido. A música é ainda mais bela vista pela visão de um advogado, abracei minha carreira por idealismo, por paixão.... hoje não sei de mais nada..
Agora, vendo a vida por um prisma diferente, sem muitas ilusões ou faz de conta. Agora preciso me encontrar e desatar meus nós, sim... todos estes que eu criei e esta música vem de encontro com minha proposta de vida, se bem que talvez eu faça parte do tipo de pessoa que passa a vida em peregrinação, buscando o que jé vem pronto, porque já está aqui dentro..

Andrea Doria by URBANA LEGIAO

Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.

Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir

Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.

Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.

Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que segui
E com a minha própria lei.

Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também.

By Soul + 5:06 PM + Falaí:



Quarta-feira, Julho 19, 2006

Senti que era amor

Senti que era amor quando ainda não tinha certeza que estava aqui.
Quando meus sentimentos adormecidos
Habitavam em algum lugar, um aluguel no meu espaço mais barato e escondido
sem cobertura e um abraço daqueles que só se dá àquele que se espera a vida toda.

Senti que era amor, quando me ofereceu a cidade que amo aos meus pés
e toda aquela bela vista iluminada sumiu desamparada diante de nossa descoberta.

E vi descendo em seu abraço, me amparando do medo da altura deixou que pousasse meus pés descalços em seu sapato
Calou minha boca num beijo, quase um soluço que disse
Te esperei

Senti que era amor quando veio e não sabia mais se era assalto ou doação,
Se confidencias como amigos ainda seriam convenientes
Sendo que a maior delas nenhum dos dois ousava fazer
Simplesmente porque o amor cala e faz desnecessárias as palavras

Senti que era amor quando ainda poderia fugir, mas sem que me pedisse inventei mil motivos pra ficar,
permanecer, olhar bem de perto.

E o perto era bem mais perto que poderia pensar,
porque já era dentro, do lado esquerdo do peito, era perto no corpo inteiro.
fez minhas alegrias mudarem de endereço
permutei para ele o meu canto mais seleto
E meu habitat de barraco transformou-se em palácio por orquídeas coberto



Senti que era amor quando os raios das minhas tempestades não me atingiam mais
Quando enfim, voava mais alto pois ele me dera a mão para dar o grande salto
senti que era isso e tudo mais quando me salvou de mim

Esta é minha amada cidade que fica pequena perto do universo que ELE faz dentro de mim
obs, rs: só deixei espaço no texto pra ficar mais fácil de ler

By Soul + 12:22 PM + Falaí:



Quinta-feira, Julho 13, 2006

O necessário

Ontem de manhã em uma conversa com minha mãe na cozinha, depois de assuntos domésticos corriqueiros do tipo quem lava a roupa, quem estende e a fins, ela começou a falar de uma amiga de trabalho.
Disse que a moça de 42 anos que aparentava 28 e trabalhava como uma máquina, não estava muito bem.
Trata-se de uma mulher super responsável, louca pelo que faz, que quando incumbida de uma tarefa cumpre até o fim, literalmente até o fim.
Semana passada, um homem entrou na copa do Hospital em que elas trabalham tanto para ganhar o pão, como pra se sentirem realizadas pessoal e profissionalmente e de quebra pra fazer um dos homens mais ricos desta famigerada nação ficar cada dia mais rico e garantir o caviar sagrado dele de cada dia.
Acontece, que além de entrar em uma area restrita aos funcionários, o homem levou consigo uma caixa de pesegos.
A funcionária dedicada não pensou um minuto sequer, correu atrás do meliante, como se a caixa de pessegos fosse a coisa mais valiosa que pertencia.
Não conseguiu alcança-lo pois ele se esvaiu em meio o corre corre do hospital.
Vencida, sentiu um temor tomando conta dos sentidos, numa sensação terrível de dever não cumprido, num medo de ser penalizada com demissão por conta da loucura de outra pessoa.
Neste momento foi acometida por uma forte dor de cabeça.... que piorou e terminou em uma parada cerebral.
Está na CTI, sem chances de volta.
Ao término do relato minha mae chorou, todo o hospital está em luto, chorei também.
A vida prega peças e de repente eu pensei que o que mata agente aos poucos é essa preocupação por coisas não tão importantes.
O que dói é o apego a coisas que amanhã não farão a menor diferença, o medo da perda de pessoas que na verdade nunca tivemos.
A teimosia de não entender que nada e ninguém é eterno.
A vida prega peças e por vezes não sabemos a hora de descer do trem, e mudar o rumo.
Tive medo de que minha vida valesse uma caixa de pessegos.
Pensei no real valor das coisas.
Pensei se algo realmente valesse alguma coisa.
Medo de que o que me leva todo dia mais um pouco desse mundo sejam as preocupações superficiais, das quais apesar de serem temporarias, infelizmente, faço crescer com raízes fortes.
Pensei então a partir de tal relato, me preocupar apenas o necessário.
Agora só preciso saber o que é realmente necessário.

By Soul + 3:07 PM + Falaí:



Sábado, Abril 22, 2006

A Balada do Cárcere de Reading



Foi Escrito quando Oscar Wilde estava preso. Preso por motivo torpe, mas mesmo assim, esteve ao lado de condenados ao corredor da morte.
Assim sendo, ficava imaginando quais crimes teriam cometido, quais sensações sentiriam estes homens assassínos ao caminhar pelo corredor sem volta.
E o que mais gosto é a conclusão que ele chega: todo homem em algum momento da vida, de um modo ou de outro vai foder com o que ama. rs isso é divino, é a mais pura característica do ser humano. è como se a humanidade fosse dotada de um tipo de " toque de Midas" - é só por a mão pra ferrar o que estava certo.

A Balada do Cárcere de Reading


"... O casaco escarlate não usou, pois tinha
De sangue e vinho o jeito;
E sangue e vinho em suas mãos havia quando
Prisioneiro foi feito,
Deitado junto à mulher morta que ele amava
E matara em seu leito.

Ao caminhar em meio aos julgadores, roupa
Cinza e gasta vestia;
Tinha um boné de críquete, e seu passo lépido
E alegre parecia;
Mas nunca em minha vida alguém olhar
Tão angustiado o dia.

Eu nunca vi na vida que tivesse
Tanta angústia no olhar,
Ao contemplar a tenda azul que os prisioneiros
De céu usam chamar,
E as nuvens à deriva, que iam com as velas
Cor de prata pelo ar.

Num pavilhão ao lado, andei com outras almas
Também a padecer,
Imaginando se seu erro fora grave
Ou um erro qualquer,
Quando alguém sussurou baixinho atrás de mim:
"O homem tem que pender".

Cristo! As próprias paredes da prisão eu vi
Girando ao meu redor,
E o céu sobre a cabeça transformou-se em elmo
De um aço abrasador;
E, embora eu fosse alma a sofrer, já nem sequer
Sentia a minha dor.

Sabia qual o pensamento perseguido
Que lhe estugava o andar,
E porque demonstrava, ao ver radiante o dia,
Tanta angústia no olhar;
O homem matara a coisa amada, e ora devia
Com a morte pagar.

APESAR DISSO ESCUTEM BEM: TODOS OS HOMENS
MATAM A COISA AMADA;
COM O GALANTEIO ALGUNS O FAZEM, ENQUANTO OUTROS
COM A FACE AMARGURADA;
OS COVARDES O FAZEM COM UM BEIJO,
OS BRAVOS, COM A ESPADA!

Um assassina o seu amor na juventude,
Outro, quando ancião;
Com as mãos da Luxúria este estrangula, aquele
Empresta do Ouro a mão;
Os mais gentis usam a faca, porque frios
Os mortos logo estão.

Este ama pouco tempo, aquele ama demais;
Há comprar, e há vender;
Uns fazem o ato em pranto, enquanto que um suspiro
Outros não dão sequer.
Todo homem mata a coisa amada!- Nem por isso
Todo homem vai morrer..."

By Soul + 12:43 PM + Falaí:



Sexta-feira, Março 31, 2006



Desejo a amigos queridos

Desejo hoje a você, pequenos motivos de felicidades, todos embrulhados em celofane brilhante e que você possa desembrulhar cada um com o ar de criança em noite de festa.
Desejo que os ventos tragam períodos de paz, mas que se forem de turbulência, espero que seja forte para domá-los e tomar o controle das coisas.
Não posso querer que nunca corte um dedo ou que não machuque o coração e tampouco que se previna contra isso: mas que quando acontecer um dos dois, tenha meios de remediar.
Tomara que tenha alguns bons amigos pra te agüentar em uma noite de bebedeira e te trazer a salvo pra casa e se por acaso um dia eles faltarem, que você possa ser a sua melhor companhia.
Gostaria que tivesse sempre inspiração para eternizar momentos em suas fotografias e que acima de tudo a sensibilidade pra extrair a beleza dos dias aparentemente cinzas.
Que este teu sorriso continue fazendo sorrir tantos outros.
E que nos dias tristes, tenha o coração aberto e a coragem para conversar com sua tristeza e saber o que ela quer de você.
Se sentir medo em becos escuros, não quero que se esqueça que sua alma ilumina tudo por onde passa.
Espero que sempre tenha um ultimo cigarro no maço que possa dar a alguém.
Que nos tempos de doença, tenha um bom livro de cabeceira pra ajudar a te convalescer.
Espero que tenha um trocado pros teus mimos.
Que sempre seja abençoado com o benefício da dúvida, pois suas incertezas valorizam as tuas decisões. Desejo também que as mesmas sejam tomadas de acordo com o seu coração e não pelo senso comum, pois a sua insensatez é mais acertada que o juízo dos leigos, pois eles não sabem o que passa aí dentro: sua dor é só sua, seu amor é só seu.
Espero também, que de todas as suas conquistas a mais importante seja o respeito por si mesmo, que reconheça tudo o que é e o que pode vir a ser, não despreze seus anseios e não descarte nenhuma possibilidade.
E num estágio mais egoísta, espero que eu possa continuar sua amiga e te dar um pouco do meu carinho, mesmo de longe, não importando o modo que ele possa ser expresso, nem que seja apenas... pra deixá-lo suspenso no ar.

Só um pouco de carinho neste dia triste e quase frio, ao som da voz acalentadora do Paul:Next Exit - Interpol, perfeita por tudo, examatamente feita para este cenário:

Não vamos para a cidadezinha
Vamos para a cidade grande
Vamos espalhar essa merda por ai
E fazer deste lugar um coração,
Para ser parte dele
Para ser parte dele, outra vez.

Sem Fim
Sem nenhum fim
Mas nós chegamos baby

Faça isto comigo em preparação para hoje de noite
Nós temos tanto para deixar
Não é o que faz isto ser certo
Você está se energizando
Aceso para esta luta
Então faça isto comigo
Ao invés de tentar do jeito difícil esta noite
- Interpol

By Soul + 2:11 PM + Falaí:



Quinta-feira, Março 23, 2006

O presente perfeito

Era o mínimo o que poderia dar, mas naquela altura qualquer coisa vinda dele seria o presente mais perfeito, assim como chinelos em dia de sol, sinais de transito no meio da feira livre.
Era só presença e mais nada: sem palavras, sem espaços pra sentimentos femininos confusos cheios de cólica, cheios de cólera, cheios de amor.
O olhar parado no nada, mesmo sem desvendar paisagens, trazia o ar esplendido de quem foi abençoado com uma visão sagrada.
Se felicidade fizesse sondagem pra chegar, seria nos passos dele.
Possuía uma beleza muda que não se comunicava com o mundo dela.
E era tudo tão divino que ela por sua vez não precisava se comunicar e emudeceu também, roubou um pouco dele pra si.
Antes fora alertada que o coração que ele possuía era cigano, e poderia estar em vários lugares ao mesmo tempo e ao mesmo tempo estar em lugar algum.
Ela não se importou em pisar em solo estrangeiro já estava lá e muito pronta o queria mais que tudo, mesmo que depois, virassem apenas lembrança.
Sem prestar atenção a advertência e como se não pudesse lutar contra as brincadeiras da vida, ela recebeu o presente prefeito.
Perdeu-se nos traços do seu rosto, adentrou o corpo para fazerem parte do mesmo destino contrariando os sinais mostrados pelas linhas de suas mãos.

By Soul + 10:42 AM + Falaí:



Segunda-feira, Março 06, 2006



Eu? Agora? Neste exato momento?

Já passou aniversário, carnaval, a bandinha com tudo o mais que tem direito e até com o que não tinha ...
Neste extato momento feliz, por poder planejar mais as coisas a médio prazo, nada que me traga segurança, definitivamente isso não existe e se existisse: talvez não seria pra mim, viver é correr riscos, permanentemente em estado de URGENCIA.
Podendo agora visualizar algo que me faça caminhar não em linhas retas... mas pelo menos com possibilidades de placas no acostamento ha ha
Como todo ser humano que se preze
Ainda sem aprender a viver apenas o presente
Anceio pelos céus de Abril

April Skies
hey honey what you trying to say
as i stand here
don't you walk away
and the world comes tumbling down
hand in hand in a violent life
making love on the edge of a knife
and the world comes tumbling down
and it's hard
for me to say
and it's hard
for me to stay
i'm going down
to be by myself
i'm going back
for the good of my health
and there's one thing
i couldnt do
sacrifice myself to you
sacrifice
baby baby i just can't see
just what you mean to me
i take my aim and i fake my words
i'm just your long time curse
and if you walk away
i can't take it
but that's the way that you are
and that's the things that you say
but now you've gone too far
with all the things you say
get back to where you come from
i can't help it
under the april skies
under the april sun
sun grows cold
sky gets black
and you broke me up
and now you won't come back
shaking hand, life is dead
and a broken heart
and a screaming head
under the april sky

minha alma arrepia ao som de Jesus &Mary Chain... inevitável.. essa foto linda coloquei aqui para "imortalizar" o blog do querido Lu (pelo menos pra mim (ah lu, me manda aquela foto básica)".

By Soul + 10:48 AM + Falaí:



Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

NEM SEMPRE QUEM MATA A COBRA TEM QUE MOSTRAR O PAU

A afirmação feita por um homem, muito amigo meu, em que consistia dizer que: as mulheres são bem menos comidas do que gostariam e que os homens comem muito menos do que falam que fazem, segundo relatos de amigas e amigos deste meu amigo, rs me fez refletir o quanto somos enrustidos e deixamos desejos escondidos por baixo da pele ¿ e não falo em sexo somente, falo em desejos no sentido mais amplo da palavra.
Falo de coisas simples que gostaríamos de realizar e deixamos pra lá, porque perdemos tempo articulando situações que não existem, querendo parecer quem não somos ao invés de realizar, tornar concreto.
Por que será que é difícil pra uma mulher dizer pro homem que divide a cama, a comida o próprio corpo, a casa e a alma que talvez gostaria desde um pouco mais de carinho até um pouco mais de sexo, e que não precisasse ter receio de dizer que gostaria mais especificamente falando: que gostaria de ser tratada pelo menos uma vez, como aquela puta que ele pega de vez em quando (ah, porque ela sabe que ele pega e se não pega, gostaria) e que lhe agarra-se os cabelos e deixasse ela sentir o prazer que é alguém pondo as mãos, com vontade, aliás, com muita vontade por toda a extensão do corpo, alguém que se demorasse com as narinas em sua pele e inspirasse aquele perfume singular que só a ela (e nessa hora por toda a mistura quem sabe a ele também) pertence.
Por que será que é difícil pra um homem levar e deixar levar e porque será que ele prefere falar no bar pros amigos tudo o que deveria TER SIDO FEITO entre quatro paredes (é porque segundo o meu amigo a maioria fala que faz-não faz). E aí, parece que o que deveria ser íntimo vira público e que a mulher que deveria ser comida na cama o é na mesa do bar, entre amigos, com riqueza de detalhes e o pior de tudo....detalhes que jamais aconteceram.
As vezes penso é que é falta de comunicação, com o outro, com agente mesmo. Medo talvez até de ter desejos, se sentir culpado por algo que habita bem no intimo ou se sentir frustrado por não alcançar algo que se almeja. Então, ninguém fala: nem pro outro sem pra si. E os desejos ficam lá dentro silenciados, ao inves de serem vividos, são vividos fantasias, coisas que não fazem parte do nosso plano real.
Fico encucada com essas coisas e esse comportamento enrustido vivendo na necessidade quase vício de ostentar uma coisa que não é, que não rolou, que não aconteceu. Penso na falta de coragem pra fazer o que se tem vontade, mesmo que seja uma bobagem.
È incrível a falta de vontade ou habilidade de ser quem quer ser ao invés de ser quem se deve ser. A falta de atitude para viver o momento que está aqui e agora. A ausência de audácia pra contar e empregar apenas os artifícios que se tem em mãos sem se utilizar de fantasias para viver. Pra que viver fantasiando dizendo que comeu a gostosa se vai morrer com a mão?
Falando no sentido amplo do desejo, como havia dito anteriormente, parece que as pessoas hoje em dia não curtem a viagem, mas adoram exibir as fotos, não sentem o calor do sol na pele, mas a marca do biquíni é a coisa mais importante daquele verão lindo numa praia paradisíaca do litoral norte de São Paulo. Bacana, não é ter aquela mulher companheira, legal é tê-la como vitrine pra nego babar em cima. O importante não é o corte do cabelo, a caída do tecido, o sabor da comida, e sim o valor que se paga por isso... e quanto mais caro melhor (mesmo que o artigo não corresponda ao valor pago). Falar sem sentir parece que fica melhor, quanto mais fantasiar sem viver o que se pretendia é melhor, uma falta de comprometimento consigo mesmo. Parece que o legal não é ter aquela metade de meia dúzia de amigos seletos pra sentar, conversar e ter um papo honesto e sim ficar uma fila por uma hora e pagar 70,00 conto só pra entrar numa balada que sai na coluna da Revista e ficar no meio de um monte de gente nada a ver, que nem dança, nem curte.... só quer saber se há alguém olhando pra pose que se faz.... blasé demais pra mim.
Não que não seja babana as vezes querer estar em outro lugar, ou querer ser alguma pessoa: a personagem do filme (quantas vezes não quis ser Jim Carrey - em Brilho Eterno ... se bem que pareço muito mais Clementine: impulsiva e faladeira, alias, ela merece um topico inteiro, rs ) ou a menina da música Stella - Interpol), saber contar histórias como Forrest... enfim, desde que seja lúdico, temporário e sirva de inspirações pra coisa que me deixem pra cima sem me deixar esquecer do que sou e não regra, não um escapismo.
E também não que contar situações amorosas, sexuais e afins com amigos (nós mulheres fazemos muito e é o máximo) seja ruim, não é isso: tudo de forma saudável e razoável, trocando experiências. Até porque é ótimo poder falar de tudo, jogo aberto, limpo, mas sem fazer fabulas homéricas ou tendo que depreciar alguém pra se sentir bem.
Como já disse anteriormente em outro post: chique é ser sem fazer força. Quem é é e acabou. Quem tem coragem, competência, faz, não fala. Simplesmente sente e não ostenta. Mata a cobra e necessariamente não precisa mostrar o pau.
Acho que agente precisa se bancar: bancar o que é, bancar o que não é, bancar o que pretende ser, sem fazer pose: porque o retrato amarela e a vida passa. O tempo que se perde contando vantagens sem realiza-las é o tempo se pode-se usar pra aprimorar o que está ai pra ser mudado.
Tudo é Glamour demais, confete e purpurina pra ornamento para obra de arte falsificada.
No final da conversa com meu amigo, esse que falo tudo messsssssssmo, relatei uma situação que aconteceu há um tempo atrás, sobre um idiota que trabalhava comigo e caiu na besteira de falar que tinha me comido ¿ frise-se ¿sem ter ocorrido absolutamente nada¿ . Como todo bom boato que se preze, o lance se espalhou rapidamente por todo recinto e eu com aquela cara de idiota como o marido traído: o último a saber.
Se tivesse algo realmente, mesmo assim, não seria necessário relatar, creio eu. Acho que não precisa se auto afirmar. Você o que é, faz o que faz e pronto.
Uma amiga, que sabe o quanto respeito o meu trabalho e sou (ou tento, rs) ser discreta em meus assuntos me avisou do ocorrido. Puta da vida e sem pensar duas vezes (na verdade acho que nem uma sequer) levantei-me e fui até a mesa do fulano. Todo mundo parou. Pedi a ele que tirasse o pau pra fora. O cara ficou roxo, falou que eu estava ficando louca e tal. Disse a ele que se ele queria, não o deixaria passar vontade e que seria ali mesmo, já que ele contou pra todo mundo que era, fazia e acontecia, eu achei que não se importaria em primeiro: tornar realidade o que não acontecera e segundo: tornar público o ato já que o ego dele ansiava por auto-afirmação. Resumo da opera: me pediu desculpas e não agüentou o constrangimento por ser zoado na frente dos colegas do trabalho, depois de semanas jamais ouviu-se falar do fulano naquelas bandas.
Conclusão: Quer ter atitude? Então tenha, mas se banque sentindo que o que fez foi por você mesmo, não por ninguém, pois nem sempre quem mata a cobra precisa mostrar o pau.

By Soul + 8:09 PM + Falaí:



Domingo, Janeiro 08, 2006

O FIM DO MUNDO COMEÇA AGORA

Desde o seu início, o projeto FimdoMundo tinha dois objetivos: ser um espaço para falar sobre cultura pop e apoiar a produção cultural independente, seja ela musical, visual ou literária. Por muito tempo, isto se restringiu a web, enquanto seus idealizadores participavam de vários projetos no "mundo real", como a Festa Fanzine e o selo Volume One. Agora, depois de 03 anos de existência, o FimdoMundo monta seu QG na Rua Cardeal Arcoverde, 1781 com a intenção de não ser apenas mais uma casa noturna, mas sim um espaço que promova e difunda os artistas desconhecidos de hoje que estão construíndo o mundo que conheceremos amanhã. Aqui, o fim é o início!

O FimdoMundo, além de promover festas com djs de diferentes tendências do rock alternativo, estará de portas abertas para eventos como exposições e lançamentos de cds ,livros e fanzines. Tudo isso integrado ao web site FimdoMundo e seus projetos, como o FimdoMundo Independente.

E até o FimdoMundo!

FimdoMundo Rock Bar

Rua Cardeal Arcoverde, 1781 Vila Madalena

São Paulo - SP
Fone : 11-3813-7018

www.fimdomundo.net/bar

faça parte do nosso mailing list para saber as novidades do projeto FimdoMundo! -
contato@fimdomundo.net


E lá vamos nós...

Só pra não perder o costume, discotecarei sábado, dia 14/01 no Fim do mundo, Cardel Aarco Verde, 1781
e vai ser especial pq não é todo dia que se divide pick up com o Pauleta, é nóes!

By Soul + 9:11 PM + Falaí:



Sábado, Janeiro 07, 2006

ANO NOVO E TUDO A MESMA BOSTA

Bem, nada de espetacular aconteceu.
Tirando é claaaaaaaaaaaaaaro o melhor presente da minha vida que foi meu bebe: o Mic - um yorkeshire liiiiiiiiiiindo e doce... como a mae, rs.
O ano virou, champanhas foram estouradas, muita comida e coisa e tal, mas nada, nada de extraordinário me visitou.
As festas foram ótimas, regadas a muita chuva que ajudaram lavar a alma, mas infelizmente não ascendeu nehuma lampada que resolvesse as intemperies da minha vidinha mediocre.
E o bacana disso que eu sei, que não é a badalada do relógio, o banho das sete ondas, minhas oferendas a Iemanja ou o abraço dos amigos que farão minhas resoluções de ano novo darem certo.
O que vai dar certo, é o que está aqui dentro, esperando eclodir.
São coisas que fazem parte de um processo lento, demorado e esperançoso (acima de tudo) de um dia dar tudo certo, de um dia ser alguem legal e talvez querido por pessoas que nem saberm que existo, que apenas navegam por aí... universo a fora.
Mas assim: apesar de qualque coisa, hoje, digo HOJE, sinto paz e uma fé incrivel em mim, nas pessoas e que as coisas darão certo.
Quando lembro nas pessoas que amo, nas que fazem o meu dia inacreditavelmente melhor, nas pessoas que são o motivo para que eu me levante da cama e me ponha LINDA, assumindo meu lugar perante o mundo com tudo o que tenho direito e me sinto mais viva.
Sinto-me parte de algo maior que eu e que nem sei ao certo o que é.
Ponho-me conscrita; soldado de primeira fileira pronto pra lutar. pra ganhar.. pra ser feliz.
Aceitando SEMPRE aliados, dos mais variados modos, pois todo apoio é bem vindo.


uma musiquinha pra terminar, para que lembrem-se de mim qdo ouvirem tocar, porque esta é a musica da minha vida (ah tah vai... entre outras 3809801280928028)

Temptation
New Order

A heaven, a gateway, a hope
Just like the feeling inside, it's no joke
And though it hurts me to treat you this way
Betrayed by words, I'd never heard, too hard to say

Up, down, turn around
Please don't let me hit the ground
Tonight I think I'll walk alone
I'll find my soul as I go home (2x)

Each way I turn, I know I'll always try
To break this circle that's been placed around me
From time to time, I find I've lost some need
That was urgent to myself, I do believe

Up, down, turn around
Please don't let me hit the ground
Tonight I think I'll walk alone
I'll find my soul as I go home (2x)

Oh, you've got green eyes
Oh, you've got blue eyes
Oh, you've got grey eyes (2x)

And I've never seen anyone quite like you before
No, I've never met anyone quite like you before

Thoughts from above hit the people down below
People in this world, we have no place to go (4x)

Oh, it's the last time (5x)

Oh, I've never met anyone quite like you before
Oh no, I've never met anyone quite like you before.

By Soul + 5:34 PM + Falaí:



Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Nada de novo no fronte
Sem muita inspiração pra escrever, com alguns textos começados há meses.... outros há anos, mas nada que me dê vontade pra reler ou terminar.
Porque talvez comigo funcione assim: tudo de uma vez, ou vai ou não vai....
Ainda mais quando se fala em escrever.
Quando o sentimento é forte e/ou a ideia é boa precisa fluir, seguir o rumo sem parar para pausas
Só não estou a fim.
Confesso, porém, que quando há estas panes é inevitável não usá-las como termometro.... " se não tenho o que escrever, é como se não estivesse vivendo nada" .
Aquela cara de caronista sem bagagem no meio da estrada.
E fico assim...o lance não é escrever ou não, problema é nem sentir vontade... às vezes tenho, mas não escrevo, ok...mas o problema é nem sentir.
Não encontrar um motivo fudido para que eu possa relatar.
Uma emoção boba mesmo que pequena, assim como saborear uma comida diferente, sentar na porta da cozinha pra chupar laranja ou fechar um contrato com um cliente, ou sei lá... qualquer coisa do tipo.
A verdade que sinto hoje é só uma: os dias passam e eu os deixo ir, sem fazer nada para pegá-los... sem deixar uma faísca de vida pra contar história.

ops, em tempo e a música é.... I'm still remembering - The Cranberries, só pq a voz da Dolores é melancólica mesmo e a melodia é linda, assim acompanha o temporal desta tarde... li te ral men te.

By Soul + 1:52 PM + Falaí:



Sexta-feira, Novembro 25, 2005

What's the plan? What's the plan?

Is it a dream? Is it a lie?
I think I'll let you decide.
Just light a candle for the kids,
Jesus Christ don't keep it hid!

By Soul + 12:08 PM + Falaí:



Quinta-feira, Novembro 10, 2005

This fire...



Uma pequena homenagem pra uma músic que eu adoro e não sai da cabeça


This Fire - Franz
Eyes
Boring a way through me
Paralyse
Controlling completely
Now
There is a fire in me
A fire that burns


This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control
I'm gonna burn this city
Burn this city

This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
This fire is out of control
I'm going to burn it


Then I
I'm out of control and I burn

Eyes
Burning a way to me
Overwhelm
Destroying so sweetly
Now
There is a fire in me
A fire that burns


This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city

If this fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city
If this fire is out of control


Then I
I'm out of control and I burn
Oh how i burn for you
Burn, oh how I burn for you
burn
how I burn
How I burn


By Soul + 12:11 PM + Falaí:



Terça-feira, Novembro 08, 2005

Entrevista concedida por Feranda Young - roteirista de Os normais à Vya Estelar sobre o seu livro Aritimética.



* não concordo com tudo, mas enfim...parece simples e gostoso de ler, eu compraria com certeza, aliás, compraria não: comprarei! Ainda mais porque me amarrei de cara logo na primeira resposta: amar é não temer o outro, seja lá no que for, contar com o outro. A mágoa é possível, mas não deixar que a mágoa se transforme em amargura e rancor. E em outra parte tb:As pessoas querem o tal do feedback e essa é uma carência que não se preenche. Feedback é ilusão. Ilusão de preencher algo que não pode ser preenchido Sim parece simples: simples espatacular!

O que é o amor para você?


Fernanda Young - Não temer o outro, seja lá no que for, contar com o outro. A mágoa é possível, mas não deixar que a mágoa se transforme em amargura e rancor. Ainda sou assustada com as pessoas com as quais me relacionei: homens merda, borrões, aquela cultura machista. É claro que existem as exceções e as exceções são bárbaras. Eu convivo com uma há dez anos (o marido Alexandre Machado). Os homens heterossexuais precisam desenvolver mais o lado feminino pelo desejo.

Como assim?

Fernanda Young - As pessoas querem o tal do feedback e essa é uma carência que não se preenche. Feedback é ilusão. Ilusão de preencher algo que não pode ser preenchido. Não quero me assustar com os triângulos. A shakti (aspecto feminino de Deus) precisa ser trabalhada, inclusive pelos homens, e isto não tem nada ver com viadagem. O universo é feito de shakti.


Quando o assunto é amor, qual seria o denominador comum entre as pessoas?

Fernanda Young - Infelizmente é a luta do ego. Sempre tem um em cima e outro embaixo. É muito comum ver os meus amigos falarem eu estou bem e ele (a) não e vice-versa.


Você conta que: Não se encontra necessariamente a traição nas traições como seria isso?



Fernanda Young - Meus personagens atuaram a partir da traição e reagiram de forma adulta à traição. A traição é vista com objetividade. Não deve ser observada com tanta ira, com tanto ódio. As relações duradouras têm a possibilidade de trabalhar sob esse paradigma. É muito bom perder as ilusões.

O que são os novos paradigmas?


Fernanda Young - O oposto do que se vê por aí. Os ritmos estão muito hedonistas, falta paciência. As pessoas terminam os relacionamentos porque querem grandes excitações. Sou a favor da unidade familiar, principalmente se a crianças estiverem envolvidas, mas desde que seja suportável. Crianças filhos de pais separados se tornam emocionalmente deficientes.Deve-se olhar para o casamento e encontrar o perdão, abrir mão... Traição é uma merda. E não pela traição. O ser humano não quer dividir o seu amor. O amor requer paciência e um tempo filosófico para você se questionar. Não é o caminho do maior peito, do botox ou então ficar trocando de paixão pelo resto da vida. Se você quer que ele dure (o amor) tem que perdoar sempre, a não ser em caso de abuso e agressividade.

O que você acha que pensa as pessoas que traem?

Fernanda Young - Precisam de um feedback novo, querem um olhar novo. É neste sentido que a traição não se torna, de fato, uma traição.


A matemática do sexo, os problemas desta matéria, tem solução?


Fernanda Young - Não. O amor não é uma ciência exata e nem o sexo. Trata-se de um olhar de exceção, que é o olhar de um artista. O amor é egocêntrico.
Sexo é maravilhoso, mas é rápido demais. Sexo também é ridículo em função da gula instintiva e sobre sua discussão no matrimônio. Sexo aborrece a todo mundo, fora as pessoas que estão fazendo naquele momento. Fica o desejo de mais, de um instinto humano real necessário e ridículo, assim como casar.


Quando você fala no ímpar dos pares. Seria o individualismo nas relações ou teria algo mais?

Fernanda Young - Me refiro ao individualismo e aos triângulos, onde sempre fica alguém de fora. O livro é cruel porque os personagens são cruéis, verossímeis e psiquicamente bem construídos. O que fizeram moralmente foi perfeito. O mundo não gira em torno do prazer, de saciar a fome. Não é só isso. O mais legal é estar com a pessoa e sobreviver ao que vier. O verdadeiro amor não quer ferir. Quero continuar amando sem sonhos utópicos.


Desconstrução do amor para que o casal construa uma futura história? Como seria isso?


Fernanda Young - Os personagens trabalham sobre esses *aspectos sagrados indianos, de pensar no olhar do ser construído e reconstruído, tudo neste labirinto. A ótica dessas deidades hindus, destruição, reconstrução e manutenção.
*A divina trindade hindu é formado por Shiva (responsável pela destruição do mal ou ilusões que afligem a mente), por Vishnu (responsável pela manutenção do Universo) e por Brahma (responsável pela sua criação).


Por que seu livro se chama Aritmética?


Fernanda Young - É um nome que se refere à América e ao personagem do livro também. Embora os encontros no livro sejam *em progressão geométrica, teria aí no nome Aritmética um contraponto de deboche, mais um deboche dele a respeito dela. Refere-se ao labirintos de um jogo no decorrer da minha literatura, refere-se à precisão das palavras, aos personagens que a meu ver foram psiquicamente e milimetricamente bem construídos, à precisão do ritmo da trama. Enfim, possui vários sentidos.
*Os protagonistas do livro América e João Dias, depois do primeiro dia juntos, estabeleceram a regra de um jogo que viverão por toda a vida: o segundo encontro aconteceria um mês depois; o terceiro dali a dois e assim sucessivamente.


Por que o triângulo invertido na capa do livro?

Fernanda Young - É o pubis.

By Soul + 12:56 AM + Falaí:



Segunda-feira, Outubro 31, 2005

NESTE SÁBADO DISCOTECO NO KILLER CAT juntamente com o lendário DJ Giva do Madame Satã, que estará comemorando conosco o seu aniversário.




By Soul + 2:02 PM + Falaí:



Sexta-feira, Outubro 14, 2005

- Estou sendo razoável, não concorda? - ele sacudiu a cabeça.
- Eu não quero razoável, nem racional, nem correto. - ela o encarava gravemente.
- Não entendo. O que você quer afinal? - ele entendia cada vez menos.
- Quero impulsivo. - ela disse esperando uma reação que não veio, continuou: eu nasci para ser adorada, meu ego grita isso. Não quero pensar por você. Quero que me faça crer que pode fazer tudo por mim.
- Como? - ele a olhava alarmado.
- Quero isso. - ela atalhou.
- Estou confuso. - ele se limitou a sussurrar.
- Reaja uma vez na vida. - ela o instigava desnudando partes do corpo, um certo desepero e irritação perceptíveis na voz.
- Tenha modos, Clara. - ele deu a conversa por terminada. E naquela noite, enquanto repousava os cabelos negros cortados rente no travesseiro branco, mal poderia sonhar que não muito longe dali, sua Clara experimentava o êxtase absoluto enquanto um homem simples e de pouca educação, mas com sangue nas veias, puxava-lhe cabelos de modo impulsivo, irracional e instintivo. Vivo.

Nasceu de novo.
(By Leela - Cera quente)

I WANNA BE ADORED
Stone Roses
I don¿t have to sell my soul
He¿s already in me
I don¿t need to sell my soul
He¿s already in me

I wanna be adored
I wanna be adored

I don¿t have to sell my soul
He¿s already in me

I don¿t need to sell my soul
He¿s already in me

I wanna be adored
I wanna be adored

Adored

I wanna be adored
You adore me
You adore me
You adore me
I wanna
I wanna
I wanna be adored

Wanna
I wanna
I wanna be adored

I wanna
I wanna
I wanna be adored

I wanna
I wanna
I gotta be adored

I wanna be adored

By Soul + 11:01 PM + Falaí:



Terça-feira, Outubro 11, 2005

C.H.A.O.S - A festa
O título, C.H.A.O.S.

Nós (21, Soul e Devil) decidimos matar a cena, e fazer uma festa com rock de verdade, e não rock esquilinho. Pensamos por semanas em um nome apropriado para as festas de quinta que faríamos no Killer Cat. Até os chefinhos, Nebula e Rafa opinaram, mas nada de chegarmos a um acordo.

Aconteceram 4 festas com o título provisório de "The Devil Project", mas ninguém estava satisfeito com ele (principalmente eu).

Dias antes da balada, 21 Qwes anunciava o evento como "O Caos na Terra", no sagrado forinho*.

E a situação era devidamente caótica. Festas sem divulgação, porém fantásticas, com a presença de amigos e alguns poucos que apareciam por lá sem nem saber o que diabos era aquilo. Final da noite, 99 por cento dos cidadãos bêbados, cantando e dançando, com a promessa de mais bagunça na próxima quinta, e 1 por cento morrendo com um cadáver de lhama no abdômen, vítima de hepatite, pedindo por um especial Skinny Puppy / Ministry / QOTSA / Misfits.

Bom, resumindo, que afinal isto acontece há apenas 1 mês (sou verborrágica, às vezes), somos três criaturas inteligentes, apesar de humanas, porém lerdas. Se a situação era caótica, se o lema era caos na terra, se não queríamos nada que demorasse muito para escrever, por que diacho não chamamos a festa de CHAOS?

Bingo. Virou CHAOS. Na verdade, C.H.A.O.S., pois, segundo Soul, pontinhos são chiques. E transformam a palavra em sigla, o que renderá alguns ¿slogans¿.

Yeah, bonito, não?
Temos um nome.

Mas faltava um logo / imagem que representasse o barato. By D.
Eis que do universo de Sandman surge....

By Soul + 5:53 PM + Falaí:



Jemmy

No quarto arco de histórias de Sandman (HQ do selo Vertigo, da DC, criada por Neil Gaiman, se não me engano, #26), intitulada Estação das Brumas, Lucifer desiste de cuidar do Inferno, e entrega a chave de seu reino a Morpheus (Sandman, Sonho, Oneiros, Lorde Moldador, Senhor dos Pesadelos, o cara alto, magro, belo, de cabelos negros espetados e olhos de estrelas gêmeas).

Várias entidades se reúnem no Sonhar, para barganhar com Morpheus pelo objeto. Deidades de todas as crenças oferecem presentes a ele em troca da chave. Odin, Bast, demônios desabrigados, anjos, representantes do mundo das fadas... as configurações da Ordem e do Chaos ... todos os tipos de deuses e deusas.

O Chaos, nas páginas da revista, é representado por uma garotinha loira. A Princesa do Chaos Jemmy, que tenta convencer Morpheus a lhe entregar a chave por meio de ameaças de sofrimento.

Existe um símbolo para o ¿Chaos¿, 8 pontas de flechas, partindo de um mesmo centro, formando um tipo de estrela. O Sepultura usou essa simbologia no álbum ¿Chaos A.D.¿. Estava fácil arrumar uma imagem que representasse a festinha, porém, somos metidos a complicados e, leitores de quadrinhos, sendo Sandman unanimidade em nossos Top 5: HQ's.

Roubamos Jemmy.
Mas fizemos nossa versão!

*Jemmy não consegue a chave, mas presenteia Morpheus com seu balão.

Jemmy gosta de Joy Division, Interpol, Pavement, Jesus and Mary Chain, David Bowie, Stone Roses, Misfits, Screaming Trees e Queens of The Stone Age.

E de Tool, Mars Volta e Skinny Puppy também.

Jemmy

By D.

By Soul + 5:51 PM + Falaí:





Nas quintas-feiras do Killer Cat Lounge & Pub*:
C.H.A.O.S.
80's, 90's, 00's, Post-Punk, Alt. & Evil Rock
===========================
Na quinta 13/10, o dj convidado Roma (Johny Apgar Zero), inicia o C.H.A.O.S. no Killer Cat, com um set de rock nacional e hits de Seattle.
Em seguida, 21 Qwes manda Guitar Bands de responsa na vitrolinha e um especial Echo & The Bunnymen. Nessa a gente já apaga as luzes da pista e caminha para os anos 80... eis aí a vez de Soul dominar a parada e mandar um especial The Cure na orelha dos presentes. Devil encerra a noite com Post-Punk e um especial Joy Division que é para perder o controle.
Controle? Que controle?!
C.H.A.O.S.
=============================
Rock ¿n¿ Roll mandado no tapa por 21 Qwes, Soul, & Devil.
Nada de rock esquilinho. É rock soco no fígado.
Nós lhe traremos o C.H.A.O.S.
=============================
Início: 22h

Homens: R$7,00 de entrada;
Garotas: R$3,00 de entrada, com flyer: VIP
Com nome na lista (chaos.th@gmail.com): VIP até 00h:30
Drunk Cat :R$ 15,00 anotados na comanda a entrada é FREE!

=============================
*Rua da Consolação, 2627 Jardins - São Paulo

By Soul + 5:44 PM + Falaí:



Segunda-feira, Outubro 10, 2005

Escolha viver.
Escolha um emprego.
Escolha uma carreira. Escolha uma família.
Escolha uma puta de uma televisão. Escolha uma máquina de lavar, carros, discmans e abridores de latas elétricos.
Escolha saúde, baixo colesterol e plano dentário.
Escolha uma hipoteca a juros fixos.
Escolha sua primeira casa.
Escolha seus amigos, escolha roupas de esporte e malas combinando.
Escolha um terno numa variedade de tecidos em uma merda de fábrica.
Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã, escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV, enfiando comida dentro da sua boca.
Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo.
Escolha seu futuro.
Escolha viver.
Porque eu iria querer isto?"
--Trainspotting--

By Soul + 6:13 PM + Falaí:



Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Bom, pra quem não me conhece: apresento-me!



Pega um pirulito?

By Soul + 2:26 PM + Falaí:



Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Ontem de manhã em uma conversa com minha mãe na cozinha, depois de assuntos domésticos corriqueiros do tipo quem lava a roupa, quem estende e a fins, elacomeçou a falar de uma amiga de trabalho.
Disse que a moça de 42 e dois anos que aparentava vinte 28, que trabalhava mais que uma máquina e dava sua vida por isso, não estava muito bem.
Tratasse de uma mulher super responsável, louca pelo que faz, que quando incumbida de uma tarefa cumpre até o fim, literalmente até o fim.
Semana passada, um homem entrou na copa do Hospital em que elas trabalham tanto para ganhar o pão como pra fazer um dos homens mais ricos desta famigerada nação ficar cada dia mais rico e garantir o caviar sagrado dele de cada dia.
Acontece, que além de entrar em uma area restrita aos funcionários, levou consigo uma caixa de pesegos.
A funcionária dedicada não pensou um minuto sequer, correu atrás do meliante, como se a caixa de pessegos fosse a coisa mais valiosa que ela pertencia.
Não conseguiu alcança-lo ele se esvaiu em meio o corre corre do hopital.
Ela sentiu um temor tomando conta de seus sentidos, num medo de ser penalizada com demissão por conta da loucura de outra pessoa.
Neste momente foi acoetida por uma forte dor de cabeça.... que piorou terminou em um aparada cerebral. Está na CTI, sem chances d evolta.
Ao ouvir o relato, e minha mae falando que todo o hospital está em luto, qu todo mundo chora pelos cantos, chorei tb.
A vida prega peças, e de repente eu pensei que o que mata agente aos poucos é esa preocupação por coisas não tão importantes.
Tive medo de que minha vida valesse uma caixa de pessegos.
Medo de que o que me levasse desse mundo fossem preocupações superficiais, das quais apesar de serem temporarias, infelizmente, faço crescer com raízes fortes.
Pensei então a partir de tal relato, me preocupar apenas o necessário.
Agora só preciso saber o que é realmente necessário.

By Soul + 6:47 PM + Falaí:



Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Para alguém que me faz feliz quaaase sempre, rs

Gostaria de dizer a você, tudo o que significa pra mim estar contigo, mas infelizmente, o vocabulário é limitado quando se deseja precisar algo de um tamanho infindável como este. Mas mesmo assim escrevo por achar que é um modo de perpetuar sentimentos e lembranças, por saber que palavras são importantes e mais que isso: pessoas são importantes e precisam saber o quanto o são e porque, através delas, há um ano atrás ouvi algumas singelas, mas pronunciadas em uma cadencia perfeita com uma sinceridade quase palpável que me fizeram acreditar que amar poderia dar certo e me fizeram te ver de outro modo.
Quero dizer que não são só palavras, porque cuidamos disso no nosso dia-a-dia, mas elas complementam o que as vezes nos escapam, mimam um sentimento raro que devemos cuidar como espécie em extinção. Escrevo em agradecimento, porque sem você, o que sinto não seria possível.
Talvez seja presunção tentar retratar felicidade em pedaço de papel em branco, porque ele não capta o seu rosto enquanto dorme sua expressão de preocupação quando cuida de mim, ele não guarda o seu abraço, ele não vai mensurar e nem alcançar o que é intangível, não vai saber o que é gostoso como o cheiro de chuva, maravilhoso e doce como fruta pronta para ser colhida.
Quem sabe, a ignorância que o papel possui sobre tais afetos nem seja a dificuldade para a transmissão dos mesmos por via escrita, pode ser a própria inabilidade de quem se atreve a escrever. Mas ainda que não conseguisse traduzir por palavras tudo aquilo que em mim te segue, creio o que o saiba por gestos, cada um pequenino, mas grande em significância.
Só sei que posso lhe dizer com certeza, que sou feliz desde quando um pouco de você resolveu habitar em mim, me deu um desassossego manso, me tirou de mim pra ficar mais com outra pessoa que talvez eu não conheça e nem entenda bem, ainda, mas que mesmo assim faz parte de mim, das minhas crenças nas coisas que podem ser boas.
Tudo o que sinto agora, me faz crer que amor é algo feito pra dar certo e pra trazer felicidade, independente do tempo que durar, que mesmo que duas pessoas sejam diferentes sem saberem ao certo se são complementos ou contrapontos, possam entender e aceitar tudo o que são, para o bem ou para o mal, sem teorias, apenas vivendo, doando a cada dia apenas a própria urgência que cada um consigo, mais nada.
Acreditando que pode ser tranqüilo, tal como uma cantiga infantil pra dormir. Simples e transparente, como quando encosta sua cabeça em meu peito e fecha os olhos e quase pode saber o que está aqui dentro.


By Soul + 9:15 AM + Falaí:



Quarta-feira, Agosto 03, 2005



Venus as a boy

"Venus As A Boy"

his wicked sense of humour
suggests exciting sex
his fingers focus on her
touches, he's venus as a boy

he believes in beauty
he's venus as a boy

he's exploring
the taste of her
arousal
so accurate
he sets off
the beauty in het
he's venus as a boy

he believes in beauty
he's venus as a boy



Eu quase não lembro muita coisa sobre isto. Mesmo assim, poderia escrever mil textos sobre o que vou relatar abaixo. Só me recordo que fui à uma festa após Ter ido à outra apenas para dar oi à pessoas que não via há um tempo. Revi amigos e com eles tomei cerveja (mais), conversei, dei risadas, ouvi música e dancei. Sem esperar nada. Depois das conversinhas bestas daquelas que travamos apenas para honrar as convenções sociais, nos encontramos em outra situação um tanto inesperada.
Ele me toma a mao e me conduz para fora da sala. Ocorre porém, que essa travessia não foi somente da sala para a parte externa da casa. Mal sabia eu que quando lhe dera a mao estava lhe entregando o coração também, e todo o resto. Mal sabia ele que eu já não caminhava estava flutuando. Sequer pensei que aquele não era apenas o caminho da sala para a parte externa da casa, mas era a entrada de um tunel com cores fortes e brilhantes em que eu entrei e até agora não parei de cair, rodar, rodar e continuar caindo até não ver mais luzes e não achar mais graça, mas isso é uma outra história.
Creio o erro foi Termos falado o que falamos, eu acho. Porque pensei que ele fosse algo acima do bem e do mal. Por me fazer rir com sua lógica absurda, por me mostrar tantas pessoas em uma só em tao pouco tempo, ser tão cavalheiro e cretino, doce e àspero, um ser extraordinário em uma pessoa aparentemente comum.
Talvez até pudéssemos falar sobre o que falamos sim, mas antes ele devesse me dizer que era regido por Vênus, pois assim eu teria tempo de fugir, não o olharia nem por mais um minuto por mais que sua força me chamasse. Grande Era, por que justo um filho dela? Ela que é tao caprichosa, flecha tudo o que vê pela frente com seus artificios de paixao que eu desconheço e não tenho defesa. Nem a profundidade e mistério que são herança dos filhos de Netuno, como eu, são capazes de descobrir. E apesar da proteção do pai das aguas, Poseidon não olhou por mim desta vez, deixou-me ir flutuando nas brumas depois descendo às águas para me afogar no seu mar de ondas doces.

By Soul + 12:51 PM + Falaí:



Quarta-feira, Julho 13, 2005

Festa de 6 anos do programa Garagem 15/07 na Lega Itálica

Amigos, amigas e animais!

Parece piada, mas é verdade!!
O programa Garagem completa seu sexto aniversário na Brasil 2000 FM!
E sempre tocando o melhor do rock alternativo para os ouvintes!

O programa mais maldito do rádio brasileiro tem a melhor festa de rock de SP. Para comemorar nosso aniversário, vamos fazer a festa do ano!
A data é dia 15 de julho, uma sexta-feira, no Lega Italica, na Liberdade.

Os DJs residentes Paulão e Barcinski prometem sets especialíssimos para a data e ainda chamaram mais dois DJs para ajudar a destruir a pista: Bezzi (Delicious / Funhouse) e o nosso amigo Gil Barbara, que na Festa do Garagem vai fazer um set especial de rock!

E ainda vai ter o sorteio de CDs do Mars Volta ("Frances The Mute").

Você gosta do Garagem??? Então vá porque essa é imperdível!!!

Local: Lega Italica - Pça Almeida Júnnior, 86 - Liberdade
(Próximo as estações Liberdade e Sé do Metrô)
Preços: Mulher R$10,00 ou R$5,00 com nome na lista
Homens: R$15,00 ou R$10,00 com nome na lista
Para colocar o nome na lista, e-mail para: flaviaabarreto@gmail.com
Censura: 18 anos

By Soul + 9:56 AM + Falaí:



By Soul + 9:55 AM + Falaí:



Terça-feira, Julho 05, 2005

Enquanto o template novo não chega, a Quéridíssima vai mexendo e enxertando alguns textinhos onde termina sempre: Isto aqui é um teste, isto aqui é um teste. No meio dos testes veio esse texto bacana e fica aqui pra compartilhar e pra agradecer a Queridíssima.

A mente manda


Um cientista queria provar essa teoria. Precisa de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado à morte que seria executado na cadeira elétrica. Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor. O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.


O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que está caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía. O condenado acreditava que era seu sangue que está diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.


O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica.

Essa história é um pouco triste, mas é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.

"Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar".


(autor desconhecido)

By Soul + 9:25 AM + Falaí:



Segunda-feira, Maio 23, 2005

Festa do Garagem, 25 de maio na Lega Itálica

Tributo ao Joy Division - 25 anos sem Ian Curtis

Praça Almeida Jr, 86 Próximo ao Metro Liberdade
Meninas: R$ 5,00 ou free com nome na lista
Meninos: R$ 15,00 ou R$ 10,00 com nome na lista
Serão sorteados CDS lindos do Interpol - Antics
Enviar nome para flavia.garagem@gmail.com
Vejo vcs por lá?
Quer saber mais?
clica aqui, óh

By Soul + 9:29 PM + Falaí:



Quinta-feira, Maio 12, 2005


Não gostou? Meu cu pra você - A arte de ser sem fazer força



Sempre tive medo de perder coisas que piscassem em minha frente e logo em seguida desaparecessem sem que antes eu pudesse desfrutar de sua graça e beleza, assim como os vaga-lumes que insistia em caçar quando criança sem nunca conseguir pegar um sequer.
Ela era um tipo de luz-vaga-lume, que apareceu pintada na escada da faculdade, 17 anos, bermuda a cara lambuzada, xingando Deus e o mundo pelo infortúnio causado pelo trote.
Naquele mundo de ninguém, com tanta gente desconhecida eu queria mais que tudo terminasse logo. Lembro-me que ela perguntou como é que eu tinha escapado do trote, respondi-lhe que mandei o tal do veterano folgado tomar no cu. E ela: e ele aceitou? Poderia ser pior... Respondi que o chamei pelo nome, pois o tal era do mesmo colégio que eu, aí ele ficou sem saber... Pensou que eu o conhecia da faculdade, disse com ar triunfante, desvendando-lhe meu golpe de mestre.
No outro dia, esperei o vaga-lume brilhar de novo, para então caçá-lo, na mesma escada, e nada. Pensava comigo: poderia encontrar aquela menina que não pára de falar, ela parece bem legal... e não conheci ninguém, talvez nem conheça e não devem existir muitas pessoas como ela por aqui, que se apresentam e vão falando da vida toda e em 10 minutos pode-se dizer amiga íntima.Quando adentrei a sala de aula lá estava ela, agitada (ela nunca pára), sentada no mesmo canto em que eu sentara no dia anterior. Éramos da mesma sala: que sorte.
Sei que dessa topada do nada até hoje, já passaram anos (bota tempo nisso), e ainda hoje ela é uma amiga como não se conhece há tempos.
O período em que passamos juntas, as transformações da adolescência, para o bem-vindo-ao-mundo-cao-lar-doce-lar, passeios sem rumo até escolha de estágios, mudança de vida, período de recomeçar por um outro ângulo, tudo isso é marcante, mas ela não é importante pra mim apenas por me permitir fazer associações com essa fase.
É uma mulher importante por si só. Por ser sem fazer força.
O jeito debochado, o olhar por cima do ombro, fazendo pouco pro mundo, a risada incontida porque sempre foi feliz com a vida e isso não precisava esconder. Aliás, fazer média com o mundo era o que não fazia, tinha um lema simplista meio que: Não gostou? Meu cu pra você! Direta, simples, objetiva: uma verdadeira Tank Girl. Minha melhor amiga de faculdade não se importava com os agouros e mau-olhados da turma da frente sempre fez o que achava que tinha que fazer. Nunca se preocupou em agradar, fazer bonito ou feio, mal de advogado mala, sempre foi ela por ela mesma.
Lembrei-me delas nestes dias, nas conversas na escada de emergência, era sempre a primeira a saber das manchetes da minha vida, o cigarro dela que eu fumava por tabela.
Só quem a conhece sabe o que falo, é preciso tempo pra entender quem é. Falam que as pessoas sabem da gente apenas o que deixamos escapar, concordo em parte, e levando em consideração a parte que eu concordo dessa afirmativa, o convívio com ela permitiu que, ou por descuido ou por conta do afã das emoções que ela não sabia guardar, ainda bem, ela permitiu saber mais que os demais sabiam ou julgavam saber: conheci a boa filha, a boa neta, a menina que não podia sequer imaginar a vó sozinha sem cuidados, a pessoa que corria pra todo canto pra se desdobrar em mil e de alguma forma ajudar quem estava perto, a pessoa sensata que mesmo com toda irreverência engolia chefes intratáveis pois precisava de trabalho, a motorista responsável que na balada parava de beber as 2 da manhã pois iria dirigir e mantinha-se com água e Coca-Cola o resto da noite...
Tenho mais de um milhão de histórias sobre nossos anos na faculdade, mas lembrei-me desses episódios em que ela perguntava ¿não gostou?¿ pois outro dia disse a mesma coisa pra um fulano que me julgou por uma atitude besta, que na verdade, nem condiz com o que sou, foi apenas uma circunstância que definitivamente não vai determinar minha existência muito menos a dele. Sai andando, com o dever cumprido de não ter que agradar e felicíssima por não ter me esforçado nem um pouco. Falo isso pq tomo cuidado de não julgar uma pessoa por um ato ou outro isolado, pois talvez nem dez encarnações nos permitam conhecer um ao outro, quiçá nós próprios. Seria lindo, cada um assim mesmo, bem simples apenas tratando de cuidar da própria vida. Não seria bem interessante? Confesso que preciso aprender mais sobre isto. Pois bem, essa amiga faz assim, se bem que agora cuida também da vida do João Vitor. E como o pequeno ainda não sabe falar, tenho certeza que ela já cuidou de lhe ensinar como se mostra o dedo.

By Soul + 6:06 PM + Falaí:



Querem me encontrar no domingo? Estarei aqui ó

Bela Cintra, 567 apartir das 20:00 (mentira eu chego antes, há há) INDISCUTIVELMENTE a MELHOR festa aos domingos! Vai discordar?

Bem na verdade quero mesmo é mostrar o poster que a D. Fez, olha a belezura, coisa linda! Hein? Fino!

By Soul + 5:52 PM + Falaí:



Segunda-feira, Março 21, 2005

Cem anos de esquecimento

Não me preocupo com a atuação do tempo sobre o meu corpo: o que é inevitável, é inevitável.
Até porque a natureza tem sido muito gentil comigo, não tem me abatido mais que o permitido e isso já é muito bom,pois, resumindo, mesmo sem trocar o açúcar pelo adoçante continuo gostosa.
O que realmente me preocupa é a atuação do tempo sobre a minha cabeçona.
Me sinto mentalmente cansada, não consigo mais pensar e, até onde sei, ainda não há meios para se fazer botox no cérebro.
Se pelo menos tivesse produzido algo de bom com toda essa massa cinzenta nestes 27 anos de estrada... mas por enquanto nada e ela já apresenta sinais de desgaste.
Preciso passar em um especialista. Não lembro de quase nada, é como se não tivesse memória recente. Chego ao cúmulo de não conseguir conversar... ouço e esqueço em seguida, sou capaz de esquecer o que eu mesma estou dizendo, não encontro as palavras ou argumentos para situações simples... um horror.
Talvez seja por causa da insônia... há meses que não durmo nem três horas por noite....não consigo.
Só citando uns exemplos, tirei o lixo do banheiro e da cozinha, deixaria os saquinhos na lixeira, depois iria ao mercado. Chegando ao mercado fiz as compras e qual não foi minha surpresa ao passar no caixa estava com as duas sacolas de lixo nas mãos (ainda bem que a moça não pediu pra abrir)! Esqueci que as carregava. Depois, minha amiga Cami ligou, conversamos, arroz no fogo. Pedi um minuto para desligá-lo. Fui e não voltei mais. Esqueci-me dela na linha. Outro dia minha mãe me pediu pra recolher o tapete, lembrei depois de quatro dias, sai correndo pra ver se o tapete estava lá fora. Meu Deus roubaram o Tapete! Quando retornei o tapete estava no meu quarto. Detalhe: pra sair e ver se estava no varal precisei passar por cima dele...
Minha mãe acha que esse esquecimento deve ser paixão, esse negócio que faz a cabeça andar nas nuvens, fala que isso não é falta de memória não, é falta de vergonha na cara, rs. Pode até ser uma das causas, já que Vênus tem me agraciado com seus ares nestes tempos.
Mas na minha opinião, acho que foi a peste de Macondo que se abateu sobre mim, pois reconheço os sintomas: primeiramente a insônia, depois o esquecimento, depois o esquecimento dos nomes e o sentido das coisas e das pessoas, e, num estado terminal, esquece-se por completo da consciência da própria existência, caindo em um estado que Márquez designou como idiotice sem passado.
Espero não apresentar os outros sintomas além destes, como os olhos estatelados e fosforescentes da Rebeca, pois gosto muito dos meus pequenos, porém expressivos, castanhos.
No livro, para não serem pegos pela peste, eles colocavam bilhetes nas coisas com seus respectivos nomes: cadeira, fogão. E o Coronel após esquecer os fatos importantes da infancia, impos esta prática no vilarejo inteiro.
Depois, vendo que este artifício não era suficiente, colocavam não só o nome nas coisas, mas também a sua finalidade. Esta é a vaca, tem-se que ordenhá-la todas as manhãs para que se produza o leite e o leite é preciso ferver para misturá-lo com o café e fazer café com leite. Colocaram uma placa na entrada da cidade: Macondo, e na rua central Um cartaz dizendo: Deus existe! E assim foram vivendo...
No meu caso, nem todos os post its existentes em casa foram suficientes para me salvar do esquecimento. Não quero virar uma idiotice-sem-passado, nem que eu tenha que comprar post it no atacado, voltar a estudar a cartilha do ensino fundamental: avião, bola, casa, dado, elefante, faca, gato..., usar Ginko Biloba ou fazer Palavras Cruzadas Série Ouro.

By Soul + 5:09 PM + Falaí:



Sexta-feira, Março 18, 2005

Tem dias

Que agente fica com cara de quem quase fez gol, de quem quase chegou, de quem quase realizou.
Mas quase não interessa, acho que nem pra mim nem pra ninguém, porque o que quase é, não é!
É um meio termo que alguém talvez pense que seja um consolo... quase ...por muito pouco...na trave....
Bola na trave, definitivamente não é gol.
E quase pra mim não me importa! Será que interessa à alguém?
Tem um texto, desses que vagam anos pela net e que vira e mexe caem em nossas caixas postais, que diz mais ou menos isto no final:"Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
O contexto em que escrevo a situação acima não tem muito a ver com texto, mas como o texto é muito legal, e o Luiz F. Verríssimo sempre escreve muito bem, tá aqui na íntegra:

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé move montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas a realizar do que a sonhar, a fazer do que a planear, a viver do que a esperar porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."


Luiz Fernando Veríssimo

By Soul + 1:53 PM + Falaí:



Quarta-feira, Março 16, 2005

Bem, que eu amo A Hilda todo mundo sabe... não poupo palavras para ela. Aliás, é ela quem não poupa palavras para nada.
Por isso, peguei um trechinho do Estar Sendo Ter Sido. Que eu acho maravilhoso.

O que será isso, hen?
Ah, eu só entendo de paixão, e paixão é intraduzível
Indescritível, você quer dizer também.
Paixão é aquele lago que dá medo, lembra? O lago Averno
Sei. A entrada do Inferno. Aquele.
Entrei nele uma vez. Fiquei gigantesco e rubro. Cresci e quem era? Ele ou ela?
Ela. Estupenda, esguia, mãos pequeninas, roía as unhas
Estranho
Por quê?
Não parece passional.
Você é mesmo idiota. Paixão é isso. É não saber o porque e aí?
Aí que eu quase morri. Perdi o caminho do de dentro de mim. Só via girassóis e sombras, ouro e luto. Só via contrastes, tocava-lhe o rosto e chorava de alegria
E ela?
Ela era muda
Ahn...então foi por isso, uma mulher muda, essa sim podemos amar; posso entender
Você é um idiota, Matias
Então, perdão, continua
Mais nada. Fiquei louco seis meses
E eu não soube mais nada dela... e ela?
Casou com um garimpeiro de diamantes que só tinha
Pá, picareta e carrinho, mas achou a pedra
Mas você só sabe disso com referencia a ela?
Agora ela não rói unhas. e fala
O que um diamante pode fazer...
Você não tem vontade de revê-la?
Matias, será que você não me entende? Eu inventei a mulher: só eu que via a mulher
Mas você não disse que ela se casou com o tal garimpeiro?
Foi. Um tal de Zé Preto, pois só aí que eu sarei. Inventando também esse cara.

By Soul + 12:38 PM + Falaí:



Domingo, Março 13, 2005

Me preparando pra semana que chega e divagando um pouquinho...

Porque senama passada foi infernal. Nervos, nervos, nervos a flor da pele e olha que nem era época de TPM.
Nervoso, surto, desmaios, soro e diagnóstico médico: STRESS! Séeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerio?
To tentando me acalmar, com doses homeopáticas de Portishead.
Por mais que eu saiba o que eu passo e tento controlar tudo, o stress, qdo diagnosticado como doença e não só como aquele " estado de espírito" a que nos referimos qdo estamos nervosos demais,é algo traiçoeiro e bem silencioso, vc não percebe, por isso: cuidado crianças!!!
Mas como pessoa abençoada que sou (acho que tomo banho de agua benta as vezes,rs) sempre tem um anjo bom por perto pra me dar paz! Pessoas compreensivas que permitem a minha redenção pelas merdas impensadas que falo na hora da explosão e essas coisas afins, etc e tal.
Fiquei super feliz pelo fato dele não ter levado a sério minhas besteiras momentaneas, porque sinceramente...não sei o que faria sem ele. Por um milhão de motivos que nem posso elencar.
E pensar que alguns meses atrás eu tinha medo de arriscar e minha maior pretensão era apenas poder conservar a amizade de alguém absurdamente especial...se eu soubesse, não teria perdido tanto tempo, rs.
Amanhã começa tudo de novo, vou tentar ficar de boa, fazer o que me deixa bem.
Ainda bem que existe Evangelion, Beth Gibbons e Portishead pra embalar meu sono pra quem sabe eu poder fazer uma semana melhor ... eu sei que vai ser.

Sabem o que eu descobri? Que quando se tem a minha idade, caso ainda não se tenha pensado em fazer algo realmente importante é hora de começar a se mexer, no meu caso seria mais ou menos isto:
1 Ficar com a pessoa que faz minha vida melhor e não aceitar menos que isto
2 Comprar um baixo e aprender a tocar
3 Voltar a desenhar
4 Aprender andar de bicicleta e tirar fotografias (é nunca é tarde pra nada)
É isso aí. E tenho dito.
Ah, e eu já disse que na minha singela opinião PNYC é uma das melhores coisas deste mundo?


By Soul + 10:17 PM + Falaí:



Segunda-feira, Março 07, 2005

Compensações

Compensações seriam boas caso as substituições fossem em termos de igualdade.
Ocorre porém, que quando é necessário substituir algo é porque o que primeiro seria não o será. Dessa forma fica aquele esquema de: não tem tu vai tu mesmo. Tipo a bolsa da Fendy comprada na praça da Liberdade vez que nem sempre dá pra ir à Roma.
Não queria mais ter que compensar nada, pelo menos não as coisas importantes e urgentes ou as que me são caras.
Ter que compensar uma falta de atenção com um corte novo ( e geralmente horrível) de cabelo.
Um pedido calmo que mistura saliva e doçura entre os dentes por apelos.
A certeza de uma resposta, qualquer uma sim ou não, por uma xícara de chá quente para os nervos.
Uma resposta mal dada por uma droga etílica engarrafada.
Receitas engordativas pela ligação não completada simplesmente porque não foi feita, e eu nem sei por onde anda
Dezenas de tridents pela falta do sorriso.
Na verdade até compensaria tudo isso sim, menos o sorriso
Porque o sorriso me faz falta, e não há como compensar
engessaria o sorriso, talvez o colocasse em uma moldura.
Mas a moldura não comporta o sorriso porque ele é imenso, extenso
Também porque ele só é bonito no seu movimento.
Talvez seja isso que tenho medo, desse movimento, todo o movimento.
Porque é ele que não trás e me priva do sorriso
Que leva pra onde eu não sei e não posso ir.
É ele que conserva longe, ele literalmente o movimento
Na realidade nunca esteve perto, sou eu que imagino
Nunca veio, se veio, não se demorou mais que algumas horas
Porque nunca quis ficar de verdade.

Ouvindo Gram... poderia ficar com Você pode ir na janela, ou Toda Luz, que é justamente a música que faz o prefácio do post, mas hoje vou ficar com Quase ilusão.... o cd inteiro é impecável - um adendo, este texto foi escrito em algum dia de julho do ano passado

Quase Ilusão - Gram

Quase pus tudo a perder
Quando acreditei que você me traria
Vida ou talvez calor
Que tê-la junto a mim
Faria o tempo passar logo
Percebi que não

Pra vê-la em minha mão cantei
Minha melhor canção
E o prêmio foi notar
Que fui cego e iludido

Você partiu em meio à multidão
Fiquei parado sentindo a sensação
De alívio que me deu depois

By Soul + 12:24 PM + Falaí:



Terça-feira, Março 01, 2005

...e quantas vezes eu errei
olhando pro passado
me perdi e tropecei
confuso nos próprios passos...



Realmente não sei por onde começar.
Isto aqui está desatualizado há um tempão. Tenho um montão de textos do ano passado, mas tá dificil escolher o que postar porque muita, eu disse muita, coisa mudou de lá pra cá.
Porém os textos são bonitinhos, e creio que eu deva publicá-los mesmo assim. Colocarei com as respectivas datas para que as coisas tão fiquem tão soltas e sem sentido.
Tenho deixado de escrever um pouco porque como costumo dizer, rendo mais qdo estou triste, pq me concentro na dor (teoria soulcentrismo, rs) qdo estou feliz me disperso e apenas me ocupo em viver o que a vida traz de bom.
Mesmo assim tenho várias coisas pra falar, talvez eu fale... talvez não...
***
Essa música aí marcou o final de semana, bem nostalgico aliás.
Poderia até fazer uma análise da letra maravilhosa, mas deixa pra lá...
Fico apenas com o brinde aos 80, aos amigos, muita àgua oxigenada volume 10 para os corações dilacerados, além de é claaaro novas paixões porque só a àgua oxigenada não faz milagres.

Dias Vermelhos Uns e Outros

Hoje o dia não amanheceu
E eu não vi nada
Ou não queria ver?
Nem as tardes de verão
Não eram mais vermelhas
Como eram as de então
E quantas vezes me peguei
Caminhando pros seus braços
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos
Quantos dias ainda virão
Sem nos tornarmos aço?
Esperando que nascesse
Flores no asfalto
Poeira e ácido
E quantas vezes eu errei
Olhando pro passado
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos
Quantos dias ainda virão
Sem nos tornarmos aço?
Esperando que nascesse
Flores no asfalto
Poeira e ácido
E quantas vezes eu errei
Olhando pro passado
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos
E quantas vezes me peguei
Caminhando pros seus braços
Me perdi e tropecei
Confuso nos próprios passos.

By Soul + 6:46 PM + Falaí:



Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

So kiss me and smile for me, Tell me that you'll wait for me,
Hold me like you'll never let me go.
- PJ Harvey & Bijörk - Leaving On A Jet Plane

Choveu muito a tarde inteira, senti uma ponta de inveja do dia e me dei o direito se desaguar também.
Não sei exatamente o porque, mas infelizmente existe essa tristeza morna que me invade de vez em quando.
Vai ver que é porque tomar cerveja sozinha é ruim, ver o dia chover sozinho também é ruim.
Vai ver que é porque chuva lembra colo, cama, cobertor, chocolate-quente, chinelo com meias....
Aí de repente me deu vontade de comer taco com chilli e tomar tequila, esquecer esse medo besta que afugenta em uma hora que eu deveria apenas estar feliz, pq sei que nao quero ir embora, que ninguém quer ir embora....
Me deu vontade de por uma saia leve e dançar pra alguém, com alguém, ouvir música Cubana
Ou talvez, quem sabe. cantar alguma música de amor, uma única seja, que eu soubesse cantar inteira ou pelo menos a parte que expressasse o que sinto agora.... mas nao reagi.
Melancolia! Não gosto de curtir isso, mas hoje eu fiz em melhor estilo: ouvi PJ Harvey com Bjork mil vezes, chorei mais outras mil. Quis pedir que me segurasse e nunca me deixasse partir. Que me dissesse coisas q nunca tivesse dito à alguém. Quis dizer que nunca quero ter que ir embora., mas nao falei, nào havia nada a ser feito senão ver o dia chovendo.

" Leaving On A Jet Plane"

I hate to wake you up to say goodbye.
But the dawn is breaking, it's early morn.
The taxi's waiting, he's blowing his horn,
Already I'm so lonesome I could cry.
[Chorus]
So kiss me and smile for me,
Tell me that you'll wait for me,
Hold me like you'll never let me go.
'Cause I'm leaving on a jet plane
Don't know when I'll be back again -
Oh Babe, I hate to go.

There's so many times I've let you down,
So many times I've played around,
I tell you now, they don't mean a thing.
Every place I go, I'll think of you,
Every song I sing, I'll sing for you,
When I come back, I'll wear your wedding ring.

[Chorus]

Now the time has come to leave you,
One more time let me kiss you,
Then close your eyes, I'll be on my way.
Dream about the days to come.
When I won't have to leave alone,
About the times I won't have to say ...

By Soul + 9:48 PM + Falaí:



Quinta-feira, Novembro 25, 2004


Não há graça em simetria
prefiro ficar assim meio torta
Sem sinonímia, coerência ou semelhança.
Não quero ser alinhavada
Escolho ser apenas obra rústica sem acabamento.
Para estar sempre por acontecer. Quero viver acontecendo
Energia que nunca para
Igual a um rascunho, à espera da arte final
Contorno que nunca se completa.
O guache que nunca seca
O lápis 3 doando o traço ao papel vegetal
E se em algum momento eu conseguir ser somente inspiração,
Neste dia já terei valido a pena

By Soul + 9:08 PM + Falaí:



Terça-feira, Novembro 09, 2004

Seja inteiro, seja de verdade

Nunca me esqueci daquele dia em que eu ainda tomava meu banho com o sabonete Dove que ele usava e a esponja fofinha, no banheiro branco com loções da Joopi que eu tanto gostava. Quando ele apareceu e ficou do outro lado do box me olhando com cara de interrogação que correspondi com o mesmo olhar querendo saber o porque daquele ponto de interrogação no rosto dele.
Meio sem jeito, perguntou se eu já o havia traído ou se eu nutria desejos por outra pessoa.
Aí quem ficou sem jeito foi eu: Deus do céu, mas que pergunta é essa? Indignada disse que não, claro que não. Ele continuou querendo saber o que justificava isso. Pensei um pouco e disse que me sentia completa, não precisava de mais nada que não fosse ele ou não viesse dele, ele sorriu satisfeito e me deixou tomar meu banho. Continuei brincando com a espuma do sabonete pensando nas ultimas conversas que tivemos pois naquela noite tinha feito uma grande descoberta: ele também gostava do Thor e me disse que uma banda que ele curtia muito, Man War, tinha uma música sobre o poderoso Viking. Depois de mais alguns devaneios, de Ter repassado na cabeça a pergunta que me fora apresentada, refleti um pouco mais e o gritei. Qdo ele voltou disse que tinha a resposta completa. Na verdade não o traia, porque até entao era o que eu tinha de melhor, ele havia me mostrado os meus melhores sentimentos e eu estava realmente feliz. O que tínhamos era tao honesto que eu não poderia estragar. Se eu extraviasse um olhar, um único olhar sequer que deveria ser dele e não era, estaria me privando de ver meu próprio amor refletido em seus olhos. Queria poder olhar pra ele sempre do mesmo modo sem Ter nada a esconder como se não fizesse jus ao que ele me dava. Um sentimento sem nenhum arranhao enquanto estivéssemos juntos. Saber que minha história valia a pena. Que eu, justo eu, não poderia estragar uma coisa tao boa, uma coisa que esperei tanto. E disse que na verdade, se o traisse não estaria machucando ele, e sim a mim mesma, tirando de mim a melhor oportunidade de ser feliz até entao e banalizando sentimentos nobres por beijos e outras coisas vazias além de não estar inteiro no meu proprio momento. O que eu mias gostava na gente talvez fosse isso: a cumplicidade o comprometimento, não só de um com o outro, mais cada um para si também. Nunca nos prometemos nada, tanto que nunca disse que o amava e vice-versa, nunca falamos em casamento ( exceto uma vez q ele disse que se tivéssemos q nos casar tinha que ser em tal igreja, n me lembro qual q ele queria que tocasse Man War, e eu concordei, achei o máximo entrar com Man War, rs), sabia bem da dor recente que o acompanhava e nunca disse nada, nunca cobrei ou fiz comparações. Sempre o deixei livre para suas decisões, desde a primeira vez em que disse que precisava ir ao interior para resolver uma história e eu concordei, pois se ele não fosse não saberia se estaria escolhendo o melhor para si . E isso era o legal, agente não precisava inventar fábulas pra fazer uma história legal, não forçava barra alguma, agente vivia um dia após o outro, apenas isso. Pode parecer uma coisa simples essa conversa-de-porta-de-banheiro-pós-foda-alcool-e-cigarros mas não é. O que quero dizer com isso é: SEJA INTEIRO! SEJA DE VERDADE! Porque quando voltar ao teu passado, esse lugar obscuro que nem sempre é bom ser visitado, vai ver que se enganou alguém, não foi o outro, e sim a si mesmo, só perdeu a oportunidade fazer tua própria história melhor. Porque o outro vai embora e fica vc e sua mal contada história. Outro dia ele me disse: engraçado essa coisa de traição não existiu entre agente e eu concordei. Entao vi que nessa visita ao meu passado, vi que mesmo sendo passado era real e sólido e ele continua lá, intacto uma obra de arte na minha galeria exatamente do modo como eu pintei.

By Soul + 5:30 PM + Falaí:



Já não sentia como antigamente há tempos.
Os olhos conferiam um ar de bolor à vista.
Sem graça, sem cor, nem poesia.
Não havia mais comemorações, nem cerimônias.
Pequenos rituais foram abolidos, vez nada lembrava nada, não havendo o que celebrar, tudo perdera o significado.
Sequer sentava-se à mesa para fazer as refeições, não murmurava preces, nem entoava cantos.
Não havia tristeza, desprezo, nada além de vazio.
Não havia emoção alguma por pior que fosse, raiva, dor, mágoa, nada que pudesse denotar uma alma viva.
Talvez houvesse um único sentimento pudesse descrever a situação: indiferença.
Indiferença pelas coisas, acreditava que a vida havia lhe sido indolente.
Não lhe permitira sucessos, alegrias, afetos.
Não concedera uma dança sequer em um salão iluminado, repleto de rostos bonitos e familiares, não lhe dera um par
Então resolveu brigar com a vida e pagar lhe na mesma moeda. Pensou que sendo indiferente conseguiria pregar uma peça.
Enganaria quem havia lhe negado tudo até então.
Se parasse de sentir e de querer, se matasse os sonhos, talvez a vida lhe desse o que precisava, só de birra, pra fazer graça e mostrar quem manda.
Virou as costas para o mundo, e se fechou, fez de sua pele a própria mortalha.
Esqueceu-se de um detalhe, que talvez não devesse esperar que a vida trouxesse o que nem ela sabia ao invés de ir buscar
Então secou como era típico das folhas naquela estação
Como andorinha que no inverno resiste com as outras aves migrar.
Lançou o último olhar através da janela, para certificar-se que nada estava para chegar
além da noite do seu luto
Apagou as luzes, esperou
Aceitou morrer covardemente, pois desistira de tentar.

By Soul + 11:45 AM + Falaí:



Quinta-feira, Outubro 28, 2004

Parece cocaína, mas é só tristeza - Legião

" Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes
teu grito acordaria não só a sua casa mas a vizinhança inteira"


Tem dias que poderiam não existir. São ruins e longos.
Tenho motivos para estar bem, muito bem aliás. Tudo funcionando, coisas que esperei durante muito tempo e que estão se encaixando justamente agora e eu, pelo menos neste momento, não estou muito aí. Eu deveria me comportar como aquele chefe de família que chega depois de um dia cheio de trabalho, cansado e ve tudo em ordem, beija os filhos e mergulha no sofá com sensação de dever cumprido logo correndo para o banho morno e merecido. Ocorre porém que o problema é que não estou me sentindo com sensação de dever cumprido, tem algo faltando. Tenho um buraco no peito, aquele que todo mundo tem, que conservo com curativos e não deixo que me atrapalhe a vida. Mas as vezes parece que ele é alimentado com acido corrosivo. Por conta desse buraco passei o dia todo na cama, não quis sair do quarto fiquei olhando o teto e contando cada fissura. Depois me aventurei com um filme que passou na TV - Simples como Amar - que me emocionou muito, chorei o filme inteiro, muito delicado Assim como Forrest e Truman, Karla, a menina do filme é alguém muito especial a trilha é linda, tem até a música da Sil, aquela do New Order que tem milhoes de uuuuu e ela sempre me corrige o nome,rs. Entao fiquei pensando se temos que ser puros e ingenuos para poder amar. Se a resposta for positiva, será que algo vale depois do primeiro amor? Porque agente sempre carrega coisas, medos e muralhas depois de um tombo e sempre carregam agente da gente. Se for assim queria ser eternamente como a menina do filme. Depois passou outro filme A história de nós dois, que não foi um bom filme pra esse meu estado. Porque quando fico assim, desacredito tudo. Não creio por exemplo que as pessoas possam se amar, e que um marido depois de 15 anos de uniao vai curtir uma fossa porque ela não quer mais continuar e vai encher a cara e depois vai dizer à ela que se colocou na situação dela, mesmo porque já tive experiencias e com a mesma pessoa mais de uma vez, e sei que eles são mestres em se refazerem... Francamente, não acredito que as pessoas possam gostar de algo além do próprio umbigo. Procurei um remédio pra dormir mas não achei, acabou tudo. Esperei minha irmã e as crianças durante todo o dia mas ninguém veio. Fiquei esperando com o almoço e sobremesa e nada, com certeza preferiram fazer algo mais interessante. Comi besteira à noite, é um modo idiota que encontro pra me maltratar quando estou assim. Assisti à novela das oito, chorei com a cena da Claudinha (aliás Leandra Leal tá dando um show e tanto), quando ela e o Leandro (Leonardo Vieira) divagavam sobre as coincidencias que fizeram com que eles se encontrassem, e aí ela disse que eles haviam se ¿achado¿. Ai pensei que há um bom tempo que não ¿achava¿ alguém e esse alguém simultaneamente me ¿achava¿, lembrei que a vez mais recente que aconteceu foi há três anos atrás, num dia de chuva, no meio do expediente, ouvindo Oasis... Aí pensei foda-se. Resolvi que não quero mais ninguém, acho que não consigo acreditar. Depois pensei na Li, a culpa do meu mal humor era ela, só poderia ser cula dela. Pensei que se estivesse aqui estaríamos rindo muito e tudo isso passaria rápido. Tenho sentido muita saudade. Aí liguei pro meu pai, meu ombro firme nestas horas disse que tava ruim ele riu e sempre disse que eu fui chatinha, me chamou de Lisa Simpson, como sempre faz, e disse que não deveria estar espantada por estar mal, já que minha chatice é algo normal, mas que mesmo assim eu poderia sempre contar com ele porque ele com certeza é o único homem que me ama incondicionalmente e que eu não preciso pedir licença para chorar no seu colo, seja em qual hora for.

By Soul + 1:27 PM + Falaí:



Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Frase do dia
I really so sorry, but quem procura acha, why the fuckinghave you loocking for?

Puta que pariu, vai ser burra assim no inferno! Tenho andado meio triste nas ultimas duas semanas. deus sabe la o porque. Escrevi uns textos que ilustram mais ou menos o cenário, depois eu posto.
Mas mesmo depois de ter ganho a caixa MARAVILHOSA do Almodovar e o Piercing lindo que nao vou colocar mais tarde porque graças a Deus estou trabalhando até madrugada e tá rolando grana, e vou comemorar várias coisas com Champanha mais á noite... to me sentindo burra. Expliquei os motivos para minha puta amiga hoje e foi o que ela me disse:I really so sorry, but quem procura acha, why the fuckinghave you loocking for? E parece simples, mas era o que eu precisava ouvir. Bola pra frente.


By Soul + 12:29 PM + Falaí:



Segunda-feira, Outubro 11, 2004

Sentir

Caso fosse necessário elencar motivos para viver resumiria tudo em poder sentir.
Sentir, sentir, sentir mil vezes sentir.
Estar sempre invadida, assaltada por tudo que possa sentir.
Sensações fortes como ondas que brinco e pulo ou como outras que me batem no rosto e afogam e depois me trazem à superfície para continuar brincando, esperando outras ondas fortes, umas para pular outras para afogar, mas sempre sentindo, descendo, subindo.
Sentir por todos os lados e orifícios, por cima por baixo ao centro, deixar sentimentos entrarem e saírem, como osmose, deixando-os misturados e depois: fagocitose.
Comecei a pensar sobre isso quando me foi perguntado o que estaria valendo mais para mim que um diamante.
Pá pá pá. Açoite. Assim mesmo pá pá pá, assim que ela fez e o eco senti aqui, ó , bem aqui desse lado ó!
Nunca pensei em possuir um diamante e me contentaria apenas em ver seu brilho. O que adiantaria Ter um diamante se não pudesse vê-lo brilhar?
Quando fico triste e maldigo a vida, não tenho muito tempo pra pensar nos meus insucessos, pois logo me descem a pálpebras lavando os olhos com lágrimas, não lágrimas de desgosto mas lágrimas de descortinação e renascimento me mostrando tudo o que ainda posso ver e agradeço. Não me lamento pela limitação da vista, pois se morresse hoje já teria visto muita coisa: a própria vida surgindo como quem se levanta de um sono, já vi pássaros maiores que homens alçando vôos no meio da mata, o sol poente encontrando as águas dentro de um barco e coqueiros formando um arco sobre a minha cabeça, criança correndo, vento varrendo o chão, senti e fui vento, vendaval, semente bailando no ar e fecundando o ventre da terra. Vi amores fraternos, vi amor brotando do nada saindo da pedra. Senti e fui amor.
E quando vejo não é só isso, também sinto. Sou o que sinto e vejo. Sinto enquanto vejo, enquanto ouço, sinto e vejo com as pontas dos dedos, sinto e cheiro com o nariz de cão perdigueiro, e é aí que reside minha alegria.
Minha alegria não mora longe, não está no que já veio, nem no que virá, no amor que espero ou no que deixei partir. Mora aqui em mim, em todos os meus sentidos, todos os oito, nove dez, sentidos. Minha alegria não está no tempo, em locuções adverbiais. Quando não existe. O quando é lá e não aqui, e lá para mim não serve porque tudo é bem perto é bem aqui em mim.
Agradeço ao meu criador, agradeço muito, talvez, porque apesar de querer ser só sentimento ainda não sei morrer, não sei doer, não sei deixar ir. Porque quando doo doo demais, latejo, mas mesmo assim agradeço enquanto aprendo morrer. Agradeço muito pelo movimento, qualquer um, até aqueles que nem sinto pois acontecem em meio ao sono, agradeço qdo sequer eu sei que movo. Agradeço pelos ouvidos, pela cera que os protegem enfim por tudo enquanto espero a minha morte.
Porque ela virá. E não sei qual arma letal irá me roubar de mim. Qual parte do meu corpo se ausentará e me fará marionete. Se o que vai me levar será o câncer, o mal de alzeimer, a bala ou o diabetes. por isso me uso, me gasto e utilizo todos os meus recursos. Beijo meus dedos que agora digitam este texto, acaricio todas as articulaçõezinhas. Nesse momento percebo que gosto de tudo em mim, até os defeitos e que minha gratidão é o oleo dessa máquina de perfeição que é meu corpo. Meu corpo engrenagem perfeita enquanto não enferruja e depois que enferrujar também pois ele me instrumentalizou, foi cumplice deu movimento à minha alma, sonho, lama, desejo e dor. Meu glorioso cavalo de batalha, armadura, atadura, àpice da vitória e balsamo da amargura. Gosto de todo o prazer que me proporciona, prazer sob o lençol, prazer da pele no sol, tudo. Meu lindo pé que me transporta. O intestino que transporta o que ponho pra dentro e o seu final que desemboca cuidadosamente tudo o que não serve mais. Gosto até de defecar e me limpar, pois não sei até quando farei isto sozinha, se usarei fraudas e tubos e sacos... gosto do trabalho do meu pancreas que digere todo o meu açucar e fel e me diz que ainda posso Ter doces, ainda posso ser doce, e comer todos os meus acucares. Gosto dos rins que são filtros, gosto de toda a minha engenharia. Em algum momento sei que alguma dessas partes irá pifar por isso sinto e pulso, sorrio, soluço, morro gostando, transpirando, gozando, sentindo tudo sempre tudo de uma vez. E dando importância à isso hoje, talvez poderei ser privada de algum órgão sem desesperar. Viver sem visão, por exemplo, pois como já disse vi coisas que valeram viver. Se não puder mais me levantar da cama, minha pele sensível se regozijará com a maciez do algodão pois sei sentir através dela mesmo sem mexer as pernas, se ainda mexer os olhinhos poderei mostrar o mundo através deles, eles que sempre sorriem. Se não puder caminhar, se precisar de cadeiras com rodas não caminharei mas deslizarei. Se não puder mais ouvir. ainda sim verei as luzes do Municipal e mil instrumentos harmonizados em minha cabeça. Se precisar me alimentar por tubos que assim o seja, mas ainda sentirei os odores dos sabores e me alimentarei também de luz. Se não puder mais falar, poderei escrever e se até as palavras fugirem e minha mão esquerda perder toda a sua destreza e a senilidade afugentar a memória, pedirei então auxílio. Pedirei-lhes como último desejo que sintam por mim, que corram dancem beijem por mim e que depois me apertem a mão, me dêem carinho, me toquem, me beijem a face e se ainda eu puder ouvir me recitem sonetos de amor, mas tem que ser de amor. Enquanto o coração não parar estarei sentindo, na ultima hora é só amor que quero pensar ter vivido.

(pois como disse Denise ¿que seja de amor pois Neruda escreveu 20 de amor e só um de desespero¿´, esse texto vai pra Denise Stoklos pelo abrir de olhos, aos deficientes físicos pelo dia de hoje, pelas limitações que os fazem nobres e para Christopher Reeve - meu eterno Super-Homem, antes e depois)

By Soul + 7:33 PM + Falaí:



Sábado, Setembro 18, 2004

Are you happy with yourself?
Are you talking to yourself?
Are you happy with yourself?


A tranquilidade tem permanecido por aqui incrivelmente, à contragosto das contrariedades e contratempos.
Tem resistido bravamente mesmo com o HD quebrado, a greve do fórum...
Está tudo tão em paz que até coisas aparentemente indesejáveis têm sido legais: dentista, depilação, menstruação, despedidas, unha quebrada, horário eleitoral gratuito, resfriado, até reunião de condomínio...tudo isto dependendo de uma análise contextual, é claaaro.

Outras coisas, que não dependem de contexto algum, têm colaborado para manter o termômetro em alta: as reuniões na casa da Li (quer dar risada vai pra lá), Don Carlo no Municipal (...chorei muito), aniversário do Ricardinho, , Morcheeba, bossa nova com eletrônico, churras na casa do Marcelo, no aniversário do Ri (a vista linda daquele lugar o puto tinha que estar bebado na hora de tirar as fotos???), éramos todos jovens, breguenaite, flanpop, bruschetta no Bixiga, Vodka com cheiro de coleção-moranguinho, visita da Sil e da Ev (meninas de atitude), muito abacate com açucar, bolsa nova, show do Acusticos&Valvulados (ãããmo), almoço na casa da Mari, caminhadas no Villa-Lobos, pastel-de-feira da Su (o melhor do mundo), final da novela das sete, final de semana com a Me e a Glaucia (loucas são as mães e não nós), hospitalidade da Danny, bolo ituano da Barbie (ituano e salvador), show do Tubaína, compras no Brás, filé do Pé pra fora, festa do Garagem (companhiamelhorimpossível), estar sendo tem sido (Hilda Hilst), Correspondencias (Sá Carneiro), as conversas com a Karla, com a Regina, pão caseiro, Brave new world, um monte de música que não sei o nome, Sex and the City, Red Label (deletério total! Jesus, agora é sério, juro que nunca, nunca mais chego perto disso), Perseverança (equílibrio necessário), trabalho na oab, rímel, muito rímel sempre, comunidade do CPM no Orkut, Dia dos pais, niver do pai e do Vi, Mario Bross, Duets, The Commitments, Corra Lola Corra, Amarelo Manga, Original na Paulista com serviço social express (Meu Deus! Ele tem um sorriso lindo!Tipo-quero-pegar-pra-mim-ele-o-sorriso-dele-tudo!), Encontros e desencontros (SophiaCopolla- JesusandMaryChainJust Like Honey), 3º ano de comemoração do dia-do-pato-morto (About a Boy), SESC Pompéia, as olimpíadas (em especial a Natalia do Tae kon do, ah a seleção do voley masculino é um caso à parte, a união, o trabalho em equipe foram comoventes), mais um zilhão de coisas que eu esqueci e à São Jorge que me oferece proteção 24hs ininterruptamente, tá tá tá...tudo bem que às vezes ele falha e os amigos ajudam um pouco, mesmo sem conseguir me manter longe dos chiketitos, caipirinhas de mixiricas, e sem conseguir fechar as janelas (será que é porque as mesmas já estavam fechadas?!). Tomara que tudo continue assim... Yes, I'm happy with my self!!!!

By Soul + 11:59 AM + Falaí:



Sexta-feira, Setembro 10, 2004

Conversa de mulher parte 2: O Funeral da Lorão

Dona xxxxx me liga à noite pra dizer que a Lorão tá no Hospital internada pois tentara se matar pela quarta vez.
A trouxa aqui saiu correndo se abalando da Zona Norte de SP para Santo André de onibus metro onibus, num Sábado à noite.
Não pude vê-la. Não souberam me explicar qdo poderia. Vi o tio, a tia, falaram que ela já estava fora de perigo e que nem eles sabiam o motivo, dessa vez ela não tinha deixado carta alguma para que depois pudéssemos rir da sua cara.
Voltei pra casa de madrugada, quase manhã, assim q os onibus voltaram a circular. Antes, passei em uma floricultura e pedi que entregassem no quarto em que ela estava, um lindo arranjo de flores de defunto com a seguinte mensagem( me utilizando de The Clash): GO STRAIGTH TO HELL GIRL!!!
À noite a tia me ligou, disse que tudo estava bem, agradeceu as flores, disse que Lorão adorou o arranjo e a mensagem era a mais Romantica e apaixonada que recebera durante toda a vida. Disse que não sabia qual das duas tinha mais humor negro e que me tinha como uma filha, também falou que a trolha estava um pouco revoltada que a xingou...mas que tudo bem. Falou que a minha amiga desmiolada queria falar comigo. Não quis falar com ela disse que ligava depois. Estava muito mal ainda, se falasse com ela não daria certo.
Entao enviei-lhe um e-mail:
Querida amiga
Não vejo a hora de ver-te convalescida para abraçar-te e posteriormente descer-te o cacete! Explique-me por favor! O que houve? Bateu bobeira de novo? Vê se pára de xingar tua mae e esteja ciente o que te manteve viva durante um bom tempo foi o calor e o leite das tetas daquela vaca, não é assim que voce a chama? Sua ingrata! Ah descobri, por isso tanto ódio né? Porque ela te trouxe para este mundo cruel óh vida óh azar! Porque!?!?!?!?!!? Me diz. Está revoltada porque será mesaria novamente ou foi aquele idiota? Foi ele não foi!?! Justo ele... aquela mixaria! Lembra que foi vc que teve que ensiná-lo a usar as ninharias dele? Perguntava à vc se mantinha segredo... e vc falsa dizia que sim, qdo todo mundo sabia que a imagem que ele passava na rua não correspondia a realidade. Lembra? Há, se não lembra eu lembro porque ri muito às custas daquele pulha marombado por conta das tuas histórias. Quero te dizer, que ele nunca foi e não será platéia para os teus shows. Nem ele nem ninguém, além dessas pessoas idiotas que vc já sabe quem são.
O que acho é vc procura, cria um motivo pra ser triste, pra nutrir essa morbidez. Sabe? Existem outros modos de pedir atenção que não seja cortando os pulsos, ou se atirando na frente do carro... ah, também existem formas mais eficientes de atentar contra a própria vida do que estas brincadeiras sem graça que vc tem feito ultimamente. Muito amador...francamente! Caso você queira se matar de verdade, faça direito por favor! Me deixa Ter orgulho de você pelo menos uma vez. Ao chegar e chorar no seu caixão quero poder dizer: - Esta aí fez uma coisa muito importante na vida: soube morrer! Mas nem isso né amiga... nem isso! Se mata direito por favor. De uma vez por todas! Porque cada vez que você faz isso, mata um pouquinho de pelo menos meia dúzia de pessoas Estou vendo você chegar ao cúmulo qualquer dia desses: Mae por favor, me passa a faca de pao, preciso cortar os pulsos! Patético.
Se bem que tive uma idéia, posso terminar com estes teus delírios. Faremos uma festa temática com o nome de: O Funeral da Lorão. Traremos um caixão belíssimo, deixaremos no meio da pista, enquanto você sucumbe sufocada lá dentro, nós, seus amigos e familiares, dançaremos lá fora. Não seria formidável? Com direito à discurso e tudo o mais, gostou? Será que assim realizaremos o teu sonho mortuário? Querida, tenha certeza que a outra margem do Rio não é assim do modo que pensa e o pedágio que o barqueiro cobrará será bem mais alto desse modo. Esqueça esse estilo de viver. Não quero lhe ensinar nada, mas tem muita gente sofrendo. E o pior o teu tempo passando, vai virar maracuja sem graça e apenas a terra vai comer sua carcaça, boba. Pára de rezar pro Diabo, sabe... estas velas pretas fodem todo o assoalho que não é você que limpa. Reza pra Deus. Ele existe e é muito amigo meu! O diabo, não é teu amigo. Nos teus rituaizinhos ridículos não é ele que fala contigo e o que ele te dá hj te tira em dobro depois. Deus sim é legal e honesto. Pode até te foder um pouco, mas não te engana, te fode de frente. O diabo é apenas um sedutorzinho barato como os tipinhos que tu te atracas de vez em quando.
Se mostra pro mundo mulher. Vc sabe que é linda! Esta maquilagem pesada e barata te esconde e estraga essa pele que ainda permanece como uma folha de boldo fresca.
Tentou se matar de novo porque? Pra Ter o que falar pra estes teus pseudos amigos sinistrinhos? Ficar triste às vezes é frutífero, sabe? Mas ficar se torturando e gostar? Bebê, eu, se Deus me permitir, morrerei dançando pra parede e tendo os meus surtos ao som de Dead Can Dance, mas esse seu coturno e esse sobretudo lindo só te caem bem em climas mais amenos. Deixa essa pele fina respirar, depois te nascem os furúnculos e ficaí reclamando! E outra, isso é só mascara, tá se escondendo do que, hein? O que eu quero dizer é que melancolia, tristeza, necessidade de solidao, tudo isso é necessário, mas não faça disso um estilo de vida. Deixa eu te explicar: esses teus poetas, que a maioria já estao mortos e que você sabe que eu os amo tanto quanto você, todos eles mentiram pra vc! Não é verdade que eles sofreram taaaaaaaaanto de amor assim e nem pensavam em se matar à todo instante, a vida nao era toda aquele mar de desilusões e blablabla, Fernando Pessoa mesmo já confessou: O poeta é um fingidor, lembra? Eles eram profissionais em sofrer porque era o ganha pão deles, bem ou mal. É maravilhoso, mas é apenas literatura, hellooo!?!? E aliás que história é essa de parar a faculdade? Precisa se formar, né? Ah, e precisa mudar o humor pra exercer tua profissão ou senão como vai dar aula à tuas criancinhas? Como se chamará a tua escolinha, princesa? Educação para crianças com tendências suicidas? Se houver alguma coisa e alguém se matar, te juro que não te defendo no tribunal, não me procures para isto. Absinto minha flor, faz tão mal pro teu fígado, porque insistes?...pára de querer ser uma poeta maldita boêmia. Querida Trevosa, o cemitério realmente é um lugar lindo, só pra passeio, tá? Lá não é sua casa, ainda não. Não somos Vampiros, sabe? Vc pode sair para sentir o Sol de vez em quando. Desculpa te decepcionar.... mas se serve como consolo, pense que pode ser uma vampirinha linda entre quatro paredes quando encontrar teu par, certo?
Não quero ser chata te escrevendo isso, mas não é todo dia que te ligam dizendo que vc pode perder uma pessoa que vc ama, eu to tremendo ainda e vc não viu os teus pais no hospital e sei que ao invés de conversar sério, nesse exato momento, eles estão fazendo aquela cara de casal norte americano católico conservador política e odiosamente correto, com cara de paisagem fingindo que nada aconteceu e te mimando... e vc se sentindo pronta pra outra, né filha da puta?
Agora vai, dá um tapa nesse visu! Uma sugestao é aquele vestido lindo soltinho que vc jurou que nunca iria usar. Um gloss é o suficiente pra valorizar os teus contornos. Vou passar aí com uma amiga. O lance é tecnera! (Ë fia, te fodi né?) É isto mesmo! Não aceito não, pois vamos fazer este exorcismo hoje, sem protelações. Mandaremos esse espírito sair do teu corpo que definitivamente não pertence a ele.
see ya

(obs: só publiquei aki, pq tenho a permissão dela e hj em dia tá tudo bem.Na verdade nós rimos muito qdo nos lembramos e qdo lemos as cartas suicidas deixadas por ela. Ela está bem até sorri com mais frequencia e até bronzeia a pele de vez em quando. Ah, já se formou e por enquanto nenhuma criança da escolinha tentou o suicídio)
Ao Som de Dear Prudence - Beatles

By Soul + 9:02 PM + Falaí:



Quarta-feira, Setembro 08, 2004

Ser feliz é sentir-se bem na própria pele. ¿ Lya Luft.

Sem querer acabei assistindo uma entrevista da escritora de um livro que ganhei. Ela falava sobre um tipo de literatura que, segundo o filho dela, não se usa mais. Seriam os chamados ¿ensaios morais¿, reflexões sobre assuntos do dia-a-dia, coisas do espírito. Dizia que o sucesso do livro se dá, talvez, pelo fato do ser humano ter se cansado de ¿superficialidades¿, de receitas rápidas do tipo ¿ser feliz em dez dias¿ e um sem número de títulos nesse sentido. Realmente, até então não havia lido algo nesse formato, não em livro pelo menos, mas o modo como escreve se assemelha bastante ao que vejo em blogs. Infelizmente não domino a escrita, não podendo me expressar com toda a extensão e intensidade q gostaria, mas tentando me aproximar ao máximo do modo como vejo e sinto o mundo e isso acaba sendo importante,pelo menos pra mim. Não escrevo tudo o que penso (nem seria sensato), mas quando sento pra escrever, vejo e revejo váaaarias coisas, é um exercício legal e terapêutico, me faz bem, alivia, rs. O Ministério da Saúde informa: blogar faz bem à saúde! Ao som de ¿Teenage Fan Club - Did I say¿.

By Soul + 8:49 PM + Falaí:



Domingo, Setembro 05, 2004

A paz
Acho que a tranquilidade veio me fazer uma visita depois de muito tempo.
Não sei se se demora ou logo vai embora, mas enfim...
Estou sentindo um certo alívio.
Tudo tem a calma de fim de tarde e eu apenas sento pra observar o que acontece... de longe...bem de longe,
mera espectadora da beleza desses dias.

A paz ( Gilberto Gil)

A paz
Invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
...
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"

By Soul + 8:40 AM + Falaí:



Terça-feira, Agosto 10, 2004

Please, please, please, let me let me let me... ( The Smiths)

Meus pensamentos me traem e levam-me longe
Possuem uma insolência digna de castigo severo
Insultam-me do outro lado da rua
Nunca estão onde devem estar
E naquela noite, aquele era o local combinado
Porém eles não entenderam. Tento conte-los
Mas eles insistem em permanecer longe do meu lado
Confesso que me convenceram a não querer ficar.
Veio-me um desejo de fugir dali,
Deixaria o corpo ir de encontro com os pensamentos
Sabia que de alguma forma eu já estava em outro lugar.
Materializaria meu desejo
Poderia levantar-me da cama sem alarde, enfrentar o frio.
Com os pés descalços e inebriada de sono
Escorregaria pelos paralelepípedos umedecidos por sorverem a madrugada
Desafiaria os portões e os cachorros apenas para olhar
Me encostar em sua calçada fria
E em silêncio como já fizera outras vezes
Contemplar seu o sono
Mesmo sem saber se era ali que dormia.

By Soul + 10:42 AM + Falaí:



Domingo, Agosto 01, 2004

Conversa de mulher - Parte I: O cara-de-pau
Ela me ligou ao final do dia para contar as novidades como de costume.
Quando acontece algo engraçado, alguma arte me chama por um código: - Jade? Logo pensei... lá vem: - Oi Latifa.
- Ai meu, ta muito frio, preciso te contar umas coisas... vem pra cá?
Bom, não sou muito curiosa, mas rindo do jeito que ela estava me troquei e fui.
- Meu, fui nadar!
- Ah e aí, viu ele?!?
- Meeeeeeeeeu, ele é tudo de bom, é maravilhoso... mas tem um defeito.
- Conta Elis!
- Ah, eu tenho que contar toda a história.
Ela estava de paquera com um cara há um bom tempo. Às vezes vamos juntas ao SESC, enquanto ela nada faço outras coisas. Eu já o vi e inclusive já vi como ele a trata: se ela nada em uma raia, ele vai atrás, ele quem sempre puxa conversa, admira os seus maiôs, sempre fala que ficam perfeitos e que aliás, ela ficaria perfeita de qualquer modo.
Ela faz charme, porque afinal ele é tudo de bom e com homem assim não dá pra facilitar. Conversa um pouco, nada, faz o bate-volta e não pára, sem brecha pra conversa.
Ele vai, nada, pára, olha, olha, olha...
Sempre conversaram, mas nunca se perguntaram os nomes. Falam sobre superficialidades, mas superficialidades compatíveis, e aí está a merda...
Apenas semana passada ficaram sabendo-se os nomes. Ela repetia sem parar:
- Fabrizio, Fabrizio... não é lindo? Não combina com ele? Aquela coisa toda.
Então, ontem a chamou pelo nome, e isto quase provocou um desmaio, enfim ele não se esquecera.
Falaram de tudo, ela disse que era de peixes (oh, maldição) ele, de virgem... Ela se animou e explicou que virgem era o signo oposto a peixes.
Ele com aquela conversa: - Os opostos se atraem, logo em seguida, explicou que não acreditava em astrologia porque os irmãos gêmeos dele eram de peixes e muito diferentes um do outro.
Ela respondeu que não só se atraem como se complementam e apressou-se a explicar que a diferença entre os irmãos consistia no fato de em caso de gêmeos um representa o Sol, o outro a Lua, enquanto um é introspecção, o outro é quase exibicionismo, um ego, ou outro alter ego... e blábláblá... ele com aquela cara de interesse já dizendo se ela não teria um livro sobre astrologia que pudesse emprestar.
E eu com aquela cara de eu já vi tudo....ela diz:
- Não, me olhe assim! Não me venha com a sua ¿Teoria da marmita¿.
Dei risada, mas esse negócio todo de fazer a corte e tal, tudo combina, o cara só fala o que a menina quer ouvir, em dez minutos é capaz de dizer que é a mulher da vida dele, sei não.... ainda mais quando ele mostra-se interessado por astrologia...ai ai ai, aí piora tudo!
- Elis, o que vc faz da vida? ¿ Sou R.P. ¿ Nossa! Eu também sou da área de comunicação, sou publicitário.... ¿ Você, fez onde? ¿ FAAP e você? ¿ Mackenzie!
Imagine! A mesma área, formaram-se na mesma época, no passado com certeza já se cruzaram nas mesmas palestras, nos mesmos eventos. Aquela coisa de o-destino-quer-juntar-mesmo!
Foi qdo ele se despediu, antes pediu o telefone dela e prometeu ligar. Ela não se conteve, foi na seqüência.
Para sua surpresa, ele estava lá fora, logo pensou que a estava esperando. Abriu aquele sorriso enooooorme! Nunca o vira fora da piscina, apaixonou-se ainda mais. Exceto por um pequeno detalhe.
Então ela interrompeu o relato e começou os devaneios:
- Flá, vc acha que agente pode sentir qdo alguém está gostando da gente???
- Não sei te responder Li. Afirmar com certeza sem nada concreto é pretensão. Às vezes palavras são meros galanteios, gentilezas ou até galinhagem mesmo, vai saber. Não sei. Uma coisa acho que não da pra esconder: o olhar! O olhar diz tudo, mesmo qdo vc quer negar ele te revela e como diz o Chico o que te salta aos olhos te faz réu confesso... é magnético vc consegue saber se alguém está te olhando mesmo de costas... e que ele te olha ele te olha, mas aí a saber se gosta existe um loooogo caminho. A pessoa pode, na melhor das hipóteses, estar a fim ... mas vc sabe que meu conceito de estar a fim é beeeem abrangente.
- Ah, já vem vc com a sua teoria da marmita de novo! Não quero pensar assim! Eu me nego! Prefiro acreditar que há alguém pra mim, que não vá brincar com o que sinto, alguém que vai adorar lembrar datas, abrir a porta do carro e me trazer bombons na TPM ...
- (rs), não sou assim tão dura, nem cética! Eu também creio que existe alguém pra você, pra todo mundo! Eu acredito em uma porção de coisas: amor à primeira vista, encontros de vidas passadas... essas coisas todas, mas é que às vezes.... voce sabe né?
Os relatos que temos escutado ultimamente não são muito animadores...
Continuou:
- Então, Flá, mas ele é um cretino.
- Ah sim! O defeito! Diz!!!!
- Ele tem aliança de noivado! Ele tira pra nadar! Não estava me esperando, estava esperando ela!!!!!!!
- Meu Deus!
Demos risada. Ela disse que desencanou na hora. Entre a maioria de nossas amigas nem olhamos qdo o cara tem alguém. Não é nem por moralismo nem nada, mas é que esse tipo de história não acaba bem, existem mais mentiras do que em um relacionamento normal, as pessoas sofrem mais que em um relacionamento normal... falei brincando:
- Se fosse a nossa amiga ......., ela logo diria: - Desencana, meu, afinal, o que é uma aliança? O lance não tem nem 1 milímetro de espessura...
Aí a Li disse que responderia: - Ah não? Pois a aliança é uma morena de 1,70m e fazia dança flamenca no quarto andar , enquanto ele pedia meu telefone...
- Meu Deus! Olé...rs.


By Soul + 9:39 AM + Falaí:



Quinta-feira, Julho 22, 2004

O dono do controle remoto
O Vi, apesar dos quase 5 anos de idade, desde que aprendeu o que é a televisão detém o monopólio do controle remoto. É sempre assim: o que ele quer na hora que quer. Quando está a fim me chama pra dividir um Homem-Aranha, um Bob Esponja ou X-Men. É o máximo que ele me permite. De vez em qdo ele me olha com olhos de dúvida e pergunta se já fui criança (na cabeça dele deve ser bem estranho, na minha era), então eu respondo: - Não Vi, ainda sou! Então ele balança a cabeça sem entender, como querendo que o pensamento confuso se encaixe ou se desfaça. O convenci a gostar de algumas coisas como Caverna do Dragão e os Thundercats, ele curtiu bastante e o fdp sempre que vê algum desenho de imagem meio gasta me pergunta: - Tia, vc gosta? É da sua ¿época¿?. De vez em quando me ensina alguma coisa como ¿O coelho amarelo¿, a Rua do Zôo (esse eu gosto) mais um ou outro anime muito caricato e fico lá... ao seu lado fazendo carinho, tentando roubar o controle mas ele não deixa. O melhor mesmo é quando ele e a Isa, de dois anos e meio, começam a cantar as músicas que tocam nos intervalos da TV Cultura, do Cd ¿Canções Curiosas¿. A primeira vez que vimos a Isa cantando ¿Eu¿ quase choramos, assim, coletivamente mesmo, rs. (imaginem a carinha dela toda princesa, de cabelo cacheado castanho-claro, arrumando o cabelo da Barbie sem perna enquanto canta distraidamente: ...¿perguntei pra minha mãe: Mãe! Onde é que ce nasceu?¿....ah, é linda). Então, a programação é meio assim: nada de Discovery (só Kids), telejornal, people + arts, filmes e séries qdo ele está na sala. A Isa por sua vez, domina o DVD Monstros S/A e Sherek qtas vezes der no dia, os dois já sabem as falas de cor (aliás, todo mundo aki já sabe). Todos reclamamos: - Essa ditadura tem que acabar, oras! Afinal, ele nem é o chefe da família... refletimos. ¿- É isso mesmo tem que acabar, vamos dar o ¿golpe do controle remoto¿! Então, ontem o pai dele se rebelou: - Hoje não Vinicius, hoje vou ver o jogo!!! O Vi ficou bravo e disse que iria assistir na casa do avô. É pertinho, chegando lá ele pediu para ver o Pokemon, meu pai disse não afinal era jogo da Seleção: Brasil x Uruguai. Então ele pediu: - Vô, liga pra Vó, quero falar com a Vó e a Tia! Minha mãe ficou toda cheia afinal, quase onze da noite e um telefonema do neto dela. Conversaram e ele queria que ela explicasse porque-ele-não-poderia-assistir-o-tal-do-Pokemon-em-nenhum-lugar, pq esse jogo dessa ¿seleção¿era tão importante (pergunta essa de total pertinência, afinal, o avo e o pai só lhe ensinaram a torcer pelo Corinthians)! Minha mãe tentou explicar, falou que era porque é o time que representa o nosso país (nossa que noção estreita de patriotismo, mas é assim que começa rs) e ele como brasileiro deveria torcer (quero ver como vão explicar depois que o nosso futebol não vai para Atenas). Então ele disse que queria vir pra minha casa, afinal muito esperto, ele sabe que eu e minha mãe não assistimos futebol. Minha mãe tentou dar mil explicações, mas ele não foi convencido (estou falando de um leonino indomável). Então, pediu pra falar comigo: OOOh Tiiiia! Mês que vem eu faço aniversário, né? É Vi, faz sim. Quero pedir um presente. Ok, peça! Me dá um Dicionário? O que?!? Um Dicionário. Ãhan, pra que? Vc nem sabe ler...É que meu vô disse que lá tem todas as palavras do mundo e se lá tem todas as palavras do mundo, é pq deve ter resposta pra tudo, e como eu sempre quero saber tudo, toda hora, ao invés de ficar perguntando pra todo mundo ¿porque-eu-não-posso-assistir-o-Pokemon, eu vou lá direto! Não me agüentei de tanto rir, pensei: - Ah, é o meu sobrinho! Logo em seguida o safado disse: - Tia, o Brasil fez gol, vou desligar, preciso ver no ¿Replay¿. Pode? (com certeza ele vai ganhar o Dicionário, não dá pra prometer e não cumprir. Sinto apenas em decepciona-lo pois lá não estarão todas as respostas. Quem sabe se eu lhe explicar que eu, como ele e tantas outras pessoas vamos viver a vida toda atrás de respostas e soluções, porque e vida é tipo um jogo, um imenso labirinto, onde todo mundo entra lá para brincar e que de vez em qdo em algum lugar topamos com uma resposta, talvez ele entenda e depois poderei lhe contar outras coisas sobre esse labirinto (lógico ele vai perguntar, rs). Talvez a carinha de dúvida se abra e se transforme em satisfação qdo ele vir juntamente com o dicionário o DVD/CD do Canções Curiosas - www.palavracantada.com.br).

By Soul + 11:51 PM + Falaí:



Terça-feira, Julho 20, 2004

No dia do amigo
Essa música vai para os meus amigos, pessoas importantes demais, que carregam um código de honra que fazemos cumprir, pessoas que respeito e admiro, que me ajudam apoiam, me dão ombro, colo, enxugam as lágrimas, alargam meu sorriso, que possuem ouvidos solidários, me mandam ir à merda qdo preciso, dão conselhos sábios, conselhos desnecessários, pegam no pé, que esperam o onibus juntos, que esperam notícias de dias melhores, que estão firmes comigo qdo e onde eu precisar, que me fazem rir e chorar, que me fazem sentir mais gente, que dividem a conta ou pagam tdo qdo não tenho, e me fazem sentir menos sozinha, q me fazem seguir em frente qdo acho que já é hora de parar, que me fazem concluir que o mundo é sim um lugar maravilhoso pra se viver.
Não vou citar nomes porque é muita gente, e a maioria nem passeia por aqui... cada um especial em sua singularidade, no momento certo, a palavra exata. Só posso agradecer!


(cena do filme conta comigo de 1986)
WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS - Lennon/MacCarteney

what would you think if i sang out of tune
would you stand up and walkout on me
lend me your ears and i'll sing you a song
and i'll try not to sing out of key, oh

get by with a little help from my friends
i get high with a little help from my friends
going to try with a little help from my friends

what do i do when my love is away
(does it worry you to be alone)
how do i feel by the end of the day
(are you sad because you're on your own)

no i get by with a little help from my friends
get high with a little help from my friends
gonna try with a little help from my friends

do you need anybody ? i need somebody to love
could it be anybody ? i want somebody to love
would you believe in a love at first sight
yes i'm certain that it happens all the time

what do you see when you turn out the light
i can't tell you but i know it's mine

oh, i get by with a little help from my friends
i get high with a little help from my friends
going to try with a little help from my friends

By Soul + 7:21 PM + Falaí:



Sábado, Julho 03, 2004

Períodos de baixa e aparente perda servem, no mínimo, pra aprender.
Falar em sumir, pra não lembrar é normal, mas o ímpeto passa, agente não foge e fica a questão. Tenho que lidar com as situações, me focar, achar meu centro. O interessante é ter em mente que o foco TEM QUE SER outro, pois é justamente o modo como eu vejo as coisas é que me faz sofrer, não as coisas em si. Porque uma hora a poeira assenta, mas o que incomoda vai continuar lá me chamando pro embate. Certas coisas vão continuar ao longo do tempo. Então, se eu lançar um outro olhar sobre elas, de repente, posso fazê-las menores ( e porque não melhores ?).
Sempre fui uma pessoa muito apaixonada por tudo, incondicionalmente, mas é como se ultimamente as coisas perdessem o sentido, a cor e não tivessem a mesma graça. Uma música que sempre gostei, hoje já não sinto a mesma vontade de dançar, ou um prato... é como se não tivesse mais o mesmo sabor. Até o amor vai precedendo de limites, não pode ser inconseqüente como na adolescência, porque já sei, a qualquer momento, com certeza, vai doer demais. Então, me fecho sob o pretexto de não me permitir mais passar pela mesma situação. Ergo muros altíssimos, para não permitir a ¿invasão do meu mundo¿. Acho que a perda da inocência e o que chamamos de amadurecimento acaba nos endurecendo, nos deixando distantes dos sonhos...pobres de coração. Envelhecemos e nos fechamos pela simples expectativa de receber uma negativa. Acredito que esse processo acaba ocorrendo com quase todo mundo, o lance é perceber e mudar antes de se petrificar por inteiro.
Uma saída é o que eu disse no começo MUDAR O FOCO, definir novas prioridades, não necessariamente mudar-me, mas ser flexível e poder ver tudo sob variados prismas, além disso, apaixonar-me todo dia pelas mesmas pessoas, coisas, por mim mesma, pela condição de poder ser uma pessoa única mesmo que meio errada, tem a possibilidade de simplesmente ser (e isso ninguém irá fazer melhor por mim que eu mesma), apaixonar-me pela simplória oportunidade de poder acordar, e ver que um dia perfeito me chama. É... acho que é uma saída pra um novo começo.

By Soul + 6:03 PM + Falaí:



Terça-feira, Abril 13, 2004

Tem alegria maior que encontrar coisas perdidas? Ah, até deve ter mas...hoje descobri depois de muuuitos anos o nome de uma música que amo. Ela é muito simples e é da minha banda do coração (tô impressionada, aliás, como poderia ser do J&MC e eu não saber? A desculpa pra essa gafe enorme é que tem uma mulher dividindo o vocal e tb parece, não sei, foi lançada em single e tal, fica mais difícil de encontrar, ah desculpas...) O nome dela é Sometimes Always, linda de morrer! É o tipo de música que eu fico cantarolando sempre, sem saber de quem é e tals, sem saber a letra, querendo sempre ouvir de novo. Ah, agora tá aki, até posso cantá-la. Linda, linda, linda!
Sometimes always
sung by Jim and Hope Sandoval
written by William

I gave you all I had
I gave you good and bad
I gave but you just threw it back

I won't get on my knees
Don't make me do that please
I've been away but now I'm back

Don't be too sure of that
What makes you sure of that
You went away you can't come back

I walked away from you
I hurt you through and through
Aw honey give me one more chance

Aw you're a lucky son
Lucky son of a gun
You went away, you went away
You went away but now youre back

I got down on my knees
And then I begged you please
I always knew you'd take me back

Por falar em ¿coisas perdidas¿, reencontrar amigos que se perdem por aí tb é muito bom. Dia desses fui ao Centro Cultural ver a Luzia, que trabalhou comigo no gabinete da Secretaria de Cultura, e cara, é in-crí-vel como ela sempre está bem. O sorriso dela funciona mais ou menos como um analgésico, é covardia fechar a cara qdo ela está por perto. Conversamos e tal e fiquei de ajudá-la a estudar para as provas. Falamos sobre novidades, blábláblá e da Fé, que eu a-do-ro. Qual não foi minha surpresa após termos falado dela, a encontrar no colégio onde fiz uma prova uns dias atrás! Linda maravilhosa, eu a chamo de Sharon Stone, ficamos um bom tempo sem nos ver e parece que foi ontem... Por falar em amigos, que eu quase nunca falo por aki, coisa boa foi ter reatado o contado com a Regina (aquela do colégio da Polícia), como ela terminou a faculdade, voltou pra SP, vai ficar mais fácil agente se falar sempre! Ano passado fomos ver uma cover dos Beatles, foi incrível pq foi telepático. Depois de anos, agente se liga pra ouvir Beatles juntas. Espero reencontrar mais pessoas, coisas e sentimentos que tenho deixado por aí. It¿s cool!

By Soul + 3:22 PM + Falaí:



Segunda-feira, Abril 12, 2004

Quando tudo está in blue, não é legal ficar pensando muito...não há como enxergar solução próspera em meio a esse mar púrpuro. Então é melhor agir. Se eu estava estudando muito, dobrei o ritmo. Tudo bem que Rangel Dinamarco e Frederico Marques não são uma das companhias mais ups e tals, mas processualisticamente falando... é um tesão, muito bom mesmo, quase divino. E já que quem não tem cão caça com gato... é o que me tem feito um pouco melhor.


ah, os posts anteriores foram uma espécie de desabafo. Espero não ter que fazer isso com tanta freqüência, mas é que as vezes precisa né? Deixar guardado também é ruim pq traz doenças, rs. Todo mundo passa algum período trash.

Na verdade estava reclamando não só por mim, mas por um monte de gente boa que conheço, que se esforça pra caramba e vive mais com expectativas q com realizações. Queria um mundo mais de sins, poxa! Afinal, vivemos pra que? Queria que desse certo pra todo mundo, não só comigo. Até pra quem não gosta de mim, porque assim me esquece, rs. Acho que todos merecemos um lugar ao sol e em cadeiras ma-ra-vi-lho-sas e confortáveis. Já que passamos por momentos difíceis, as coisas deveriam vir no mínimo intercaladas não uma enxurrada de coisas desagradáveis de uma vez. Gostaria de me expandir mais com o prazer da vida, do que me retesar com as dores do caminho. Mas enfim, é só mais um dia dessa ¿misteriosa viajem¿ no meu caminho rumo ao nada.

By Soul + 12:28 PM + Falaí:



Quinta-feira, Abril 08, 2004

Parem o mundo que eu quero descer!!! AGORA!!! Ou senão me dêem Ella Fitzgerald, coca-cola, café com aspirina, Lexotan, chocolate e um urso-de-pelúcia-bem-fofo!

By Soul + 10:45 AM + Falaí:



Quarta-feira, Abril 07, 2004

Meus sentimentos afloram de uma forma louca por causa dessa droga que chamam de ¿tensão pré-menstrual¿. O lance é tão sinistro, que parece que os vejo sair pelos poros, enfurecidos. Tudo fica mais latente ao mesmo tempo que fico meio cega e ensurdecida, pois não quero ver nada, não quero ouvir ninguém! É como se as coisas fossem potencializadas. Tudo é um drama nível-fim-do-mundo. Fico me sentindo a própria mulher-bomba, rs. Ai kct! Ser mulher é um saco! Não sei de onde veio essa piada de que é divino, é privilégio, blábláblá! Deveria servir de privilégio então pra atenuar penas ou quem sabe, excluir a ilicitude quando a insana age sob a influencia da TPM, isso sim! Ao som de Drugstore - The party is over)

By Soul + 12:33 PM + Falaí:



Sou reflexo de meus acertos e erros, muito mais dos erros que acertos, confesso.
Acho que isso acaba acontecendo, pois, infelizmente, os erros são cometidos com mais facilidade que os acertos, além de deixarem marcas e se perpetuam. Não convém nem agrada dizer isto, mas digo somente por ser verdade, por talvez este fato justificar esse meu espelho torvado que me deparo de vez em quando.
Cansei de fazer o tem que ser feito ao invés de fazer o gostaria de fazer realmente e ainda sim fazer errado (que irônico!).
Não que quisesse permanecer sem responsabilidades, um eterno Peter Pan, ou livre de qualquer problema, vez que são coisas que todo mundo tem e só varia o tamanho e a intensidade do negócio. Não quero tudo perfeitinho sempre, uma vida feito casa de boneca...mas eu só queria que às vezes, apenas às vezes as coisas dessem certo, certo e de um modo fácil (se não fosse pedir demais).
Sei que sou responsável pelas coisas que faço (e até por aquelas que deixo de fazer, por quê não?), mas mesmo tendo essa consciência, é impossível não me sentir como uma porra de um fantoche sem vontade que simplesmente é comandado por mãos beeeeem maiores que as minhas, com as quais eu não posso competir. Mãos que brincam com minha vida como se fosse qualquer coisa que se pudesse dispor. Enchi o saco dessa intempérie toda a ponto de deixar de acreditar, fiquei meio morta por dentro.
Nestes últimos dias tenho levado a vida no piloto automático. Não costumo lidar tão mal com meus destemperos, até agüento bem, mas de vez em quando preciso parar, respirar, pedir tréguas, afinal, não sou de ferro e meus nervos já estão estraçalhados de tanto agüentar. Preciso escorrer por algum ralo, seguir algum vácuo, entrar por alguma fresta pra não ter que lembrar. Preciso apagar a luz a me encolher num canto pra poder chorar um pouco, desapertar o peito.
É engraçado, pois, sempre tive um visão Poliana-idiota-de-ser, achando que tudo sempre vai dar certo e tal. Eu que comecei o ano com um texto sobre renovar crenças e tals, mas cansei por hora.
Sempre me disseram que mesmo quando se está fudido de vez, ainda existe esperança, mas e agora? Já que a última coisa que deveria subsistir já não habita mais aqui? Pelo menos por hoje...que se foda.

By Soul + 11:25 AM + Falaí:



Domingo, Abril 04, 2004

Passei novamente quase um mês sem escrever.
Novidades? Sempre tem. Infelizmente nem sempre são boas...
preciso escrever uma hora sobre isso, até pras coisas fazerem sentido (olha eu, preocupada em fazer sentido, num mundo tão non sense...)
Acontece, porém, que não tô pronta, não tô afim e dói.

By Soul + 6:02 PM + Falaí:



Quarta-feira, Março 10, 2004

Tenho estudado muito, muito mesmo, mas sinto que ainda não é o suficiente para o que eu preciso! É fogo!
Porque o dia não tem pelo menos 30 horas? Hein?
Preciso sempre fazer uma porção de coisas, mas o tempo é muito limitado.
Vou ficar enclausurada este mês estudando (de novo, aaah de novo e sempre pelo jeito né?).
Mas ta valendo!

By Soul + 12:31 PM + Falaí:



Tenho sentido falta de algumas coisinhas.
Sentido falta de não ter nada pra fazer. Sentido falta de ficar a toa. Pelo menos por algumas horas.
Falta de acordar de manhã e programar o meu dia de um modo que eu possa fazer passeios, visitar pessoas que gosto e fazem falta, ir ao cinema ou simplesmente jogar conversa fora.
Mas parece que toda vez que paro para me furtar desses pequenos prazeres, sou acometida de uma puta dor na consciência (estilo aquelas pessoas que rompem regimes, sabe?), aí me penitencio e volto a comer os livros.
Fico me perguntando se existe esse momento que fala a música, em que o tempo corre macio?
Será que isso acontece em alguma hora? Será que em algum momento o tempo vai ser meu aliado?
Tenho feito umas coisas legais, saído e tals (poutz, mas nem rolou ir ao niver da Li), mas o lance é fazer essas coisas com a cabeça livre, sem ter que pensar no tempo que vou ter que correr pra compensar. Entende?
Ainda bem que tenho pessoas preciosas, o Lê, o pessoal de casa, quase meia dúzia de amigos e mais as doses diárias e homeopáticas de Radiohead, Placebo e Beatles (que estão entre as minhas 100 favoritas, rs, é o q tenho ouvido muito ultimamente) que fazem uma grandiosa diferença na hora que a onda arrebenta!
Mas tenho medo de cansá-los, até pela ausência! Tomara que não.

By Soul + 12:31 PM + Falaí:



Tenho estudado muito, muito mesmo, mas sinto que ainda não é o suficiente para o que eu preciso! É fogo!
Porque o dia não tem pelo menos 30 horas? Hein?
Preciso sempre fazer uma porção de coisas, mas o tempo é muito limitado.
Vou ficar enclausurada este mês estudando (de novo, aaah de novo e sempre pelo jeito né?).
Mas ta valendo!

By Soul + 12:30 PM + Falaí:



Bem... onde parei?
Ah, nas comemorações.
Ganhei váaaaaaaaaarios presentes lindos neste ano: minha mãe me deu o vestido lindo que havia falado, o fofo me deu uma blusa linda japonesa que eu queria há um tempão (é linda mesmo!) e me levou pra almoçar num japa ( é uma coisa que me deixa realmente feliz, sinto prazeres indescritíveis, rs), a Rê (leia-se única e querida irmã) me deu um terno preto super lindo, a Li me deu 2 Cds dos Smiths e a Van me deu um cordão lindo com um par de brincos.
Nossa, tudo lindo! Foi tudo muito legal, comemorei só entre família mesmo (sexta de carnaval, já viu!).
No sábado passamos o dia assistindo sabe o que? ARQUIVO X, tudo de muuuuuito bom, com pipocas e e e , é é isso aí!
Outro dia alugamos Frida e Estação Carandiru, só sei q depois disso estou receada tanto de andar de bus, como em sentar em vasos sanitários, rs. Ah, os filmes são muito bons.

By Soul + 12:30 PM + Falaí:



Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004

Já que estamos falando em anos que vem e que vão... vou postar uma música tão linda que costumo chorar qdo ouço, simplesmente por ser linda.
(e é só isso que eu peço ao tempo... que me interrompa unicamente no final, e nenhum segundo antes).
Sobre o tempo - Pato Fu
Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Ah-ah-ah ah-ah
Ah-ah-ah ah-ah

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final... oh-oh... oh-oh ah...

Uh... uh... ah au
Uh... uh... ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai



By Soul + 12:22 AM + Falaí:



Ai caraleo! rs
Ia dizer que faço aniversário amanhã, mas acontece que amanhã já é hoje!
então...parabéns pra mim! rs
Olha só que loko: primeiro dia de peixes, aliás, peixes com ascendente em peixes e lua em leão! Quer mais? marte em cancer e mercurío em aquário!Ah, minha vênus está em peixes também, por isso soul assim... tão ...assim!
Já ganhei até presente! Minha mãe me deu um vestido preto lindo ma-ra-vi-lho-so, ele é assim: básico, simples, elegante, discreto e NECESSÁRIO! COMO EU!RS
AHHHHHH desculpem-me, mas sem modéstia por hoje, pelo menos hoje já que é meu dia!
só uma droga fazer aniversário em plena sexta-de-carnaval, não dá pra rolar festa nem nada...
A camila queria juntar o pessoa pra tomar umas "tequilas", rs...mas nem rola.
pensei em fazer algo na semana que vem, sei lá, vou pensando...
Daqui a pouco o fofo chega aki pra gente começar a "comemorar".
ai ai, mais um ano pro meu ciclo de vida, eu to feliz.

By Soul + 12:08 AM + Falaí:



Nossa! Faz um tempão escrevo! Assim acaba passando uma pá de coisas... ah, mas ou atualizando ocm tempo.
As novidades as quais eu havia me referido, é que está tudo absolutamente bem!
Estou feliz, disposta
* Comecei a trabalhar há 3 semanas, o sistema é beeeem diferente do que estava acostumada, mas a vida é assim mesmo... ah, acho até que já me adaptei.
É lógico que tem coisas que são um porre, tipo: é longe, tenho saído muito cedo de casa e volto muito tarde...mas tô levando e tô de boa. To me sentindo como aquela música da Legião: tenho andado distraído, impaciente e indeciso, ainda estou confuso só que agora é diferente... Tô tão tranqüilo e tão contente... e por aí vai, rs...
* Ontem foi um dia muito importante, completamos 2 anos e cinco meses de namoro, e pra minha surpresa (e pra dele), melhor que sempre!
É estranho ver como o ser humano no geral demora um tempão pra assimilar que felicidade é uma coisa muito simples, tão simples como um piscar de olhos ou um estalo de dedos.
Agente cria uma resistencia nada a ver contra as coisas que a vida trás de bom, sendo que no fundo, sào justamente essas coisas que esperamos a vida toda!
Mudei pra kct e ele também! Acho que parte disso se deve ao fato de termos percebido que podemos mudar única e exclusivamente a nós mesmos, e mais ninguém.
O legal é que deu tempo da gente não se perder um do outro, e acabamos nos redescxobrindo no mesmo momento.
see ya

By Soul + 12:07 AM + Falaí:



Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

agente acelera, breca, perde o fôlego e recupera!
mas o importante é estar sempre na estrada!
aguardem novidades.
(ah, é que hoje nem to afim de escrever... e depois de um bom tempo sem aparecer, é melhor recapitular os ultimpos acontecimentos, pois valem a pena)
see ya

By Soul + 9:43 PM + Falaí:



Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

...to everything turn turn turn...
The Birds


Ouvindo essa música agora, comecei pensar em algumas coisas...
Passei a vida toda (ok, pelo menos grande parte da adolescência, porque uma hora caaaansa), buscando uma identidade, algo que fosse só meu, que refletisse apenas eu.
Foi assim durante um bom tempo, acho que meio coisa de adolescente mesmo, a tal ¿era de se descobrir¿.
E assim começava a busca, a necessidade de não ser igual, apenas mais um.
Nos livros que lia (Kafka, Baudelaire, Poe, Clarice Linspector) encontrava muita coisa que pudesse me desvendar, que indicasse o que eu era e queria, o que gostava ou não, eles (juntamente com o meu radinho e a ¿vitrola¿) eram meus grandes companheiros nessa época.
Alguns amigos como a Karla (amiga pra toda hora, desde o berçário, rs), Regina, Ligia (amigas do Colégio da Polícia, diga-se de passagem, uma das melhores épocas da minha vida) o Chris (carai, agente nunca chegou a se ver, trocávamos apenas correspondências, tudo começou através da Bizz Letras Traduzidas e continuou por anos).
Aí, descobrindo coisas juntos: The Smiths, The Cure, New Order, Cocteau Twins, Primal Scream, Echo and The Bunnymen, Midnight Oil, Pixies, Cyndi Lauper (eu e a Karla odiávamos Madonna, pois tudo o que agradasse a maioria não prestava, adolescentes, báh, rs) Ramones ... coisas mais antigas, como Doors, Hendrix ¿
Entre os desenhos que fazia, fragmentos que escrevia (infelizmente não os tenho mais), ia me delineando.
Nas idas ao Centro Cultural, Teatro Municipal, Galeria 24 de Maio (mais conhecida como Galeria do Rock), Galeria Ouro Fino, Feiras da Liberdade e Praça da República, ia encontrando pessoas como eu.
O mais legal nessa fase é que nunca neguei o que veio da minha mãe e do meu pai, com minha mãe conheci Clarice Linspector, Florbela Espanca, entre outras coisas, com meu pai veio The Beatles, The Ventures uma banda muito boa meio beach music que só temos em vinil (acho que não foi remasterizado), Pink Floyd, Janis, Chico Buarque, Birds...
Lembro que havia o ¿vestir de preto¿, crucifixos, camisetas e calças rasgadas, naquela época existia muito o lance de ¿tribos¿, (eu não sei se rola assim hj ainda).
No entanto, eu não fazia parte de nenhuma delas, só queria era ficar na minha, talvez por isso o traje escuro para designar reclusão, introspecção...necessidade de ficar só.
Esse período era de descobertas e todo o sentimento era intenso e eterno: ou muito amor ou muito ódio. Fora os dramas... parecia que qualquer espinha era o maior problema que se poderia ter, ou uma festa ou um show que eu não pudesse ir, era como se fosse o último.
Parecia que os micos pagos jamais seriam esquecidos, rs.
Pensava que poderia mudar o mundo com um bom discurso estudantil e muita força de vontade.
Nessa época, junto com essa procura toda começa o lance de tirar o R.G. e Carteira Profissional, logo depois o CPF, conta em Banco...quase um surto, rs.
Havia me transformado em um amontoado de número e senhas, então parecia que ¿a viagem ao centro da minha terra¿ tinha sido em vão.
O que eu mais temia aconteceu: virei mais um, apenas isto.
Aí entristeci, e percebi que talvez nunca que veria refletida em algum lugar com o meu próprio rosto...mesmo depois da análise e uma pá de coisas.
Hoje, pensando bem, talvez nunca encontre só eu, eu mesma, por mim!
Aliás, acho que ninguém se encontra inteiramente só e despido de tudo.
Sou fruto do meio que vivo, sofrendo influencias por todos os lados, recebendo uma porção de informações por segundo que se agregam à minha personalidade.
Hoje ainda questiono essa pá de coisa, mas não encano. Afinal, se conservo a minha individualidade, qual o problema de ser apenas mais um?
Não sei tudo ao meu respeito e talvez por mais que eu insista, nunca saiba.
Aprendi ser como a música: turn, turn, turn.SEMPRE!
Porque cresci, a rebeldia passou, o que era eterno se desfez, percebi enfim que não poderia mudar o mundo (pasmem, essa descoberta me chocou!) e já estaria fazendo muito em mudar minha própria vida.
Não me apego a conceitos e já não existem mais verdades absolutas para mim.
Tenho provas de que o que é hoje, provavelmente não o será amanhã, e que não adianta ficar querendo me desvendar o tempo todo, pq se em um minuto acho que descobri alguma coisa, com certeza, daqui a pouco mudo de novo.

By Soul + 2:29 PM + Falaí:



Vi esse pensamento em um site e achei legal, pena que não tem a autoria:
"Marketing é apenas uma forma civilizada de guerra, onde a maioria das batalhas são vencidas com palavras, idéias e pensamento disciplinado".
Legal, né?

MÚSICA PRO FINAL DE SEMANA
Dessa Vez
Nando Reis

É bom olhar pra trás
e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olha pra frente

É bom, nunca é igual
olhar, beijar e ouvir cantar
o novo dia nascendo
É bom e é tão diferente

Eu não vou chorar
você não vai chorar
você pode entender
que eu não vou mais te ver
por enquanto
sorria e saiba
o que eu sei:
-eu te amo

É bom se apaixonar,
ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar?

Foi bom, e é bom e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar
demais dessa vez
Foi tão bom e por que será?

Eu não vou chorar
você não vai chorar
ninguém precisa chorar
mas eu só posso te dizer
por enquanto
que nessa linda história
os diabos são anjos.

By Soul + 9:55 AM + Falaí:



Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

Baladinha no sábado...vai?

Recebi um e-mail da Sound, e parece que vai ser legal a festa no sábado. Será sobre o filme "A Festa Nunca Termina" o lance do filme é mais ou menos assim: Manchester, 1976. O aluno de Cambridge Tony Wilson (Steve Coogan) está no show dos Sex Pistols. Totalmente inspirado por esse momento-chave da história da música, ele e seus amigos montam um selo chamado Factory. Eles assinam um contrato com o Joy Division (que viria a ser o New Order), com o James e os Happy Mondays, todos artistas seminais de seu tempo. Isso desencadeia um turbilhão de sexo, música e drogas que culmina com o nascimento de um dos dance clubs mais famosos do mundo, o Hacienda, meca de clubbers e adeptos do psicodelismo. Descrevendo a herança musical de Manchester desde a década de 1970 até o início dos anos 90, o filme ilustra a vibração que fez de Manchester o lugar onde todos gostariam de estar.


By Soul + 2:50 PM + Falaí:



Terça-feira, Dezembro 30, 2003

Em tempos de mudanças...

Lá se vai mais um ano e é hora de renovar as crenças.
Cada um acredita no que quer.
Tanto pode ser algo que transmita confiança, como alguma coisa que traga resultados ou simplesmente no que pareça mais cômodo acreditar.
Eu particularmente não sei em que acreditarei no próximo ano (ainda estou escolhendo, rs), mas uma ajuda do ¿divino¿, sempre é bem vinda!
Então, depois de escolhido o objeto e devoção e crença, nos agarramos à ele e esperamos que as graças sejam alcançadas (aí, o que era pra ser a Arca de Noé, acaba sendo uma puta âncora, isso sim, rs, mas enfim...)
Pq agente sempre faz de tudo, né?
Se não dá certo de um modo, vai de outro, se não resolve um santo... vai esse outro !
Se os astros não estão bem posicionados em certo aspecto do meu mapa, largo a astrologia e vou repetir um mantra budista do maaiana até que as palavras saiam sozinhas e concretizem por fim, os meus anseios!
Não sei se é cultural, mas me parece que agente sempre se apega em alguma coisa pra que sejam alcançados os resultados esperados.
Aí me parece que não são necessários apenas um bom trabalho, talento, capricho e boa vontade, pois agente sempre termina qualquer coisa, rezando (pra algo ou alguma coisa desde entidades até cristais!!!) pra que tudo dê certo.
Falo essas coisas agora, pq cada começo de ano é uma promessa de renovação, de mudança de estratégia, (o que envolve por vezes uma mudança de crença) pra ver se conseguimos mudar coisas que estiveram estáticas por anos a fio, como por exemplo: o regime, o exercício físico, largar o cigarro, ficar mais tempo com a família, fazer mais sexo, ver mais os amigos, trocar o carro, não se submeter mais à certas pessoas e sentimentos ou simplesmente se permitir ser mais feliz....
E aí, do nada, parece que na virada do ano encontramos uma forma poderosa e milagrosa que nos faz mudar a estratégia, e a nova tática é seguida por um poderoso grito de: agora vai!
Talvez essa força da mudança emerge de ano em ano, e especialmente nesta época, porque (eu acredito nisso) as coisas acontecem em ciclos... ou sei lá...
Só sei que tenho realmente muitas coisas pra fazer diferente em 2.004 (inclusive este blog, rs).
Coisas importantes aconteceram neste ano, não foram de todo boas, pois mudanças às vezes significam desprendimento, desapego, às vezes dor e finalmente crescimento.
Sei que plantei, que semeei, e por isso 2004 está sendo tão esperado, afinal é hora de colher.
Posso, dizer que o aprendizado foi valioso.
É legal poder dizer isso com propriedade, pq aprendi muitas coisas, as quais sei que usarei daqui pra frente.
Não quero e não vou fazer um balanço de 2003 agora, e muito menos lamentar pelo que passou, ou pelas coisas que fiz ou deixei de fazer.
Só quero pensar no ¿¿daqui pra frente¿ e pra começar BEM o ano, preciso renovar meus votos com Deus e encontrar mais alguma coisa para acreditar!
Alguma coisa que seja mais poderosa do que tudo que já vi por aí, em tudo o que já acreditei até então.
Tenho uma idéia de por onde posso encontrar...
E o melhor de tudo, é que talvez eu tenha apenas que realizar o simples exercício de OLHAR PARA DENTRO!

By Soul + 10:17 PM + Falaí:




.::PERFIL::.

Soul: Pisciana com ascendente em Peixes,garota de extremos, advogada

Ok: Atitude, estilo, filmes, boa música, cheiro de chuva, Florbela Espanca, sebo, brechó, cultura pop em geral, festas e gente feliz, orgasmos gastronômicos múltiplos com comida japonesa, arte, vento no rosto, abraço apertado, beijar na boca, Chico Buarque, chocolate, aspirina, balada, manifestações de afeto - qualquer uma, pirulito colorido, calcinhas de algodão, livros na cabeceira, andar de trem, pés descalços, doce-de-leite, discos de vinil, gloss, tomar café na cama, l-i-b-e-r-d-a-d-e!

Não curto: mentiras,autoritarismo, pré-conceitos, dor de cabeça, pobreza de espírito


.::COMPANHEIROS DE VIAGEM::.

[+] Butterfly
[+] Criminal
[+] Eohseguinte
[+] Memórias de Uma Rosa
[+] Mente Demente
[+] One Way on Another
[+] Será Esquizofrenia??
[+] Tudo e Nada
[+] True Love Waits
[+] ScarelypopTrue



.::DIÁRIO DE BORDO::.

[+] O Tempo Passou...Veja o Histórico







.::NA BAGAGEM::.
Humor
meu humor atual - i*Eu!

Filmes
"Cinema Paradiso", "O Maitre da Música"



"Labirinto - A Magia do Tempo"



Música
Britpop, Guitar, Soul, MPB, 80, Clássico e Pop!

Livros
Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez), O Primeiro Homem (Albert Camus), Estar Sendo Ter Sido (Hilda H.)

Discos

Revolver (Beatles)



.::MAPA::.

[+] Blogs Direito
[+] Mulher Invest
[+] Orkut
[+] Super Tráfego


.::PARADA OBRIGATÓRIA::.